Breve história dos Bombeiros

Dedicação e Coragem ao Serviço da Comunidade

Heróis do Fogo e da Vida

No dia seis de novembro de 1915, a convite do cidadão José Rodrigues da Costa Lemos, reuniram-se José Mendonça Gouveia, Pedro de Almeida, José Marques de Matos e José Soares de Loureiro.

José de Lemos propôs que se constituíssem em Comissão Promotora da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão.

As reuniões vão-se sucedendo alternadamente nas moradas dos membros da Comissão e é em janeiro de 1917 que a Comissão decide contactar uma firma do Porto, Machado Júnior, com a qual faz um contrato para a aquisição de material de combate a incêndios. Desse contrato faziam parte um carro bomba (Pronto Socorro) que seria o primeiro da Corporação.

Após várias idas ao Porto, José de Lemos consegue a intermediação da Firma Jaime Augusto Soares e Irmão e esta mesma firma vai responsabilizar-se e construir a bomba W2, caldeira de ferro para duzentos e cinquenta litros, duas escadas de ganchos, quatro lanços de escadas, doze machados de cinta, doze molas de segurança, vinte e quatro molas para espias. O restante material deveria ser fornecido pela firma Machado Júnior, o que não se vem a efetivar. Lê-se hoje na bomba braçal, entretanto recuperada, “OfficinaMechanica, Jayme Augusto Soares, 59, Rua dos Caldeireiros, 61, Porto”. Ao mesmo tempo, a Comissão vai alugar a Bonifácio Gomes dos Santos uma loja à beira da estrada nacional, na Rua de Santa Columba, para instalar o material de incêndios, pagando anualmente 10$00 de renda.

A constituição do primeiro corpo ativo teve lugar no dia 6 de abril de 1918, em reunião realizada no teatro Alves Mateus. Este corpo ativo durou apenas quatro meses e dele faziam parte Duarte Augusto Boto Machado, João Ferreira Onofre, comerciante, José Joaquim de Castro, industrial, Manuel Gomes de Morais, comerciante, Hilário Fernandes, sapateiro, José da Conceição Coelho, carpinteiro, António Fonseca Oliveira, alfaiate, Abel Ferreira de Sousa, António Marques da Costa, António Martins dos Santos, comerciante, José Pinto de Sousa, sapateiro, e Abel Gomes Prata, alfaiate. Todos aceitaram fazer parte do corpo ativo e efetivo dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão e foram eleitos por escrutínio secreto o comandante e o segundo comandante José Joaquim de Castro e António Martins dos Santos, respetivamente. Foi enviado convite aos Bombeiros Voluntários de Coimbra para dar instrução ao corpo ativo, que ficou a cargo de José Simões Pais. A primeira instrução foi dada no pátio do Teatro Alves Mateus. Segundo a imprensa local em maio de 1918 “dá-se a primeira atuação dos bombeiros com o carro bomba num incêndio na habitação do Sr. Aleixo Mendes de Almeida, professor nesta vila e residente no bairro das Lages”.

A 3 de agosto do mesmo ano, foi constituída a Assembleia Geral, no Teatro Alves Mateus. Com a presença de José Rodrigues da Costa Lemos, José Soares de Loureiro, José Marques de Matos, membros da direção e mais José Joaquim de Castro, Hilário Fernandes, António Fonseca Oliveira, Manuel Gomes de Morais, sapateiro, José da Conceição Coelho, Francisco Marcelino, carpinteiro, Luís Alves, carpinteiro, João dos Santos Castro, funileiro, Abel Gomes Prata, José Varela, João de Azevedo e António Antunes de Almeida, foi constituído o novo corpo ativo, bombeiros definitivamente inscritos, em virtude de outros inscritos em 6 de abril não terem comparecido à Assembleia, alegando “razões de escusa” para não fazerem parte do corpo ativo. Procedeu-se à eleição, por escrutínio secreto, do subcomandante, tendo sido eleito Hilário Fernandes. José Joaquim de Castro mantem-se comandante desde a primeira reunião, e foram eleitos Manuel Gomes de Morais para chefe de bomba, José da Conceição Coelho para primeiro agulheta e Luís Alves para segundo agulheta. A 30 de setembro, a Assembleia reúne para inscrever como bombeiros Demétrio Augusto Duarte e Francisco Coelho para substituição de um bombeiro excluído, José Varela, e de João Ribeiro de Azevedo que não compareceu aos exercícios.

A comissão promotora passa a ser designada de Direção a partir da Assembleia Geral de 3 de agosto. É aprovado o Regulamento do Corpo de Bombeiros no dia 25 de dezembro de 1918, mandado imprimir na Typografia da Beira, de Santa Comba Dão. Este Regulamento remete para alguns dos artigos dos estatutos não se referindo no entanto à finalidade da Associação. Ficámos a saber que o corpo de bombeiros é constituído pelo comandante, um subcomandante, um chefe de bomba, dois agulhetas, um clarim e seis bombeiros. Admitem-se ainda bombeiros que se designarão por auxiliares que passarão ao corpo ativo quando surgir uma vaga. Este Regulamento alerta ainda para “a severa disciplina dos associados do corpo ativo” e ainda “pela conservação e limpeza do material”. Haverá um exercício geral “todos os quartos domingos de cada mez”. O artigo 9º estabelece “que se poderá formar uma banda de música”, denominada Banda dos Bombeiros, “sempre que as circunstâncias o permitam”, remetendo para o artigo 56º dos Estatutos. De referir que este Regulamento entra em vigor antes da aprovação dos Estatutos pelo Governo Civil de Viseu, o que acontecerá a 19 de maio do ano seguinte.

A 26 de dezembro dá-se um volte face no comando da corporação. José Joaquim de Castro por razões pessoais apresenta o pedido de demissão do cargo de Comandante. A Assembleia tenta demovê-lo mas a decisão está tomada. José de Lemos que preside à reunião, agradece a dedicação de José de Castro e logo se nomeou comandante interino Hilário Fernandes. Foram inscritos como novos bombeiros Alberto Boto Machado e Abel Ferreira.

A 24 de maio entra para bombeiro Sílvio Gomes dos Santos e fica estabelecido que se fará um exercício na primeira quarta-feira de cada mês e nota-se aqui uma primeira alteração ao Regulamento.

A 21 de outubro de 1919 são inscritos António Ferreira Onofre, Álvaro Gomes dos Santos e António Augusto Alves Figo para substituírem Francisco Marcelino, José da Conceição Coelho e Demétrio Augusto Duarte. Estes pormenores que aqui descrevemos têm como

objetivo mostrar o quanto era difícil a José de Lemos e ao comandante interino Hilário Fernandes manter um corpo ativo disciplinado que comparecesse a todos os exercícios e outras obrigações para as quais vários Santacombadenses se voluntariaram. Não será alheio o facto de o país viver uma situação política muito volátil, havendo vários grupos rivais de republicanos e monárquicos, fenómeno que se manifestava também em Santa Comba.

A 14 de dezembro, em segunda convocatória, são eleitos os órgãos sociais, com a presença de doze sócios. Para a Assembleia Geral, foi eleito Presidente, Manuel Alves Correia, Vice-presidente, José Rodrigues da Costa Lemos, Francisco Neves de Andrade, José Ferreira Regadas Júnior; para a Direção foi eleito Presidente o Dr. Luís de Oliveira Massano, Tesoureiro, José Soares de Loureiro, secretário, José Marques de Matos; Vogais, José Borges da Gama Júnior e Bonito Pereira Cardoso. Como substitutos ficaram José Correia dos Santos, José Rodrigues dos Santos e Pedro de Almeida. Para o Conselho Fiscal foi eleito Presidente o Dr. António Rodrigues da Costa Silveira, Vice-presidente Alfredo de Pais Paiva e secretário, José Joaquim de Carmo Pires. Como substitutos Francisco Rodrigues dos Santos, e Manuel da Costa. Estes órgãos sociais não vão funcionar, principalmente a Direção entre finais de 1919 e abril de 1922, ou se funcionaram não ficaram registos nos livros de atas. É neste ano que regressa José da Costa Lemos para reconstruir a Associação pela qual lutou desde 1915. No dia 16 do referido mês, José de Lemos aponta o facto de a Assembleia não ter funcionado por não haver número suficiente de sócios e que a direção nunca cumpriu nenhuma das obrigações a que estava obrigada por lei, deixando degradar os materiais e o corpo ativo. Nesta Assembleia são dados plenos poderes a uma comissão para lidar com os problemas da Associação e foram logo ali eleitos José Rodrigues da Costa Lemos, Abel Marques, João Ferreira Onofre, Pedro de Almeida, Manuel da Veiga Mateus e José Jorge dos Santos. Esta comissão vai pôr ordem na contabilidade, tratar e renovar o material de incêndio e apelar à reconstituição do corpo ativo. Logo no dia seguinte se reúne no Teatro e, no mês seguinte, a nova Comissão Gerente confirmou e fez nova inscrição dos bombeiros Hilário Fernandes, subcomandante, Abel Gomes Prata, João dos Santos Castro, Luís Agostinho Alves, chefe da bomba, António Ferreira Onofre, Manuel Neves e Abel Marques, funcionário público. Encarregou-se o subcomandante de recrutar mais membros para o corpo ativo. A secretaria da Comissão passou a ser no Teatro e rapidamente se angariaram 93 sócios.

Em 31 de outubro de 1922 são inscritos três novos bombeiros propostos pelo subcomandante, António Rodrigues da Costa, João Ferreira Maromba e Manuel dos Santos. Angariar fundos é a grande preocupação da Comissão Gerente. Nomeia todos os anos o cobrador das quotas, dando-lhe 10% do cobrado. Solicita permanentemente apoios à Câmara Municipal que desde o primeiro momento contribui com verbas e em julho de 1923 um subsídio de cinquenta escudos. Os Bombeiros Voluntários de Coimbra, através do Comandante João Inácio, deram instrução ao corpo ativo.

Entretanto, devido a um grande incêndio no Bairro da Estação, surge a necessidade de se constituir uma segunda secção dos bombeiros naquele local. O Bairro da Estação tinha-se tornado no pólo industrial e comercial de Santa Comba. Existiam vários armazéns, alguns deles de materiais inflamáveis. O incêndio atingiu grandes proporções porque começaram a arder “milhares de travesas” usadas na reparação da via. Só pela atitude dos Bombeiros Voluntários e da população não foram atingidas as instalações da VacuumOilCompany, mais tarde denominada Mobil Portuguesa. Este facto faz com que o Presidente escreva àquela companhia pedindo ajuda no que é atendido recebendo um donativo de 250$00. São solicitados apoios à

Companhia de Exploração dos Caminhos de Ferro, em Viseu, e a Direção da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta, com sede na Figueira da Foz, ofereceu a esta Associação 250$00. Em agosto de 1923, em casa de Manuel da Costa, no Bairro da Estação faz-se uma reunião para abrir a segunda secção de Socorros, ideia apoiada por Manuel da Costa, que ofereceu instalações para a nova bomba e restante material, e Francisco Rodrigues dos Santos. Entretanto é instalada a primeira cabine telefónica no quartel de Santa Comba, pagando o Estado dez escudos de aluguer. A Direção entrega-se totalmente ao apetrechamento da secção do Bairro da Estação valendo-se das verbas angariadas pela D. Luiza Albergaria na “Festa do Chá”, 475$85, ou dos donativos enviados pelos emigrantes como é o caso de Mariano Ferreira da Costa que envia do Congo Belga setecentos escudos para o cofre da Associação. em 1925 é feita a encomenda, a Rogério Vasco, morador na vila, daBomba 2, montada numa carreta, por quinhentos e cinquenta dólares. Chegará no mês de junho proveniente da Alemanha. Na própria bomba, que hoje se encontra adaptada ao veículo Ford V8, se lê: “Hermano Koebe, LuckenWalde, Feverwehrgerat-Fabrik”.

José de Lemos transacionou com a Câmara Municipal de Lisboa, por intermédio da Sociedade Fomento Comercial Lda., que desinteressadamente ofereceu os seus serviços, na compra de uma bomba sistema Flaud, com carro, picotas e chaves de parafusos. Estes materiais foram transportados dos Bombeiros Municipais de Lisboa até Santa Apolónia e no seu despacho se gastaram 63$50. Compraram 25 metros de mangueira, uma agulheta e um par de junções, à empresa Valada e Companhia Lda. Gastaram 476$50 e 11$15 de transporte.

Pagou-se a José Joaquim de Castro Júnior 101$00 pela pintura do material. A bomba, e respetivos acessórios,foi posta no quartel de Santa Comba e custou 2999$15. Foi uma compra em segunda mão de uma “bomba em perfeito estado”, ao Corpo dos Bombeiros Municipais de Lisboa. Como pudemos comprovar no Centro Documental dos Bombeiros de Lisboa, a Sociedade de Fomento Comercial solicitou, a 18 de fevereiro de 1925, a informação se aqueles Bombeiros Municipais “vendem algumas bombas de caldeira”, ao que o comando responde em 21 do mesmo mês, que possuem tal material mas que o assunto terá de ser tratado com o “ Sr. Presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Lisboa”. A 28 de abril o Comandante Interino do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa oficia em resposta ao Presidente da Comissão Executiva, “Acerca da solicitação feita no ofício da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão (…) que a bomba, sistema Flaud, que os mesmos

voluntários pretendem adquirir pode ser cedida, por venda (…). Que cada uma é no seu conjunto constituída por uma caldeira, com corpo de bomba, sobre o respetivo estrado que assenta numa carreta de duas rodas, com cabeçalho. Do guarnecimento faz parte dois corpos de chupadores e os seus acessórios são: uma chave de porcas e outra para chupadores e para mangueiras. (…) O preço estipulado pelos peritos, (…) é computado em Esc. 2.000$00”.

Esta Bomba, com a caldeira em cobre, de forma oval, terá sido construída na segunda metade do século XIX, nas oficinas dos Bombeiros Municipais de Lisboa

Em agosto é instalada a secção 2 do Bairro da Estação com uma bomba de caldeira, (Bomba 2), marca alemã, uma carreta de duas rodas, 2 agulhetas, 40 metros de mangueira de lona, quatro junções ligadas às mangueiras, cinco chaves diversas para parafusos, um maço de madeira de mão, uma rodilha para enrolar mangueira, um saca trapos, uma almotolia de lata e uma lata de massa. É feito um auto de instalação aos 23 dias do mês e tomam posse os bombeiros António Lourenço, Davide Costa, Joaquim Diniz, Salvador Rodrigues de Sá, José Arvelos, Francisco Arvelos, Luís Marques Ferreira e Alberto de Castro. O material foi testado na presença de muitos cidadãos.

Em 1928, em carta dirigida à Câmara Municipal, é comunicado que a Associação possui três bombas braçais. Este pormenor já se induz da referência ao pagamento da renda da “casa das bombas”, em Santa Comba visto que uma se encontra no Bairro da Estação. São, no mínimo, duas as que existem na secção. Serão as bombas 1 e 3. A primeira bomba será a W2, adquirida no Porto em 1918. A segunda bomba, tipo Flaud, foi adquirida, em segunda mão, aos Bombeiros de Lisboa em 1925 e a terceira será a bomba vinda da Alemanha, adquirida também em 1925. As bombas do sistema alemão permitiam a saída de duas mangueiras, o mesmo é dizer duas agulhetas. Este tipo de bomba, para além de ser mais eficaz, necessitava de maior rapidez de colocação de água na caldeira ou a colocação da bomba junto a um grande reservatório de água. As outras bombas tinham apenas a saída de uma agulheta, característica do chamado sistema francês. Nesta carta enviada à Câmara Municipal é solicitada a construção de um quartel para os Bombeiros Voluntários tendo em conta que o local onde se guarda o material de incêndio é exíguo, no momento em que a Associação pretende adquirir um pronto-socorro.

Na Assembleia Geral de 4 de março de 1928, convocada pela gerência, presidida pelo sócio mais idoso José Joaquim de Castro Júnior e secretariada por Rogério Vasco, são propostos para sócios honorários o Dr. José António Marques, bacharel formado em direito e João José da Cruz Pereira, Tenente da Guarda Republicana. São aprovadas as contas cujo saldo, na Caixa Geral de Depósitos é de 4 019$72. Procede-se à eleição dos corpos gerentes para o biénio 1928/29 cujos resultados são: para a Mesa da Assembleia Geral, foi eleito Presidente, Dr. António Rodrigues da Costa Silveira, secretário, Domingos da Costa Cerveira

do Amaral e secretário Henrique de Almeida Gonçalves. Para a Direção foram eleitos: Presidente, Dr. José António Marques, tesoureiro, Antonino Durães, secretário, Rogério Vasco, vogais, tenente José João da Cruz Pereira e Alfredo Pais de Paiva; substitutos, José Correia dos Santos, António Ferreira de Almeida e Pedro de Almeida; para o Conselho Fiscal, Dr. Alfredo Mendes de Almeida Ferrão, Dr. Francisco da Costa Borges da Gama e Dr. Luís de Oliveira Massano. Substitutos, António Correia Pinto, Manuel Cardoso e Duarte Augusto Boto Machado. A constituição dos corpos sociais eleitos em 1928 revela-nos que, finalmente, a sociedade Santacombadense abraçou a causa dos Bombeiros Voluntários. Pela primeira vez as profissões liberais, a burguesia mercantil, (já tinha acontecido no Bairro da Estação), e membros da sociedade mais conservadora uniram-se em redor dos bombeiros. De notar a presença de funcionários públicos que ocupavam os mais altos lugares da administração pública local, nalguns casos oriundos de outras localidades.

Em Assembleia foi decidido que as quotas pagas pelos associados “não chegavam para nada” e era preciso atualizar o seu montante, passando os sócios a pagar 1$00 e os sócios benfeitores 2$00. Nesta época faziam-se peditórios pelas povoações do concelho sendo os bombeiros acompanhados pela Filarmónica de Maio, cujo regente era então o Padre Mendonça.

A Direção decide que a Filarmónica de Maio, que se encontrava a passar por uma fase difícil, passará a intitular-se Banda dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão. Esta questão da Filarmónica não é pacífica, no entanto a de Maio foi incorporada na Associação dos Bombeiros Voluntários, sendo estes os fieis depositários do instrumental e dos fardamentos. O Dr. José de Melo Cabral, administrador do concelho em 1930, intimou todos os executantes da filarmónica a entregarem os fardamentos e instrumentos na Câmara Municipal tendo esse material sido transferido para os Bombeiros por ser “a entidade que tinha direitos e onde deveriam ser depositados”. As atas camarárias são omissas relativamente ao assunto em causa. Mas o Jornal “Santacombadense”, a 15 de julho, diz-nos que a Filarmónica foi reorganizada, entraram novos executantes e uniu-se com a Banda dos Bombeiros sendo o Regente, o Sr. António Augusto da Silva Pereira “estimado professor de Óvoa”.

A primeira bandeira dos Bombeiros Voluntários foi pintada pelo Sr. Dr. José Pereira, pai do tenente José João Pereira. Após sessão solene realizada no salão do Tribunal Velho foi benzida e hasteada no dia 15 de agosto de 1928, e os Bombeiros estrearam as fardas de grande gala, no dia da Festa Grande da Vila. Depois da bênção e dos discursos houve um desfile do corpo ativo pelas principais ruas da vila, com o seu novo fardamento, sendo acompanhado pela Banda de Aveiro. Procedeu-se a um peditório concelhio para a aquisição de uma autobomba e de todas as povoações chegaram donativos. Como a verba conseguida não era suficiente para a aquisição de um pronto-socorro foi adquirido um automóvel da marca Studbaker, em segunda mão, que se adaptou à condução de uma bomba, passando a denominar-se de Autobomba. Foi aprovado novo Regulamento da Corporação ao qual não tivemos acesso.

Em junho de 1929 é nomeado comandante o Tenente José João da Cruz Pereira, vogal da Direção, por o comandante em funções, Hilário Fernandes se ter ausentado para África. Um mês após a tomada de posse, houve um grande incêndio nos armazéns de José Dinis Pimenta, no Bairro da Estação. No qual foram conjugados os esforços das duas secções dos bombeiros lutaram para defender as casas vizinhas e a própria estação. Nesta época era frequente haver incêndios na resineira e nos armazéns de pez. Em Agosto, sabemos através do jornal Santacombadense, que “ está concluída a Auto-Bomba dos Bombeiros Voluntários desta vila”, “O Auto-Bomba esteve os dois dias dos festejos em exposição no Largo Alves Mateus”.

Em fevereiro de 1930 a Direção deliberou nomear comandante António Rodrigues da Costa e subcomandante Abel Marques.

A Direção decidiu que a chamada dos bombeiros e o sinal de alarme em caso de incêndio seriam feitas através de badaladas no sino da torre velha da Igreja Matriz. Foi colocado um aparelho, para evitar a subida à torre, de forma a ativar o sinal de alarme. Os sinais combinados eram os seguintes: duas badaladas repetidas é sinal de fogo na vila, para além da ribeira; três badaladas repetidas é sinal de fogo na vila para da ribeira; quatro badaladas repetidas é sinal de fogo no Bairro da Estação; cinco badaladas repetidas é sinal de fogo fora da vila e uma badalada repetida é sinal de ter terminado o fogo.

Em 28 de fevereiro de 1930 a Assembleia Geral reuniu na sala de sessões da Câmara Municipal. Procedeu-se à eleição dos corpos gerentes para o biénio 1930-1931. Para a Assembleia Geral foram eleitos para Presidente o Dr. Alfredo Mendes de Almeida Ferrão, Vice- presidente, Domingos da Costa Cerveira do Amaral, Caetano de Figueiredo Ferreira e Henrique

de Almeida Gonçalves; para a Direção foram eleitos, José Correia dos Santos, Raul Correia Horta e Vale e Antonino Durães, (reeleito para tesoureiro); foram eleitos para vogais, José Lopes da Silva e António da Conceição Lapa. São eleitos para substitutos, Aires de Almeida, José Rodrigues da Costa Lemos e José Jorge dos Santos. Para o Conselho Fiscal foi eleito Presidente, o Dr. Luís de Oliveira Massano, para Vice-presidente, o Dr. José de Mello Coelho Cabral e para secretário, o Dr. Esmeraldo Pais Prata. Para substitutos, Manuel Cardoso e Duarte Augusto Boto Machado. A Assembleia ratificou a nomeação do comandante António Rodrigues da Costa e do subcomandante Abel Marques.

A direção saída destas eleições procedeu a obras na secção nº. 1, e tentou reorganizar a secção nº. 2, do Bairro da Estação, que tinha falta de bombeiros. Foram adquiridas três mangueiras de 20 metros para equipar a autobomba e a bomba 1. Em junho a direção decidiu aceitar os instrumentos da Filarmónica de Maio e é formada uma comissão para reorganização da Filarmónica. Em agosto, Manuel da Veiga Mateus, o Padre António Alves dos Santos, António Pinho Fontes e Caetano de Figueiredo pedem o instrumental dos Bombeiros para a organização da Filarmónica desta vila, o que lhes foi cedido sob responsabilidade dos requerentes.

O corpo ativo teve trabalho apurado na noite de 21 para 22 de Dezembro de 1930. Segundo o relato do jornal Santacombadense, “um pavoroso incêndio no bairro das Lages, na casa da senhora Genoveva de Sousa Curveira …”. O incêndio teria tomado grandes proporções, não fosse a pronta resposta dos Bombeiros Voluntários que o dominaram e impediram de se propagar às casas vizinhas. A conjugação da Bomba nº1 e da Autobomba, auxiliadas por muitos populares que nestas alturas compareciam com os seus cântaros de barro cheios de água, permitiram o funcionamento ininterrupto das bombas.

Em dezembro de 1931 realizaram-se as eleições para o biénio 1932/1933.Para a Assembleia Geral foram eleitos, como presidente, Henrique de Almeida Gonçalves, e como secretários António Ferreira Onofre, Armando de Sousa Franco e Luís Benedito de Oliveira. Para a Direção foi eleito presidente, José Rodrigues da Costa Lemos, Vice-presidente, Amadeu Prata, secretário Augusto Rodrigues Coelho, sendo os vogais, José de Almeida e Manuel Maria Bento. Foram eleitos substitutos Henrique Marques da Costa, Abílio Rodrigues Rato e Duarte Augusto Boto Machado. O Conselho Fiscal ficou constituído por António de Pinho Fontes, Germano Dias Alves e Delfim Simões e Albuquerque sendo eleitos substitutos José Marques de Matos e José Mendonça Gouveia. Em fevereiro de 1932 António Rodrigues da Costa pede a demissão do cargo de comandante e entrega o comando ao comandante Abel Marques. A Direção a ordem para que o comando organize uma ambulância e uma maca que acompanhe o pronto-socorro. A ambulância poderia ter sido, na sua forma mais simples, uma caixa de madeira onde eram colocados os principais medicamentos e utensílios médicos para se poder atuar numa primeira intervenção. Em maio, em Assembleia Extraordinária é fixado o dia da Associação a seis de Novembro.

Em casa de José Rodrigues da Costa Lemos, reúne a Direção constituída por Amadeu Prata, José de Almeida, José Rodrigues Onofre e Manuel Maria Bento. É decidido que Manuel Maria Bento vai continuar a guiar o carro de materiais, pronto-socorro. Este carro era importante porque transportava as escadas e todo o restante material de sapador. A indicação de Manuel Maria Bento mostra a confiança que a direção tinha naquele empresário, que possuía uma oficina de automóveis, para a condução do pronto-socorro Studbacker. É pai de três importantes condutores do pronto-socorro Ford V8, António Maria Bento, conhecido por Tónio Maravilhas, Inocêncio Maria Bento, mais tarde dono de uma garagem oficina onde era feita a manutenção do Ford e de Manuel Maria Pinto, o Sr. Neca, que muitas vezes conduziu aquele carro.

Entretanto os instrumentos da Filarmónica não se encontram na posse da Associação e foram recolhidos pela autoridade Administrativa do Concelho que se responsabilizou pela reorganização da Filarmónica. É retomada a ideia de adaptar uma pequena ambulância ao carro pronto-socorro. Em agosto é confirmado Comandante, Abel Marques, sendo o restante corpo ativo composto por Américo Leite da Silva, clarim; António Rodrigues da Costa, chefe da bomba; Manuel Antunes, chefe de bomba; Manuel dos Santos, 1.ºagulheta; Manuel da Silva Miranda, 2.ºagulheta, e os bombeiros António Ferreira, Jaime Frias de Carvalho, Nicanor Frias de Carvalho, Elísio Ferreira Maromba, António Nunes, Cândido dos Santos, Manuel Leite da Silva, José Morais, Augusto Diniz, José Tito Ferreira de Sousa, António Gomes de Oliveira. Esta deverá ser uma das alterações do Regulamento que desconhecemos.

Em 1932, José Rodrigues da Costa Lemos resolveu comemorar os 17 anos da Associação e conseguiu envolver todas as forças vivas do concelho formando uma comissão composta por Augusto Rodrigues Coelho, Armando de Sousa Franco e Abel Marques. No dia 6 de novembro um desfile a que se associam as três bandas Filarmónicas do concelho, S. João de Areias, Pinheiro de Ázere e Santa Comba Dão. No desfile, a bomba braçal 1 seguia atrás da Filarmónica de Pinheiro, a braçal nº3 seguia atrás da Filarmónica de S. João de Areias e a seguir à Filarmónica de Santa Comba seguia a autobomba, aqui tratada por pronto-socorro.

No ano seguinte verificam-se algumas dificuldades na cobrança de quotas. É necessário verba para a construção de um portão no quartel da secção 1, na Rua de Santa Columba e tem de se pedir autorização ao proprietário. É adquirida uma bateria e instalação elétrica para o pronto-socorro que julgamos tratar-se do Studbaker, porque até esta data apenas temos a informação da aquisição daquela viatura particular adaptada a pronto socorro. Registou-se um incêndio na Gestosa tendo os bombeiros atuado com a bomba braçal com bom serviço pois evitaram que o incêndio comunicasse com outras casas.

Em 1933 era chefe de bomba Albano Ribeiro dos Santos, natural da Gestosa. Nos documentos consultados até esta altura, Ribeiro dos Santos não faz parte do corpo ativo. Pensamos que, por ser natural do local onde decorreu o incêndio, talvez seja dos presentes, o que está mais familiarizado com o funcionamento da bomba. De qualquer das formas para se ser Chefe de Bomba tem de se pertencer ao corpo ativo, tendo em conta que aquele posto, na hierarquia que vigorava então, substituía o comandante e o subcomandante. Toda a população se envolve no combate às chamas.

Em agosto deste mesmo ano é enviado um pedido de subsídio ao Sr. Ministro do Interior, Dr. Mário Pais de Sousa para a construção da casa dos Bombeiros. Entendemos que este pedido é para a construção de um quartel para o qual existe uma planta oferecida pelo construtor civil Augusto Brito de Faria.

Em junho um incêndio destruiu completamente o café do Sr. Francisco de Oliveira que ficava situado junto ao Jardim Público. Meia hora bastou para que o edifício, propriedade do Sr. Borges da Gama, ficasse feito em cinzas apesar de se situar a poucos metros da Estação dos Bombeiros.

Em outubro José de Almeida passa a fazer as vezes de secretário por demissão de Augusto Coelho. É registado que o pronto-socorro e piquete fizeram o funeral a um familiar do Dr. Mário Pais de Sousa até Macinhata do Vouga. Os quatro bombeiros destacados para o funeral tiveram subsídio de 20 escudos cada. O Barão de Santa Comba oferece cinquenta escudos à Associação porque e segundo as suas palavras “se quer associar e ajudar tão nobre causa e tamanha iniciativa”.

Em dezembro de 1933 realiza-se a Assembleia Geral no salão nobre da Câmara Municipal para a eleição dos corpos gerentes. Foram eleitos para a Mesa da Assembleia, o Dr. Alfredo Mendes de Almeida Ferrão, o Padre António Alves dos Santos, Francisco de Lemos Viegas e José Pires. Para a Direção, foi eleito Presidente José Rodrigues da Costa Lemos, para Vice-presidente, José Maurício Gouveia, Manuel Jorge Soares, Germano Dias Alves, e António Luís Mendes Paes. Como substitutos, António Simões Cravo de Lima, Francisco Coelho Conde e Francisco José da Costa Soares. Para o Conselho Fiscal, António Augusto Gouveia, Caetano de Figueiredo Ferreira e Manuel da Veiga Mateus. Para substitutos, Cândido Marques Serra e Luís Agostinho Alves.

Em janeiro de 1934 toda a Associação se congratula pela publicação no Decreto-lei 23395, Diário de Governo 292, de 22 de Dezembro de 1933 em que governo decreta “que seja reconhecida como instituição de utilidade Pública a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, atendendo aos seus relevantes serviços”. Não é por acaso que acontece tal facto porque a reivindicação tinha sido feita a 26 de junho do ano anterior pelo presidente da Direção José Rodrigues da Costa Lemos. A Assembleia decide enviar um agradecimento ao Ministro do Interior pela declaração de Instituição de utilidade pública. Nesta Assembleia, José Rodrigues da Costa Lemos pede a demissão por motivos de saúde e é substituído pelo Capitão António Augusto Gouveia. Aprovou-se um agradecimento ao sócio nº1 pelo trabalho que ele sempre desempenhou ao serviço dos Bombeiros. É feita a transmissão de poderes da direção anterior e de todos os materiais existentes na Secção nº1 desta vila e da Secção nº2, localizada no Bairro da Estação. As reuniões passam a ser feitas na sala de sessões da Câmara Municipal.

Em dezembro de 1934, os bombeiros foram chamados para um incêndio em Mortágua numa fábrica de fiação. Comandados por Abel Marques, o Corpo Ativo levou as duas bombas braçais de duas rodas que foram puxadas a pé.

O Capitão Gouveia fez um pedido à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de um subsídio para a construção do novo quartel, acrescentando a necessidade de um novo pronto-socorro e de material. Estendeu o pedido à população em geral, aos emigrantes e ao comércio. A primeira Assembleia Geral de 1935 apresentou um saldo de 11 208$43. A Direção era constituída pelo capitão António Augusto Gouveia, José Maurício Gouveia, Manuel Jorge Soares, Germano Alves e António Mendes Pais. A Câmara Municipal avançou com a oferta da cantaria proveniente da demolição da escola Conde Ferreira para a construção do quartel. Entretanto o Sr. Manuel Alves Correia ofereceu um terreno mas a direção deixou ao arbítrio da direção seguinte a elaboração da escritura.

Na Assembleia Geral de dezembro de 1935, procedeu-se à eleição dos corpos sociais para o biénio 1936/1937. Para a Mesa da Assembleia foram eleitos, o Dr. Alfredo Mendes Almeida Ferrão, Aires de Almeida, José Lopes da Silva e José Correia dos Santos. Para a Direção foi eleito como Presidente, Dr. José de Mello Coelho Cabral, Antonino Durães, Henrique Almeida Gonçalves, Augusto Cezar Neves de Sousa e António Ferreira Onofre. Foram eleitos como substitutos, José Jorge dos Santos, António do Carmo Ferreira e António Martins dos Santos Cruz. Para o Conselho Fiscal foram eleitos, José Rodrigues da Costa Lemos, António Luís de Magalhães e José Pais da Costa. Para substitutos, Duarte Augusto Boto Machado e Delfim Simões de Albuquerque.

Logo na reunião de abril e após o pedido de exoneração do cargo de Augusto Neves de Sousa, a Direção traçou como principal objetivo a construção do quartel e por intermédio da Câmara Municipal recebeu um subsídio de 25 mil escudos do Sr. Ministro do Interior. A Direção decidiu comprar uma casa no Beco da Madragoa que confinava com o prédio recentemente adquirido. Para a aquisição destas propriedades e manutenção do material de incêndios realizavam-se atividades culturais como bailes e festas.

Em dezembro de 1937 realizou-se a Assembleia para eleição dos corpos Gerentes para o biénio 1938/1939. Para a Assembleia foram eleitos, Dr. José de Mello Coelho Cabral, António Pereira da Mota, António dos Santos Martins Cruz, António do Carmo Ferreira. Para a Direção como Presidente, José de Almeida, como Secretário, Manuel Eduardo Simões de Lemos, como Tesoureiro, Aires Marques dos Santos, como Vogais Henrique Almeida Gonçalves e Manuel de Matos Costa. Para o Conselho Fiscal, José Lopes da Silva, José Rodrigues da Costa Lemos e José Maurício Gouveia. Como substitutos foram eleitos Germano Dias Alves e Duarte Augusto Boto Machado. Na verdade, estes corpos sociais vão-se manter em funções até dezembro de 1945, por sucessivas reconduções da Assembleia Geral.

A CONSOLIDAÇÃO

Em 1938 foi feito o inventário do material existente na Secção nº1 desta vila, não havendo referência à Secção nº2 do Bairro da Estação. É adquirido novo material, consertado outro e são contactadas casas para o fornecimento de um novo pronto-socorro. É aceite a proposta da empresa de Viseu, Lopes Ferreira Limitada, para o fornecimento de um chassis Ford, modelo 1938, pelo valor de 20 mil e 500 escudos, a ser entregue nesta vila sem mais despesa para a Associação. Para levantar o chassis que se encontra na alfândega de Lisboa foram pagos dois mil e quinhentos escudos. Foi pedido às casas da especialidade orçamentos para adaptação do chassis e adquiriram-se à casa J. Vaullive& duas escadas. Entretanto o Dr. Mário Pais de Sousa ofereceu uma viatura IzotaFraschini para adaptação. A Direção agradeceu a oferta mas como o consumo da viatura era elevado, 25 litros de gasolina aos cem quilómetros, não mandou fazer as adaptações.

Até ao final do ano a Direção procedeu a obras no quartel da rua de Santa Columba, abertura de duas portas, sendo as obras adjudicadas por 947$20 a António Fernandes, Augusto Dinis e Marcelino Pereira. Foi também adjudicada a construção do pronto-socorro a António André, de Ílhavo, por 15 mil escudos. O antigo pronto-socorro é posto à venda por não se encontrar capaz de responder às necessidades. Foi adquirido um extintor para o novo pronto-socorro à casa ChestarMaurill e C.ª, de Lisboa, por duzentos e oito escudos. Entretanto o Subcomandante Abel Marques pede a demissão que é aceite. Resolveu a Direção convidar o instrutor, António Pinto de Magalhães, dos Bombeiros Voluntários de Coimbra a tomar o comando e ministrar instrução ao corpo ativo.

No início de 1939 foram a Ílhavo, dois membros da direção e o técnico João Ferreira Regadas verificar do bom andamento da montagem do pronto-socorro que foi entregue no dia

5 de fevereiro. Segundo relato do jornal Beira-Dão, em artigo visado pela Comissão de Censura, o Ford V8 foi recebido nos Paços do Concelho na presença do Sr. Governador Civil, o Delegado do Instituto Nacional do Trabalho e o Sr. Comandante Distrital da Legião Portuguesa. Em seguida houve um desfile em direção à Casa do Povo para se proceder à sua inauguração e por fim um jantar na pensão Cruz em honra das entidades presentes. As festas foram abrilhantadas pela Filarmónica Santacombadense e a guarda de honra foi feita pelo núcleo local da Legião Portuguesa.

A 12 de fevereiro do mesmo ano é aceite a inscrição da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão na Liga dos Bombeiros Portugueses, com o número de sócio coletivo 200, posteriormente alterado para 151.


Foi feito o recrutamento de novo pessoal seguindo orientações do novo comandante. No dia onze de junho o novo corpo ativo realizou um exercício com a presença de uma delegação dos Bombeiros Voluntários de Coimbra.


Comandante Artur de Figueiredo

O instrutor, António Pinto de Magalhães, propôs à Direção que fosse nomeado para comandante Artur de Figueiredo, para chefes de secção Teófilo Ferreira e António Tomás e para fiscal de material Albano Ribeiro dos Santos. Foram aprovados para bombeiros José Tito Ferreira de Sousa, Fausto Soares, Trajano Coelho, Henrique Cordeiro, Crispim Costa, Luís Marques Ferreira, Celestino Ferrão, José Rodrigues da Costa, José Gonçalves, José Gomes dos Santos e Francisco dos Santos. Deliberou a Direção, dar mil escudos ao instrutor que nada levou pelo trabalho, para além do pagamento das viagens e da estadia. Nalgumas ocasiões Pinto de Magalhães ficou hospedado em casa do presidente da Direção, José de Almeida, na Rua do Outeirinho.

Mandou-se fazer fardamento para o novo corpo ativo.

Na ata da Direção de 14 de julho de 1939 refere-se que foi vendido à firma Regadas e Irmão o antigo pronto-socorro Studbaker, por duzentos e cinquenta escudos. É esta a única referência que temos relativa à marca do primeiro pronto-socorro. Esta verba foi empregue na aquisição de material novo para o combate aos incêndios.

A Direção manda comprar à firma Vaultier& Cª, cem metros de mangueiras e suas uniões, por 2228$85 e à firma Joaquim Dias Ferreira, de Lisboa, a compra de cotim para os fardamentos pelo preço de 430$90. Foi contraído um empréstimo ao Banco de Portugal de quatro contos para fazer face a estas e outras despesas.

Na Assembleia de 14 de janeiro de 1940, presidida pelo sócio António Viegas e Costa, por estar ausente o Presidente, foi reeleita a direção. Foram ainda aprovadas alterações ao Regulamento do Corpo Ativo que se encontra transcrito no livro de atas da Direção. Este Regulamento foi mandado imprimir na Tipografia Figueirense e todos os Bombeiros do Corpo Ativo deveriam ter um exemplar. Os dois exemplares conhecidos encontram-se na Biblioteca Nacional. Trata-se de uma reformulação profunda do Regulamento aprovado em 1919 e, no essencial, mantém-se ainda em vigor. Para além de outras alterações o Corpo Ativo passa a ser composto por um Comandante, um segundo comandante, dois chefes de secção ou esquadra, vinte bombeiros e um clarim. Para além dos 20 bombeiros poderiam ainda existir 12 auxiliares que em tudo teriam de ter a mesma formação dos bombeiros. Quando estivessem em operações os bombeiros responderiam a ordens dadas por apito ou pelo clarim.

Foi realizada uma sessão de cinema no Café Arcada para recolha de fundos para a Associação.

Em fevereiro o empréstimo dos 4 contos do Banco de Portugal foi saldado, com a comparticipação da Câmara Municipal.

Em 22 de janeiro de 1941, o Tesoureiro Henrique de Almeida Gonçalves pediu a exoneração de vogal por ser legalmente incompatível com o cargo de Chefe de secretaria da Câmara Municipal. A direção não elegeu substituto, funcionando só com quatro elementos. Henrique Gonçalves continuou a dar apoio ao grupo de trabalho, embora essa participação não fosse oficial.

Em maio, a Direção deliberou permutar os três prédios da Associação, no Beco da Madragoa e na Rua Santa Columba com um prédio da Câmara Municipal na Rua Miguel Neves. A Câmara Municipal compromete-se a adquirir e comparticipar na compra dos dois prédios da Rua Miguel Neves pertença de Maria da Conceição Alves e de Conceição Ramos Prata. A Assembleia aprova a permuta do prédio, propriedade da Associação, com um terreno da Câmara Municipal na Rua Miguel Neves. Em outubro a Direção deliberou mandar construir a sede da Associação, no Largo do Balcão, nos terrenos adquiridos por permuta e convidar o Sr. Tomaz Braz Garcia de Mascarenhas a fazer a planta por mil e duzentos escudos. Em janeiro de 1942 é deliberado entregar a obra a Carlos Marques dos Santos, de Treixedo, no valor de 33.000$00 com prazo de construção de 180 dias. Entretanto e para a prossecução das obras, o Doutor Belchior Rodrigues Martins de Carvalho, presidente de Câmara Municipal, entrega à Associação 25 000$00, donativo do Senhor presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar a pedido do Sr. Ministro do Interior, Dr. Mário Pais de Sousa. O projeto sofreu algumas alterações sendo-lhe acrescentadas mais seis janelas por seis mil escudos. A sirene é comprada à firma Lusitana de Motricidade por 6510$60 e é colocada na torre da igreja, tendo depois sido colocada na casa de José de Almeida, no Largo de Balcão.

O jornal Defesa da Beira noticiava em agosto que a Inspeção Geral de Seguros deu um subsídio, por intermédio da Câmara Municipal, de 12 000$00 para a aquisição de uma motobomba.

Em agosto de 1942, chegou a primeira motobomba, marca BailotNorlhen, que custou 1200$00 e em novembro foi adquirida a segunda, da marca OKW-22HP.

Em janeiro de 1943 os Bombeiros de Santa Comba encontram-se com os de Mortágua no combate a um incêndio que deflagrou nas indústrias dos Srs. Martins & Irmão. Mais tarde estes industriais agradeceram a prestação dos Bombeiros oferecendo um donativo à Associação.

Em novembro surgiu novamente o problema da Sociedade Filarmónica Santacombadense solicitando a ligação à Associação. A Direção colabora pedindo o inventário de todos os bens da Filarmónica. A Assembleia Geral aceitou o ativo e passivo e mandatou o presidente para a procura de uma solução.

Em 1943 é adjudicada a compra de uma motobombaGuinard, (será a terceira), à casa J. Vaultier& Companhia, de Lisboa, por trinta e quatro mil escudos, pedindo-se para o efeito um subsídio à Câmara Municipal. A motobombaGuinard “é portátil, centrifuga, de alta pressão com motor a gasolina de 4 cilindros e com a força ao freio de 28 CV. É montada em chassis manual, em tubo de aço com duas pequenas rodas de bandagens para condução sobre estrada”. Entretanto as obras de construção do Quartel são suspensas temporariamente pelo Sr. Subsecretário das Obras Públicas, por haver problemas com a planta. Nesta fase da construção já o quartel estava coberto com armação e telha. Para a construção do quartel muito contribuíram os industriais de Santa Comba, na oferta de toda a madeira necessária, destacando-se neste particular o Sr. Emídio Martins Semedo, ativo e conceituado industrial da Fábrica de Serração da Cancela, de S. João de Areias. Também a firma “Sociedade de Madeiras“ da Estação, gerida pelo Sr. Barés, ofereceu a serração e aplainamento de todas as madeiras. Havendo urgência na construção do edifício dos Correios e Telégrafo, no local que servia de casa de guarda do equipamento dos Bombeiros, o Sr. José de Matos construiu uma garagem na rua Miguel Neves para lá serem guardadas as bombas e restante material até o novo quartel estar pronto.

Na Assembleia Geral, a 8 de junho de 1944, é guardado um minuto de silêncio pelo falecimento do sócio fundador, nº 1, José Rodrigues da Costa Lemos. A Direção decidiu que todo o corpo ativo deveria estar presente no funeral, que o transporte seria feito numa das viaturas e a urna coberta pela bandeira da Associação, normativos constantes no Regulamento do Corpo Ativo, de 1918. A ordem foi dada ao comando que se recusou a convocar o corpo ativo para o funeral, alegando que noutras situações semelhantes o “Regulamento não teria sido cumprido”. Entende-se que o comandante Artur de Figueiredo quererá dizer que em situações semelhantes de falecimento de outros associados não teria sido aplicado o Regulamento. Perante a recusa do Comandante Artur de Figueiredo o Presidente da Direção nomeia o bombeiro José Gomes dos Santos para convocar o corpo ativo. Em julho, Artur de Figueiredo pede a exoneração do cargo que foi aceite pela Direção.

Comandante Capitão Gouveia

Para sua substituição é nomeado o Capitão de Engenharia António Augusto Gouveia, que aceita. É nomeado comandante interino José dos Santos Abrantes, segundo Sargento reformado, morador nesta vila. Nomeia ainda o bombeiro nº 15, José Gomes dos Santos, chefe de secção.

Diploma do Cadete Januário Gomes Varela, em moldura feita pelo próprio.

Em setembro de 1944, o Comandante capitão Gouveia pede a demissão de todo corpo ativo com exceção dos bombeiros José Gomes dos Santos, Albano Ribeiro dos Santos, José Rodrigues da Costa e do motorista Manuel Maria Bento e no mês seguinte foram admitidos como novos bombeiros Alfredo Augusto Silvestre, Daniel Ferreira Lima, Luciano Pais da Costa, Eduardo Manuel de Almeida, José Batista, António Cândido de Matos, João Morais Coelho, Manuel Durães, José Gomes dos Santos, António de Sousa Morais, Francisco Gomes dos Santos, Afonso Augusto de Oliveira, Januário Gomes Varela, Afonso Neves, José de Matos Durães, Manuel de Matos Lourenço, António Rodrigues da Costa, Joaquim de Sousa e como auxiliares Henrique Marques da Costa Júnior e Joaquim Ferreira Chaves. Perante esta situação os bombeiros demitidos fazem publicar uma declaração no Jornal Beira Dão onde dizem que nunca tinham sido incitados pelo seu comandante a serem insubordinados, “ou ao abandono da sua função”. “Nada tinham com o suscitado entre o comandante e a Direção”. Assinam os bombeiros Luiz Gomes dos Santos Mateus, José Rodrigues da Costa, Tito Ferreira de Sousa, José Gomes dos Santos, Vitorino Pires, Albano Ribeiro dos Santos, Manoel Maria Bento, José Nabais Domingos, Trajano Coelho Ribeiro, Crispim da Costa, António Augusto Coelho, António Benedito, Alfredo Gouveia Coelho, António Ferreira de Almeida Prata, Teófilo Ferreira, António de Almeida Rojão, Fausto Soares, António Cordeiro, a rogo de Henrique Cordeiro, Américo Leite da Silva e Arnaldo da Conceição Horta. Em novembro, José Rodrigues da Costa, antigo primeiro Clarim do Corpo ativo, é promovido a Chefe. Quanto ao falecido José Rodrigues da Costa Lemos, fundador e sócio nº. 1, dos Bombeiros Voluntários, acabou por ser levado para o cemitério na carreta da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, da qual tinha feito parte. Estes acontecimentos vão colocar os Bombeiros Voluntários numa situação de ilegalidade, que só em 1953 se regulariza. Isto porque um bombeiro, segundo a lei e os próprios estatutos, não pode ser expulso sem ser feito o respetivo procedimento disciplinar.

As obras do Quartel prosseguem e é feito o agradecimento à Câmara Municipal pelo apoio e por mais um subsídio de vinte mil escudos por intermédio do seu presidente Dr. Belchior Martins de Carvalho.

Em janeiro de 1945 ficou reorganizado o corpo ativo com o Capitão Gouveia a comandante, José Gomes dos Santos Mateus e José Rodrigues da Costa, chefes da secção. Passaram a pronto os bombeiros, José Batista, Alfredo Augusto Silvestre, Daniel Ferreira Lima, Luciano Pais da Costa, Jaime de Oliveira Gonçalves, Vitorino da Conceição Pais, Manuel Durães, Cândido Pais da Costa, Elísio Morais Branquinho, António Augusto Coelho, José Rodrigues de Sousa, António Cândido de Matos, Afonso Augusto Oliveira, José Gomes dos Santos, João Morais Coelho, António de Sousa Morais, Francisco Gomes dos Santos e os cadetes Januário Gomes Varela e José Vasco Mendes Assis. Receberam diplomas o comandante, o 2º Comandante, os chefes de secção, o bombeiro António Rodrigues da Costa, o motorista Francisco Coelho Conde, o mecânico Arnaldo da Conceição Horta e ainda os bombeiros auxiliares Henrique Rodrigues da Costa Júnior, Joaquim Ferreira Chaves e Manuel de Matos Lourenço.

Por esta altura foram adquiridos casacos de borracha para completar o fardamento dos Bombeiros.

Em novembro de 1945 é recebido um ofício da Comissão Concelhia do Movimento de Unidade Democrática, MUD, assinado por Mário Gomes da Silva solicitando as salas da Associação para uma reunião. A direção decidiu não ceder as salas por esta Associação querer ”manter a sua isenção política”. No gabinete da Direção, no novo Quartel, é usado o mobiliário de escritório da comissão venatória desta vila. Na última reunião da Direção do ano é dado um voto de louvor ao jornal Defesa da Beira pelo apoio e propaganda às ações da Associação.

Na Assembleia Geral de dezembro de 1945, foram eleitos os Corpos Gerentes para o biénio 1946/1947. Para a Assembleia Geral foram eleitos. Joaquim Gomes de Almeida (fundador do jornal Defesa da Beira), Aires de Almeida, José Marques de Matos e António Ferreira Onofre. Para a Direção foram eleitos, José de Matos, António Gomes Cruz, José de Sousa Franco, os vogais Henrique Almeida Gonçalves e Francisco Coelho Conde. Como substitutos foram eleitos Germano Dias Alves, José Pedro Prata e Manuel Fernandes. Para o Conselho Fiscal foram eleitos, António do Carmo Ferreira, José Pais da Costa e os substitutos António Augusto Serra e Amadeu Prata.

A Assembleia do dia 20 de janeiro de 1946 procede a nova eleição da Direção ao não concordar com a Direção eleita na Assembleia anterior. Para Presidente é eleito o Dr. António Mateus Carvalhal, Secretário, José Pinto de Matos, Tesoureiro, António Gomes Cruz; para vogais Henrique Almeida Gonçalves e Francisco Coelho Conde. Para substitutos Germano Dias Alves, José Pedro Prata e Manuel Fernandes. Nesta Assembleia é feito um grande louvor à Direção de José de Almeida que se manteve vários mandatos deixando a obra do quartel no Largo do Balcão e a aquisição do pronto-socorro Ford V8.

A Direção eleita vai proceder à finalização das obras do quartel, valorização dos espaços da nova sede sendo claro que o rés-do-chão seria para garagem e material necessário ao corpo ativo e o primeiro andar, para além da sala da Direção teria ainda uma sala de convívio de jogos com direitos de admissão reservados. Assim entre os anos de 1945 e 1948 são adjudicadas as obras das retretes e casa de banho ao construtor Firmino João Ramalho pelo preço de 10 430$00. A Direção, em 1946, possui um saldo de 22 742$30, o que permitiu adjudicar as mesas para o salão, sendo nove quadradas, uma oitavada e outra sextavada, aos marceneiros Augusto Ferreira Maromba e António Fernandes, por apresentarem o preço mais baixo. Foi decidido que a mesa de bilhar oferecida pelo Dr. António Godinho do Amaral fosse adaptada a mesa de pingue-pongue e em outubro de 1947 adquiriu-se uma mesa de bilhar. O senhor António Alves estaria de serviço na sede “quando esta abrir aos sócios “e decidiu-se ainda adquirir um fogão para aquecimento. A Vidreira de Fontela, gerida pelo Sr. Mário Barroca, ofereceu os vidros da porta principal de entrada no salão da Associação. A Firma Regadas e Irmão, ofereceu o portão para a garagem da Associação que orçou em 7 740$00. Em junho de 1948 é adquirida uma geleira no valor de 400$00. Só em 1949 éadquirido o recetor TSF, Philips, por 3.350$00.

Em novembro foi entregue o estandarte ao corpo ativo e ficou decidido marcar-se posteriormente uma data para a inauguração da sede, convidando-se o Doutor Mário Pais de Sousa para presidir à sessão.

Na Assembleia Geral de 17 de dezembro de 1947, o presidente Joaquim Gomes de Almeida, antes da ordem do dia, “propôs à Assembleia Geral para que sejam inscritos e considerados sócios honorários desta Associação, os senhores Doutores António de Oliveira Salazar e Mário Pais de Sousa, ilustres Santacombadenses, pelo relevante auxílio moral e material que têm prestado a esta coletividade. Esta proposta foi aprovada por unanimidade e coroada por uma vibrante salva de palmas.” Seguiram-se as eleições para os Órgãos Sociais tendo sido eleito presidente da Assembleia Geral José Marques de Matos, vice-presidente Aires de Almeida e para secretários José Maurício Gouveia e António Rodrigues da Costa. Para a Direção foi eleito presidente, Joaquim Gomes de Almeida, secretário, Aires Marques dos Santos, António Ferreira Onofre, António Martins dos Santos Cruz e Amadeu Prata. Como substitutos foram ainda eleitos Antonino Durães, António Cordeiro e Manuel Fernandes. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Francisco de Lemos Viegas, José Maria de Matos e José Pedro Prata, sendo os substitutos José Pais da Costa e José Cordeiro Saldanha. Neste segundo mandato, a Direção de Joaquim Gomes de Almeida tomou decisões em diferentes áreas e logo no início de 1948 ordenou a recolha de todos os instrumentos musicais à guarda da Associação, com exceção dos que estavam na posse do grupo musical “Os Palhinhas”. Este grupo musical costumava animar os bailes de angariação de fundos e participava nas festas dos bombeiros. Os seus dinamizadores eram a família Costa, conhecidos pelos Citó, Sidónio Costa, Adão Costa, Zé do Canto e Zé Franco, seriam o núcleo principal da popular banda musical. Nesta época iniciaram-se as “démarches” para adquirir uma ambulância automóvel. Também na área desportiva a Associação era solicitada, como é o caso da receção, em 17 de fevereiro, de um ofício do Grupo Desportivo Comércio e Indústria pedindo para ser integrado na estrutura da Associação. A Direção decidiu aguardar a revisão dos estatutos para responder ao ofício. Os Estatutos previam atividades na área cultural, mas com a saída de nova legislação a nível nacional referente a nova orgânica dos corpos de Bombeiros, a Direção estava a atualizar os Estatutos da Associação. Entretanto o Doutor César Correia Pinto ofereceu os seus préstimos para médico do corpo ativo.

Em 2 de fevereiro de 1948 é criada, em sessão da Direção, a Caixa de Auxílio aos sócios com a finalidade de prestar auxílio, quer pecuniário quer de qualquer outra natureza, aos componentes do corpo ativo. Esta iniciativa era fundamental para o presidente Gomes de Almeida e a sua implementação era vigorosamente por si defendida. Em 16 de maio, em Assembleia Geral, são aprovados os novos Estatutos e é Regulamentada a Caixa de Auxílio ao Corpo Ativo. Estes Estatutos foram mandados imprimir na Tipografia Lusitana de Santa Comba Dão.

É nomeado como Segundo Comandante, José dos Santos Abrantes e São propostos para Sócios Honorários Bonifácio Ferreira da Costa, Manuel Ferreira Regadas e João Ferreira Regadas, o primeiro por ter doado à Associação avultadas importâncias monetárias e os segundos por terem oferecido os portões do Quartel. Foi ainda considerado sócio honorário o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, António Pinto de Magalhães pelos relevantes serviços prestados a esta coletividade.

Em março de 1949 os bombeiros são chamados para um grande incêndio na Fábrica da Naia, em Canas de Sabugosa. Ali se encontraram com os colegas Voluntários de Tondela, Mangualde e Viseu bem como os municipais da capital do distrito. Estiveram a funcionar 15 agulhetas em simultâneo.

A direção não reconhece capacidades de comando ao Capitão António Augusto Gouveia e pede ao comandante dos Voluntários de Coimbra para dar instrução e disciplinar o corpo ativo e em setembro é aceite o pedido de exoneração do Comandante Capitão Augusto de Gouveia.

Em setembro a Comissão das festas dos Bombeiros entregou a quantia de 9408$85. Estas festas, em honra da padroeira da vila, Nossa Senhora da Assunção, foram, segundo relatos da época na imprensa local, as maiores que até então se fizeram em Santa Comba e as que mais dividendos trouxeram aos Bombeiros Voluntários. Realizaram-se ininterruptamente desde 1944. Passam a constituir um pronúncio das festas que vão decorrer na década de 50, época da qual chegaram até nós alguns panfletos e nas quais participaram artistas de renome nacional. As comissões de festas eram nomeadas de um ano para o outro.

Em outubro é nomeado comandante o 2º sargento reformado, José dos Santos Abrantes. São nomeados sócios beneméritos João Ferreira Regadas, Bonifácio Ferreira da Costa, emigrante no Congo Belga devido aos vários donativos que envia para a Associação. Foi decidido colocar no salão nobre as fotografias de António de Oliveira Salazar, Mário Pais de Sousa, Bonifácio Ferreira da Costa, João Ferreira Regadas e Manuel Ferreira Regadas, António Pinto de Magalhães, comandante honorário do corpo efetivo desta Associação, e a fotografia da Direção: José Matos de Almeida, Manuel Matos da Costa, Henrique Almeida Gonçalves, Manuel Eduardo Simões de Lemos e Aires Marques dos Santos.

Comandante 2º Sargento Abrantes

Em novembro o Conselho Nacional de Incêndios dá um subsídio para aquisição de mangueiras e acessórios e em dezembro é decidida a aquisição de uma aparelhagem cinematográfica para projetar filmes nas instalações do quartel dos Bombeiros. Este mês vai tornar-se bastante complicado devido a uma manifestação de indisciplina por parte do corpo ativo contra a realização de um baile de passagem de ano dinamizado por um grupo de senhoras que colaboravam com os bombeiros na aquisição de fundos. Na presença do comandante honorário António Pinto de Magalhães são expulsos os aspirantes a bombeiro José Ferreira Lourenço, João Morais Coelho, Jaime de Oliveira Gonçalves, Joaquim Rodrigues de Lemos, Cândido Paes da Costa, José Rodrigues de Sousa, José Simões, Bernardino Alves Ferreira Batista e José Gonçalves dos Santos. Este último será readmitido em 3 de Janeiro. Esta decisão da Direção presidida por Joaquim Gomes de Almeida vem na sequência de algum mal- estar entre o corpo ativo e a Direção que é acusada, pelo mesmo corpo ativo e mais tarde por Gonçalo Santa Rita, colunista no Jornal Beira Dão, de viver divorciada dos Bombeiros. O corpo ativo sente o Quartel como seu e dificilmente admite interferências no seu espaço. Sabemos ainda que nas festas de passagem de ano eram feitas duas: uma no 1º andar do quartel, onde se pagava para ter mesa e os preços seriam a um preço pouco convidativo para as pessoas menos abonadas e uma segunda festa no rés-do-chão, a chamada festa popular onde poderia entrar quem quisesse. O objetivo seria, obviamente, angariar fundos para as atividades da associação. Não sabemos se relacionado ou não com as situações descritas, a Direção aceita o pedido de demissão do secretário Aires Marques dos Santos que alegou razões de saúde. Os relatórios de gerência apresentavam um saldo positivo no valor de 11 108$09.

As festas da Vila realizadas em 1948 são consideradas pelo Presidente da Direção, José Gomes de Almeida, como as maiores até aí realizadas em Santa Comba. É impresso na Tipografia Figueirense o relatório das festas e é publicado no Defesa da Beira. Nelas participaram seis Ranchos Folclóricos: dois de Molelos, o de Vila Nova da Raínha, o de Treixedo, o de Nagosela e as Papoilas de S. João de Areias. Participaram as Filarmónicas de S. João de Areias e de Pinheiro de Ázere. O dancing da “barraca restaurante” foi animado pela orquestra da Pampilhosa do Botão. Havia ainda o dancing popular com música de uma aparelhagem Philips, porque os Palhinhas não conseguiram ensaiar. Um pormenor que não deixa de ser interessante é a referência à D. Olinda, (do Certo), mãe do Sr. Armando de Sousa, que era considerada uma das melhores cozinheiras da Vila e tratava de fazer a comida para a barraca restaurante. Outro aspeto a realçar é o facto de as Festas da Vila não poderem coincidir com as festas da padroeira, Nossa Sra. da Assunção, por decisão eclesiástica. Só a partir de 1976 as festas serão coincidentes.

O novo corpo ativo entretanto formado, é constituído por António de Oliveira Gonçalves, Manuel Pais da Costa, Jorge dos Santos Pais, Arnaldo da Conceição Horta, Joaquim Prata, Adão de Lemos Varela e José Gonçalves dos Santos. São admitidos como iniciados Rui de Carvalho, Joaquim Morais, Manuel Gomes dos Santos, Manuel Cordeiro Durães, Francisco da Graça, Manuel de Jesus Almeida, Hilário Ferreira, Arlindo Ferreira Leitão e Alfredo Augusto Silvestre.

Francisco Pereira de Figueiredo oferece-se para dar sessões de cinema na casa de incêndios, pagando 25% do resultado bruto das sessões, o que foi aceite pela Direção.

No início de 1949, Raimundo Ferreira Isidoro, residente no Basoko, Congo Belga, envia a importância de seis mil francos que conseguiu angariar junto dos seus amigos, entre eles Bonifácio Ferreira da Costa, outro Santacombadense residente na mesma localidade congolesa e sócio benemérito. O falecimento do Dr. Mário Pais de Sousa, a 19 de abril, sócio benemérito, vai provocar o encerramento da sede por quatro dias, a bandeira foi colocada a meia haste e o corpo ativo participa no funeral, sendo a urna transportada no pronto-socorro. Nunca é demais salientar, por todos os documentos consultados, a importância do Doutor Mário Pais de Sousa como Ministro do Interior ou como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no apoio, principalmente financeiro, que prestou à Associação. A sua ligação, próxima ao Presidente do Conselho de Ministros, permitiu-lhe auxiliar de forma consistente a construção do quartel e a aquisição do pronto-socorro Ford V8.

No mês de junho a Direção decidiu verificar o inventário da extinta Filarmónica, iniciada em 1930, estando ainda vivos, o padre António Alves dos Santos e Caetano de Figueiredo, os quais tinham ficado responsáveis pelos instrumentos e fardamentos. Esta questão merece algumas considerações para a História da Filarmónica Santacombadense. Na realidade, a atividade da Filarmónica não se reiniciou como pretendia a então comissão administrativa da Câmara Municipal em 1930 por falta, não de executantes mas de dirigentes. Denominou-se Banda dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, por iniciativa do seu comandante Tenente José Cruz Pereira num curto período de tempo. A Câmara Municipal, por intervenção do Presidente da Comissão Administrativa, Caetano de Figueiredo e do padre António Alves toma a seu cargo a orientação da Instituição Musical, sendo os instrumentos e fardamentos depositados à guarda dos Órgãos Sociais dos Bombeiros Voluntários. Durante a década de 30 denomina-se Filarmónica Santacombadense e surge a referência, na imprensa local, a atuações desta em algumas festividades como a já referida nas festividades de receção do Ford V8 e a inauguração da Casa do Povo em 1939. No início da década de quarenta a Filarmónica passa por nova crise ao nível dos seus órgãos sociais, havendo relatos de que os instrumentos se encontravam ao abandono no sótão da Câmara Municipal, daí a necessidade de o fiel depositário dos instrumentos e fardamentos querer fazer um ponto da situação. É encontrada a bandeira da Filarmónica 1º de Maio, bordada pela Senhora D. Maria dos Prazeres Gomes Cruz que, juntamente com a sua irmã, fundaram o Colégio de Nossa Senhora da Conceição. É decidido fazer uma caixa envidraçada para conservar a bandeira que fica exposta numa das paredes da sala da Direção. Ainda na área cultural, Domingos Cerveira da Costa do Amaral solicita a cedência de alguns instrumentos musicais para a constituição de um grupo de Jazz. O pedido é aceite mediante determinadas regras. Este pedido de Cerveira do Amaral dá a entender que a filarmónica está inativa. De relembrar que alguns instrumentos estão cedidos ao grupo musical “Os Palhinhas”, conjunto musical que costumava abrilhantar as Festas Grandes da Vila, no dia 15 de Agosto, como já anteriormente foi referido. A Direção dos Bombeiros faz ainda um esforço para relançar a Filarmónica, mas, apesar de terem contratado um professor de música não se inscreveram aprendizes. A ideia não teve continuidade por falta de executantes.

Quanto à atividade dos Bombeiros, no dia 7 de julho houve um incêndio numa casa do Bairro das Lages, conhecido como o incêndio na casa do Sr. António Fernandes, o “21”, apelido pelo qual era conhecido o morador na rua de S. Joaninho, sendo o incêndio dominado com três agulhetas ligadas às bombas que estavam na Ponte da Praça. A abundância de água na represa, impediu que o incêndio se propagasse às casas contíguas da sinistrada.

Ainda neste ano, mas em agosto falece, em Basoko, Congo Belga, o sócio benemérito, Bonifácio Ferreira da Costa, sendo a bandeira da Associação colocada dois dias a meia haste.

O Comandante propõe à Direção para segundo comandante David Pereira de Oliveira para o ajudar, mas não encontramos sequência nas atas a este pedido. Em outubro, devido à afluência às sessões de cinema são mandadas fazer cem cadeiras articuláveis para as sessões.

No final do ano o grupo de Santacombadenses de Basoko, Congo Belga, envia a quantia de 3.500$00 escudos. Neste grupo, liderado por Raimundo Isidoro, inclui-se Luís Fernandes Mendes, de Seia, 242$50, Abel Antunes Dinis, de Aldeia Formosa, 105$00, Daniel Costa, 425$00, Daniel Ferreira Lima, 485$00, Raimundo Ferreira Isidoro, 727$50, Fernando Alves Branquinho, 485$00 e Alfredo Alves Branquinho com 727$50.

Na Assembleia Geral de dezembro de 1949 são eleitos os Órgãos Sociais para o triénio 1950/52. Para a Assembleia Geral foram eleitos: presidente, Henrique Almeida Gonçalves; vice-presidente, Abel Aires de Almeida Santos; secretário, Augusto Rodrigues Coelho e 2º secretário, David Pereira de Oliveira. Para a Direção foram eleitos, para presidente o Dr. Joaquim Ribeiro Estevão de Faria; vice-presidente, Francisco de Lemos Viegas; 1º secretário, José Maurício Gouveia; 2º secretário, Aires Marques dos Santos; tesoureiro, António Mota e vogais José Gomes dos Santos Mateus e João de Almeida Gonçalves. Para o Conselho Fiscal foram eleitos presidente, João Maria de Matos; vice-presidente, Aires de Almeida e secretário relator Manuel Eduardo Simões de Lemos. Mas logo em janeiro, alegando por carta indisponibilidade devido aos seus afazeres não comparecem para a tomada de posse dos cargos para os quais foram eleitos, o 2º secretário da Assembleia Geral, David de Oliveira, o 2º secretário da Direção, Aires Marques dos Santos, o tesoureiro António Mota e do Conselho Fiscal os Srs. Aires de Almeida e Manuel Simões de Lemos.

Em março de 1950 a Assembleia Geral reúne para a eleição de sócios para lugares vagos nos órgãos sociais. Para a Direção foi eleito António da Rocha e Carmo, para secretário; José Marques Prata, para tesoureiro, Manuel Henriques Gomes e Eduardo Loureiro de Lemos. Para o Conselho Fiscal foram eleitos José Pedro Prata e Alfredo Pais Martins.

Em julho de 1950 toma posse como comandante do Corpo Ativo, o Sr. Artur de Figueiredo. O regresso de Artur de Figueiredo para comandante não é legalmente possível, à luz da Lei e dos Regulamentos, devido ao seu pedido de exoneração em 1944. No entanto a sua nomeação é sancionada pelo Sr. Inspetor dos Serviços de Incêndio da Zona Norte. Da mesma forma ficamos sem entender a razão da saída do Sargento Abrantes do cargo de comandante. Pelos registos da imprensa local da época, referimo-nos ao Jornal Beira Dão, tal facto se deve ao marasmo em que tinha caído a Associação e respetivo Corpo Ativo, como salienta o Presidente da Direção e também Presidente da Câmara Dr. Estevão de Faria, no ato de posse do comandante Artur de Figueiredo.

O Dr. Estevão de Faria vai conseguir um subsídio de 20 000$00, deferido pelo Sr. Subsecretário de Estado de Assistência Social, o Dr. Trigo Negreiros. O subsídio destina-se à aquisição da tão necessária Auto Maca, viatura também conhecida por Ambulância, embora não signifique a mesma coisa.

António Maria Bento (Maravilhas)

Em 15 de abril de 1951, houve um acidente com o Ford V/8, após o rebentamento de um pneu, na curva do Casal, quando os bombeiros foram chamados para um incêndio na secção de torrefação da Fornecedora de Farinhas, no Vimieiro. Segundo alguns relatos o carro estaria na oficina do Sr. Inocêncio Maria Bento para manutenção e não teria colocado o rodado duplo no eixo traseiro, apenas tinha uma roda de cada lado. O condutor, segundo os mesmos relatos não confirmados por documento escrito, era António Maria Bento, conhecido por Tónio Maravilhas. Filho e irmão de condutores dos Bombeiros, terá sido traído pelo estado mecânico do veículo. Ao fazer a curva do Casal, perigosa e pronunciada, o carro terá descompensado na traseira dando-se o capotamento. Os bombeiros foram projetados mas o condutor manteve-se no lugar estabilizando o veículo. António Coelho Pais, com dupla fratura numa perna foi o ferido mais grave e por isso foi conduzido aos hospitais da Universidade de Coimbra. Manuel de Almeida fraturou um braço; Artur de Figueiredo fraturou um braço; António de Almeida Rojão, Teófilo Ferreira, António Cordeiro Cristo, Henrique Cordeiro, José Jesus Almeida, Armando Sousa e Elísio Morais Branquinho ficaram com ferimentos vários no rosto e na cabeça, tendo sido assistidos pelos Drs. Mário Miranda, Mateus Carvalhal e Vicente Silva. Mais tarde chegaram os Drs. Correia Pinto e Ferreira de Andrade do Bairro da Estação e o Dr. Azy, de Vila Pouca. Os bombeiros foram assistidos nos consultórios dos médicos de Santa Comba que continuaram a acompanhar, no domicílio, os bombeiros que ficaram com ferimentos mais graves.

No dia 10 de agosto de 1952 é finalmente inaugurada e benzida a ambulância Volkswagen, “AG-18-48” pelo padre Manuel Coelho Lopes, estando presentes na cerimónia o presidente, Doutor Joaquim Ribeiro Estevão de Faria, Francisco de Lemos Viegas, António da Rocha e Carmo, João de Almeida Gonçalves, Eduardo Loureiro de Lemos, sendo a madrinha, D. Maria Fernanda Pratas Pais de Sousa.

Uma das raras fotos da ambulância, com Eduardo de Lemos, José Nabais, Capitão Gouveia, José Ferreira, Américo Silva, Bernardino Batista, Francisco Santos, Elísio Branquinho e António Gonçalves.


Na Assembleia Geral de 7 de dezembro de 1952 foi eleito para Presidente, Francisco de Lemos Viegas. Os restantes membros da mesa eleitos foram: Augusto Rodrigues Coelho, Mário de Figueiredo, António de Lemos Trindade Viegas, António de Almeida e Costa e José Luís Ferreira Júnior. Para a Direção foi eleito Presidente, o Dr. Joaquim Vicente da Silva; Vice- presidente, Dr. Manuel Rodrigues Coimbra; secretários, Albino Neves Pires de Sousa e Alfredo Pais Martins; tesoureiro, João de Almeida Gonçalves. Para vogais foram eleitos José Alves Branquinho, Eduardo Loureiro de Lemos. Para o Conselho Fiscal foram eleitos para Presidente, João Maria Matos, Vice-presidente, Firmino João Ramalho e José Pedro Prata, como relator. Estes órgãos sociais eram mandatados para três anos, uma das alterações introduzidas pelos Estatutos aprovados em Dezembro de 1948. Pelos Estatutos anteriores os mandatos eram bienais.

Na Assembleia Geral de 18 de janeiro de 1953 foi apresentado pelo Presidente da Direção do ano referenciado, Dr. Joaquim Ribeiro Estevam de Faria, o relatório e a conta de gerência referente ao ano de 1952, tendo sido aprovada.

Em julho de 1953 tomou posse como Comandante, o Capitão de Engenharia António Augusto Gouveia. Relativamente à relação de pessoal enviada à Inspeção de Incêndios do Norte, a 31 de dezembro de 1953, não consta no mapa o nome do Comandante. Os bombeiros que fazem parte do quadro são o Chefe José Gomes dos Santos Mateus e os bombeiros de 3ª Classe, José Francisco Gonçalves, Jaime de Oliveira Gonçalves, José Gomes dos Santos Júnior, Arnaldo da Conceição Horta, Elísio Morais Branquinho, Cândido Pais da Costa, José Rodrigues de Sousa, Mário Ribeiro de Azevedo, Joaquim Rodrigues de Lemos, Luciano Pais da Costa, Francisco Gomes dos Santos e José Ferreira Lourenço. Estes elementos entraram no corpo ativo em 1945, com exceção do chefe Mateus que ingressou no corpo ativo em 1938, segundo o mesmo mapa. São feitas recomendações pela Inspeção para que se indique o nome do comandante e que se abra uma escola para aumentar o corpo ativo, porque apenas com aqueles bombeiros não era possível a existência do Corpo Ativo. José Gomes Mateus assina pelo comandante, tendo em conta que exercia as funções de comandante interino. Os bombeiros de 3ª classe, são assim considerados pela Inspeção em nota averbada no mapa.

Na Assembleia Geral de 17 de janeiro de 1954 foram apresentadas e aprovadas as contas de gerência pelo Presidente da Direção Dr. Gerónimo Vicente da Silva. De realçar a grandiosidade das Festas realizadas no ano de 1953, pela presença de artistas da rádio, de reputação internacional, Luiz Piçarra, Mimi Muños e Gina Maria.

Em novembro de 1954, perante um júri constituído pelo Comandante do Corpo de Bombeiros Municipais de Viseu, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba, Capitão Gouveia e o chefe José Gomes dos Santos Mateus, fizeram exame para bombeiros os aspirantes António de Oliveira Gonçalves, Jorge dos Santos Pais, Bernardino Alves Ferreira Batista, Manuel de Jesus Almeida, Victor Ramos de Lemos Branquinho e José Simões, os quais passam ao quadro como bombeiros de 3ª Classe. Este ato é publicado no Jornal Beira Dão, com data de 14/12/1954 e assinado pelo Comandante António Augusto Gouveia. Estas provas surgem pela primeira vez devido à aplicação do Decreto-lei 38 439 de 27 de Setembro de 1951 que passa a ser a nova regulamentação dos Corpos de Bombeiros. Ao júri para prestação de provas para entrada no Quadro presidia o delegado representante do Inspetor da Zona Norte, normalmente o Comandante de uma Corporação de Bombeiros vizinha. Para bombeiro de Segunda Classe e Primeira Classe presidia o Comandante dos Bombeiros de Santa Comba, auxiliado pelo segundo Comandante e por um graduado de uma corporação vizinha.

Na Assembleia Geral de 1 de janeiro de 1955 foi aprovada a manutenção dos órgãos sociais para o triénio seguinte. Para Presidente da Assembleia Geral, António Fernandes Viegas, Vice-presidente, Gualter Lopes Gouveia e Sousa; secretários, António de Lemos Trindade Viegas e José César Correia Pinto. Em abril de 1955, perante o Júri, constituído pelo comandante e pelo chefe dos Bombeiros de Santa Comba e pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, João do Carmo Figueiredo, passaram a bombeiros de 2ª Classe, José Ferreira Lourenço, Elísio Morais Branquinho, Mário Ribeiro de Azevedo, Francisco Gomes dos Santos e José Rodrigues de Sousa.

As festas dos Bombeiros de 1955 contaram com a presença de Tony de Matos e Gina Maria-Palmirinha, um conjunto de artistas da rádio, Fernanda Peres, Noémia Feijó, a locutora Mimi Muñoz e o artista Luiz Piçarra. A Banda do Regimento de Infantaria de Coimbra fez um “brilhante” concerto. As Festas dos Bombeiros tinham-se tornado cartaz nacional ao ponto de serem comentadas no jornal de Cascais, “A Nossa Terra”.

Em dezembro de 1955 reuniu a Assembleia Geral para a eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 56/58. Foram eleitos para a Assembleia Geral o Presidente, Dr. José Joaquim Ferreira Botelho da Costa Pinto; Vice-presidente, Fausto Silvestre; secretários, António da Rocha e Carmo e Mário de Figueiredo. Para a Direção foram eleitos, Presidente, António Fernandes Viegas; Vice-presidente, José Alves Branquinho; secretários, António de Lemos Trindade Viegas e Gualter Lopes de Gouveia e Sousa; tesoureiro, José Cézar Correia Pinto e para vogais, Victor José de Castro e Francisco Jorge Regadas. Para o Conselho Fiscal, foi eleito Presidente José Maria de Matos, Vice- presidente Firmino Ramalho e relator Amadeu Prata. Nesta época fazem já parte da Associação, três Santacombadenses que vão marcar futuramente, de forma indelével, o desenvolvimento da instituição: referimo-nos a José Alves Branquinho e António da Rocha e Carmo, membros dos órgãos sociais e a Mário Ribeiro de Azevedo, membro do corpo ativo.

Em 27 de abril de 1956 fizeram provas para bombeiro de 1ª Classe, perante o júri anteriormente referido, os bombeiros Elísio Morais Branquinho e José Ferreira Lourenço.

Da relação de pessoal enviado à inspeção, em dezembro, constam o Comandante Capitão António Gouveia, o chefe José Gomes Mateus, os bombeiros de 1ª classe Elísio Morais Branquinho e José Ferreira Lourenço, os bombeiros de 2ª classe Mário Ribeiro de Azevedo, Francisco Gomes dos Santos e José Rodrigues de Sousa, os bombeiros de 3ª classe, Cândido Pais da Costa, Jaime de Oliveira Gonçalves, José Gomes dos Santos Júnior, António de Oliveira Gonçalves, Jorge dos Santos Pais, Bernardino Alves Ferreira Batista, Manuel de Jesus Almeida e José Simões.

Em 14 de abril de 1957 perante o júri composto pelo Comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu, o Comandante e o chefe de Santa Comba Dão, fizeram exame para bombeiros de Terceira Classe, João Ferreira da Costa, Gentil Soares Benito, João de Souza Neves, Manuel Ferreira, Celestino Simões, Afonso Augusto de Oliveira, Delfim Pais de Matos e Luiz Maria Nunes.

O bombeiro, atualmente no quadro de honra, João Ferreira da Costa, relatou-nos que nesta época os incêndios ocorriam sobretudo em casas de habitação e em fábricas. Eram raros os incêndios na floresta e normalmente aconteciam no seguimento de queimados feitas pelos agricultores. Segundo o mesmo bombeiro as matas estavam limpas e as terras cultivadas, o que impedia a deflagração de incêndios florestais.

Em 9 de novembro de 1957 houve necessidade de um orçamento suplementar. Em 8 de fevereiro de 1958 a direção decidiu começar a cobrar pela utilização das mesas de ping- pong e de bilhar. Na reunião, na mesma data, foi registada a necessidade de um novo pronto- socorro tendo sido conferido ao presidente os poderes para a aquisição da respetiva documentação. É aprovado um orçamento suplementar para o provimento de verbas dotadas. Em maio é recebida uma carta da General MotorsCorporation, informando que para se proceder ao despacho da viatura adquirida, o novo pronto-socorro, era necessário ir a Lisboa um responsável para assinar na alfândega um termo de responsabilidade. Foi indicado o Capitão Augusto de Gouveia para se deslocar à capital. Ao mesmo tempo é iniciada uma campanha de angariação de sócios. Em julho é pago o chassis do novo pronto-socorro no valor de 65.000$00. São adquiridos dez capacetes de metal amarelo no valor de 3400$00. Foi recebido um subsídio para o pagamento das duas faturas. Em outubro, das várias propostas para o carroçamento do novo pronto-socorro foi aprovado o orçamento da empresa JOPE de Braga no valor de 50 000$00, e apresentado o caderno de encargos bem como a modalidade de pagamento. Foi entregue a quantia de 15 000$00 sendo a restante verba entregue no final do serviço.

No dia dezassete de agosto de 1958, perante o júri, constituído pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, António Gouveia, concluíram as provas para bombeiro de Segunda Classe, José Gomes dos Santos Júnior, Luciano Pais da Costa, António de Oliveira Gonçalves, José Simões, João Ferreira da Costa, João Souza Neves, Manuel Ferreira, Celestino Simões, Afonso Augusto de Oliveira e Delfim Pais de Matos.

Na Assembleia Geral de 7 de dezembro de 1958, presidida pelo Sr. Fausto Silvestre, secretariado por António da Rocha e Carmo e Mário de Figueiredo, procedeu-se às eleições para o triénio 1959/61, tendo sido apresentada uma lista única. Para a Assembleia Geral foram eleitos: Presidente, Fausto Silvestre; Vice-presidente, Fernando César Correia Pinto; secretários, Mário de Figueiredo e Luiz Morais de Oliveira Branquinho. Para a Direção foram eleitos, como Presidente, António Fernandes Viegas; Vice-presidente, Francisco Jorge Ferreira Regadas, tesoureiro, Eduardo Loureiro de Lemos, secretários, Francisco António dos Santos, João de Almeida Gonçalves e vogais Firmino João Ramalho e Inocêncio Maria Bento. Para o Conselho Fiscal foram eleitos: Presidente, Francisco José Paiva Ferreira de Almeida; Vice- presidente, Eduardo da Silva Ferreira e como relator Aires Marques dos Santos.

Em junho de 1959 a direção regista o donativo que o Dr. António da Costa Godinho do Amaral deixou em testamento a esta associação na importância de três mil escudos. Este donativo estaria por certo relacionado com a aquisição do M2, Bedford, que chegou a Santa Comba no dia 28 de Junho de 1959.

Chegada do Bedford junto à capela do rio Criz

Foi recebido por muitos populares, pela Banda Filarmónica e por uma largada de foguetes. Era o corolário de uma década em que os Santacombadenses, as comissões de festas assim o demonstram, colocaram as Festas dos Bombeiros a um nível que só viria a ser atingido nas décadas de 70 e 80.

Em 1959 entram na relação de pessoal do quadro ativo, enviada à Inspeção, para além dos bombeiros mencionados em 1956, os bombeiros de 3ª classe, António de Oliveira Gonçalves, João Ferreira da Costa, João de Sousa Neves, Manuel Ferreira, Celestino Simões, Afonso Augusto de Oliveira, Delfim Pais de Matos e Luiz Maria Nunes.

As contas de gerência, orçamento e Caixa de Auxílio são aprovadas em janeiro de 1960. Em março António de Oliveira Salazar oferece cinco mil escudos e é pedido um subsídio à Direção Geral de Assistência para reparação da ambulância, devido ao facto de haver poucas receitas. Em abril a Associação consegue dois mil e oitocentos escudos da venda da pedra existente nos terrenos da feira. A ambulância foi reparada na Sociedade Guerin, em Coimbra, tendo o custo do serviço sido de onze mil duzentos e noventa e oito escudos e cinquenta centavos, pela substituição do motor. Esta despesa vai obrigar a um orçamento suplementar em julho, também devido à compra da motobomba no valor de trinta e cinco mil escudos. Em setembro é recebido o subsídio da Direção Geral de Assistência no valor de seis mil escudos para ajuda da reparação da ambulância e em novembro a comissão de festas entregou a quantia de 5 407$90. As contas de gerência do orçamento e da Caixa de Auxílio são aprovadas sem problemas em janeiro de 1961. Em maio, verificando-se que nem todos os bombeiros tinham fardamento e impermeável, o que provocava grande confusão nas alturas de atuação, a Direção decidiu adquirir os fardamentos em falta. Em junho foi adquirida uma televisão marca Philips, cedida pelo Sr. António Fernandes Viegas pelo preço de custo de 4500$00, sendo montada a respetiva antena. A televisão foi colocada no salão a pedido dos sócios. Em julho foram adquiridos lanços de absorvos e mangueiras para o equipamento do novo pronto- socorro.

Na Assembleia Geral de 24 de dezembro de 1961, presidida por Fausto Silvestre os resultados das eleições para o triénio 1961/64 são os seguintes: para a Assembleia Geral, é eleito Presidente, Dr. Joaquim Ribeiro Estevão de Faria; para Vice- presidente, Bernardino António Cantanhede Vieira; para secretário, António da Rocha e Carmo. Para a Direção é eleito Presidente António Fernandes Viegas; Vice-Presidente, José Alves Branquinho; secretários, Victor José Soares de Castro e Aires Marques dos Santos; tesoureiro, Hélder Maurício. Para vogais foram eleitos, o professor José Lopes da Costa e António Joaquim de Almeida e Costa. Para o Conselho Fiscal foram eleitos para Presidente o Dr. Manuel Rodrigues Coimbra, Vice- presidente, Francisco de Lemos Viegas e como relator, José Manuel da Mata Horta e Vale.

Em finais de 1961 o quadro ativo mantém-se estável, fazendo parte do quadro auxiliar os aspirantes Manuel Marques de Oliveira, Victor Ramos de Lemos Branquinho, João Pais Lourenço, José Cândido dos Santos Figueiredo, Gil Ramos de Lemos Branquinho, Manuel de Matos Lourenço e Victor de Jesus.

Na Assembleia Geral de 21 de janeiro de 1962, presidida por Aires Marques dos Santos e secretariada por António Rocha e Carmo e Victor José Soares de Castro, são aprovadas as contas de gerência.

Em fevereiro a direção decide encarregar o comandante Capitão Gouveia de fazer o levantamento das obras necessárias à reparação do quartel que apresentava problemas no telhado, caixilhos, pintura e casa de banho das senhoras. Foi suspensa a assinatura do jornal O Século, mantendo-se a do Primeiro de Janeiro. Deliberou-se oficiar ao Comandante o pedido de uma relação dos bombeiros de serviço, nome, idade e profissão. Mandou proceder à colocação de vidros nas janelas, que se encontravam partidos. O secretário Victor Soares e Castro foi indicado para servir como delegado junto do corpo ativo. O secretário Aires Marques dos Santos foi encarregado de proceder a uma verificação das contas de gerência dos anos anteriores, pelo facto de não terem sido elaboradas e apresentadas as contas referentes ao ano de 1960. Em abril, após aturada revisão foram aprovadas as contas de gerência relativas a 1961.

No dia 19 de julho pelas 20h30m, na estrada do Couto do Mosteiro, houve um acidente com a ambulância, conduzida pelo motorista João Vieira Benedito de Oliveira, acompanhado pelo bombeiro Vítor Ramos de Lemos Branquinho. Transportava o doente José Pereira Ramos e a mulher, moradores em Vila de Barba. A ambulância despistou-se, no sítio das Carvalhas, causando prejuízos materiais e ferimentos nos ocupantes. A Direção mandou o comandante proceder ao respetivo inquérito, sobre quem tinha dado autorização à ambulância para sair, tendo o comandante ficado responsável por apresentar o resultado no prazo de 30 dias. Em junho de 1963, a direção deliberou por unanimidade aceitar o pedido de exoneração do bombeiro, Victor Ramos de Lemos Branquinho.

Respondendo a um convite da Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu a Direção fazer-se representar através do corpo ativo, na inauguração da Ponte da Arrábida, na cidade do Porto.

O Comandante do corpo ativo, Capitão António Augusto Gouveia solicitou a passagem à inatividade fora do quadro, em virtude de se ausentar deste concelho. O pedido foi aceite e para o substituir foi nomeado Comandante o Sr. Jorge da Rocha Miranda, do Rojão Grande. Ao mesmo tempo decidiu, a direção, solicitar os bons ofícios do Presidente da Câmara Municipal para pedir ao presidente da Câmara de Coimbra a necessária autorização para que o Comandante dos Bombeiros Municipais de Coimbra, Sr. Manuel da Graça Santos, fosse dispensado para, aos domingos, dar instrução aos Bombeiros de Santa Comba Dão, pedido que é prontamente aceite. No entanto, a Câmara Municipal de Coimbra, justificando que Manuel da Graça Santos era comandante interino e que a sua dispensa poderia afetar o normal funcionamento daquela corporação escusa-se a dispensá-lo para instrutor. Em face dos factos decide a direção convidar o chefe dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Floriano Lourenço da Silva, para dar instrução aos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, cargo que aceitou. Entretanto a Inspeção de Serviços de Incêndios da Zona Norte, sancionou a nomeação de Jorge da Rocha Soares Miranda para comandante. Na cerimónia de tomada de posse do comandante aconteceu algo que os Santacombadenses lembram com tristeza. Enquanto discursava, o Presidente da Assembleia Geral, Dr. Joaquim Estevão de Faria, foi acometido de súbita doença ficando inanimado. Estando presente o Dr. Coimbra (mais conhecido por Dr. Taborda), médico, este atuou imediatamente tentando a reanimação no local, mas nada mais havia a fazer. Foi com sentida dor que os santacombadenses se despediram de um Presidente da Câmara Municipal que deixou obra feita e da qual destacamos o Estádio de Futebol que ainda hoje ostenta o seu nome.

Comandante Jorge Soares Miranda

A 13 de outubro perante um júri constituído pelo tenente Pinto Valejo, Inspetor de Incêndios da Zona Norte, Jorge da Rocha Miranda, Comandante dos Bombeiros de Santa Comba e José Rosa Pinto, Segundo Comandante dos Bombeiros de Canas de Senhorim, fizeram exame para bombeiros de Terceira Classe os Aspirantes Manuel Marques de Oliveira, José Cândido de Figueiredo, Victor de Jesus, Manuel de Matos Lourenço e João Pais Lourenço. Ao exame assistiu o instrutor, o chefe dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Floriano Lourenço da Silva. Apesar da boa vontade e voluntariado de alguns, esta não foi uma época de grande envolvimento social na Associação. Segundo o relato de bombeiros da época, por vezes, 4 bombeiros tinham de estar uma hora ou mais à espera que surgisse o quinto elemento para então o carro de incêndios poder sair. O Regula mento do Corpo de Bombeiros de 1940, impedia que um carro saísse para um sinistro com menos de cinco elementos. Nos anos sessenta aconteceu em Santa Comba o mesmo que varreu o país de norte a sul. A guerra colonial e a forte imigração para a Europa, levaram os jovens e menos jovens. As Corporações de Bombeiros sentiram fortemente a falta de voluntários.

Foi resolvido solicitar ao Diretor Geral dos Hospitais uma ambulância de forma a dotar esta Corporação ou o Hospital. Em abril, um ofício da Direção Geral dos Hospitais pediu a informação sobre qual a importância que esta corporação dispunha para a aquisição de uma ambulância. A direção respondeu que tinham em caixa 5000$00, mais 25000$00 pela possível venda da ambulância antiga e outras poupanças pelo que teriam cerca de 35000$00 disponíveis. Mais informava que se pretendia o modelo Citroen ID, dezanove, sendo o seu preço de 105 000$00. Por não haver resposta aos pedidos de subsídios para a aquisição da ambulância, decidiu a direção mandar reparar a ambulância acidentada à firma Auto Renovadora do Dão, Ld.ª.

No início de julho as festas em benefício da Associação foram marcadas para os dias 8 e 9 de agosto, no Largo Dr. Mário Pais de Sousa, sendo a direção responsável por todos os trabalhos juntamente com a Comissão de Festas nomeada no ano anterior, como era hábito.

Durante este ano de 1964, a Direção recebeu um ofício da direção do Centro Social de Pinheiro de Ázere, solicitando apoio para a formação de um grupo ou secção de Bombeiros naquela localidade. A direção deferiu a pretensão de tão digna iniciativa e encarregou o Sr. Comandante de ceder a bomba braçal, agulhetas e mangueiras para o bom desempenho daquela nobre e humanitária missão. A constituição de um Corpo de Bombeiros em Pinheiro de Ázere era uma legítima pretensão dos pinheirenses que tinham visto a sua floresta ser consumida num incêndio em 1961. A economia local dependia da exploração florestal. “Um grupo de homens de Pinheiro constituído por António Viegas e Costa, Francisco Figueiredo Pascoal, João Henriques Fernandes, José Miguel Florêncio, José Matias, António Pereira dos Santos, Alfredo Pereira dos Santos e Lotário Casimiro Ferreira da Silva reuniu-se na sede da Sociedade Filarmónica Lealdade Pinheirense para organizar um corpo de bombeiros voluntários”.

Entretanto na Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros de Santa Comba de 27 de dezembro de 1964 são eleitos para presidir à mesa, Bernardino António Cantanhede Vieira, (por falecimento do presidente) e como secretário António da Rocha e Carmo. Procedeu-se às eleições para o triénio 1965/1967. Foram eleitos para a Assembleia Geral, como Presidente, Manuel de Matos da Costa; Vice- presidente, José Maria de Matos; 1º secretário, Victor José Soares de Castro; 2º secretário, Francisco de Jesus. Para a Direção foram eleitos como Presidente, Dr. João Manuel Alves; Vice- presidente, António Borges Viegas; 1º secretário, Carlos Andrade Martins; 2º secretário, Óscar Gonçalves Prata; tesoureiro, José César Correia Pinto; vogais, António Martins dos Santos Cruz e Manuel da Conceição Rocha. Para o Conselho Fiscal foram eleitos para Presidente, António Durães, Vice-presidente, José dos Santos Abrantes e como relator, António da Rocha e Carmo. Existe uma contradição entre o livro de atas da assembleia Geral e a notícia do jornal Defesa da Beira do dia 10 de janeiro de 1965. Na verdade o semanário dá a notícia de que os eleitos para a Direção são o Sr. Pedro de Matos Lourenço para Presidente, António Borges Viegas para Vice-presidente e para secretários Joaquim L. Aveiro e José Manuel Horta e Vale. Esta discrepância talvez se deva ao facto de na Assembleia de dezembro apenas estarem presentes seis sócios. A lista terá sido feita sem ouvir alguns dos constituintes que mais tarde serão substituídos.

O primeiro grande incêndio em floresta de que temos registo aconteceu em setembro de 1965. Uma queimada mal controlada feita por um agricultor, na zona de Vale de Paredes colocou em risco toda a mancha florestal entre Mortágua e Santa Comba. Juntaram-se aos bombeiros das duas localidades, os voluntários de Pinheiro de Ázere, Carregal do Sal, Tondela, Canas de Senhorim, Nelas, Mealhada, Municipais de Viseu e de Coimbra. A povoação da Colmeosa esteve em risco e a ajuda de 100 soldados do Regimento n.º 14 de Viseu foi preciosa, juntamente com a de centenas de populares. O Corpo de Bombeiros de Pinheiro de Ázere tinha feito o seu batismo num incêndio urbano em Agosto.

Os incêndios urbanos também eram frequentes tendo deixado marca o que aconteceu a 10 de janeiro de 1967, no Bairro Alto, numas casas junto ao Hospital. Para dificultar o ataque ao incêndio a motobomba teve uma avaria e caía nessa noite muita neve. Os Bombeiros de Tondela fizeram um trabalho meritório e não chegaram outras corporações devido à acumulação de neve. Foram consumidas pelo incêndio as casas dos Srs. Manuel Marques de Oliveira, Victor Coelho e David Alves Ferreira (Luta). Os moradores perderam os seus bens mas conseguiram-se salvar todas as vidas. Houve um grande movimento de solidariedade dos Santacombadenses para apoiar as famílias, segundo relatos da época.

O verão de 1967 foi particularmente seco o que originou a deflagração de numerosos incêndios em mata sendo de destacar o que aconteceu na senhora da Ribeira onde mais uma vez se juntaram os Bombeiros de Pinheiro de Ázere, Tábua, Carregal dos Sal, Canas de Senhorim, Nelas e Mangualde. Muitas vezes os bombeiros passavam o dia fora a combater o incêndio e a alimentação surgia pelas mãos de Mário Ribeiro de Azevedo, sempre atento às necessidades dos bombeiros, “oferecia umas sanduiches”, o único alimento disponível.

A 7 de Dezembro de 1967, perante um júri constituído por João de Matos Ferreira, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, Jorge Soares Miranda e Jorge do Carmo, Chefe dos Bombeiros Voluntários de Tondela, concluíram o curso para bombeiros de Terceira Classe, José Oliveira Branquinho, António de Matos Filipe, Lúcio Costa, (Pinheiro de Ázere), João Macedo Fernandes, (Pinheiro de Ázere), José de Matos Nunes, José Lopes da Silva Rodrigues, (Pinheiro de Ázere) e António Castanheira, (Pinheiro de Ázere). Nesta escola fizeram exame, um núcleo dos membros do Corpo de Pinheiro de Ázere, que já tinham atuado nalguns incêndios florestais anteriormente referidos.

Em pé: José Nunes, Galo, Lúcio Costa, Zé Terra, José Rodrigues,João Macedo, Manuel Zuzarte e António Castanheira. Em baixo: Comandante Floriano,Carlos Martins, Comandante Jorge Miranda,Prof. Costa, Dr. João Viegas e Costa, Mário Azevedo e Dr. Fernando

Na Assembleia Geral de 20 de abril de 1968 são eleitos para a mesa, como Presidente, Bernardino Cantanhede Vieira e como secretário, Fernando de Matos Durães. Procedeu-se às eleições para o triénio 1968/1970. Assim, para a Assembleia Geral foi eleito Presidente, o Professor Manuel de Matos Costa; Vice-presidente, Victor José Soares de Castro; secretários António Pinto de Matos e Fernando de Matos Durães. Para a Direção foram eleitos, para Presidente, Professor António Marques Duarte; vice -presidente, Carlos Andrade Martins; 1º secretário, José António Rodrigues; 2º secretário, José Dias de Figueiredo Júnior; tesoureiro, António José da Costa Almeida; vogais, Carlos Alberto Ribeiro e Francisco Jorge Ferreira Regadas. Para o Conselho Fiscal foram eleitos, Presidente, Aires Marques dos Santos, Vice- presidente, José de Oliveira Benedito e como relator é eleito Hélder Maurício de Matos Gouveia. Na tomada de posse é enaltecido, pelo Dr. João Alves, o trabalho desenvolvido pelo Sr. Carlos Andrade Martins, 1º secretário, no que diz respeito ao trabalho desenvolvido pela Direção cessante e à dedicação do bombeiro Mário de Azevedo na organização do Corpo Ativo. A nova Direção, agora com Carlos Andrade Martins a Vice-presidente, vai dar grande importância, à inscrição de novos sócios e à realização das festas anuais dos Bombeiros, para as quais são contratados conjuntos musicais assim como dinamiza a participação de Ranchos Folclóricos e das Bandas Filarmónicas do concelho. Todos os Santacombadenses espalhados pelo mundo organizam-se em comissões e angariam fundos que fazem chegar a Santa Comba. Por outro lado solicita subsídios a várias entidades do qual se destaca o subsídio doado pela Direção Geral dos Hospitais no valor de 20 000$00. O objetivo da Direção é claro, a aquisição da nova ambulância Citroen DS. Para tal é contactada a Alfândega de Lisboa para saber dos impostos necessários a pagar.

Um ofício oriundo da Liga dos Bombeiros Portugueses, assinado pelo seu Presidente, António de Moura e Silva enaltece a forma como os Bombeiros de Santa Comba atuaram no

dia 18 de julho, numa altura em que ele se encontrava de passagem. Relata que ficou surpreendido com a forma rápida e eficiente como o Corpo Ativo chegou ao quartel e saiu para o combate a mais um incêndio.

Em dois de dezembro de 1969 tomou posse Alcino Viegas Paulo como comandante do Corpo Ativo.

Comandante Alcino Viegas

A 13 de Fevereiro de 1970, o vice-presidente Carlos Andrade Martins e Francisco Regadas deslocaram-se a Lisboa para a desalfandegação do veículo, tendo sido dados plenos poderes ao vice-presidente para proceder à legalização do referido veículo. Era assim atingido um objetivo importante, tendo em conta que os bombeiros não tinham ambulância capaz desde o acidente da antiga Volkswagen, em 1962. A ambulância chegou muito por teimosia dos Srs. Carlos Martins, Francisco Regadas e de Mário de Azevedo. Estes homens, que dirigiam uma Associação sem dinheiro, apelaram a todos os santacombadenses espalhados pelo mundo, organizaram comissões nos países onde estavam as comunidades e conseguiram. Em boa hora. Poucos dias depois aconteceu o descarrilamento do comboio na curva antes da estação, sentido Mortágua – Santa Comba. A ambulância foi muito útil no transporte dos feridos mais graves e nem sequer tinha os documentos para poder transportar sinistrados. Para aqueles homens isso era secundário. Ocorreram a ajudar neste sinistro ferroviário os bombeiros de Mortágua, de Tondela e do Carregal do Sal.

O esforço não tinha sequer começado. Logo se traça o objetivo de adquirir um Jeep para o ataque a incêndios em floresta.

Neste ano, apesar de estarem programadas, não se realizaram as Festas da Vila, em favor dos Bombeiros Voluntários, pelo facto de ter falecido o Presidente do Conselho, António Salazar. No entanto houve uma gincana de automóveis em que venceu o Sr. José Chaves. Estas gincanas foram-se repetindo ao longo da década de 70 e realizaram-se no campo de futebol do Colégio.

A 15 de julho toma posse como adjunto de comando o bombeiro Mário de Azevedo.

Não foram descurados aspetos menores como a aquisição de uma nova máquina de escrever para os serviços administrativos e de uma máquina de café para a sala dos associados.

O comandante Alcino Viegas Paulo, alegando incompatibilidades com o seu trabalho pediu a exoneração do cargo, que foi aceite.

Tomaram posse para o triénio 1971/1973, a 24 de julho, Manuel de Matos Costa, Victor José Soares de Castro, António Marques Duarte e Ernesto Martins de Almeida, como Presidente, Vice-presidente, 1º secretário e segundo secretário da Assembleia Geral; para Presidente da Direção é eleito José Alves Branquinho, Vice-presidente, Sérgio Manuel Morais da Costa, secretário, João Henrique da Costa Lima, Adilson Lemos deAlmeida, Rodrigo Loureiro de Freitas e Dr. Fernando Castanheira Henriques para os cargos de Presidente, Vice- presidente, 1º secretário, 2º secretário, tesoureiro e vogal da Direção, respetivamente. Aires Marques dos Santos, José de Oliveira Benedito e Hélder Maurício Gouveia foram eleitos para os cargos respetivos de Presidente, Vice-presidente e secretário relator do Conselho Fiscal. Em junho por motivo de escusa de Adilson Lemos de Almeida e por falecimento do Dr. Fernando Castanheira Henriques entraram na Direção, António Sérgio Correia Pinto e António Manuel Morais dos Santos.

Comandante Floriano, instrutor, e a escola de 1971


Restante Corpo Ativo em 1971.

Em 25 de abril de 1971, perante um júri constituído pelo Sr. Tenente Octávio Barbosa de Oliveira, Comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu, Alcino Ferreira Viegas Paulo, Comandante dos Voluntários de Santa Comba Dão e Mário Ribeiro de Azevedo, Ajudante do Comando dos Voluntários de Santa Comba Dão, concluíram as provas para bombeiro de Terceira Classe Alfredo Gomes dos Santos, José Alves da Silva Baião, (Pinheiro de Ázere), José Castanheira de Almeida, (Pinheiro de Ázere), Daniel Cordeiro de Sousa, António João Oliveira Nunes, António Ramos Benedito, Luís Gomes Cordeiro, Joaquim Castanheira de Oliveira, (Pinheiro de Ázere), Joaquim Lopes Ferreira, (Pinheiro de Ázere), José Tavares Batista, José Gomes Pereira Ramos, António José Gomes Batista, Joaquim dos Santos Leonardo, (Pinheiro de Ázere) e Jorge Manuel Cordeiro de Oliveira. Fizeram esta escolaalguns jovens de Pinheiro de Ázere que se juntaram aos que tinham feito exame na escola anterior para assim formar o Corpo de Bombeiros naquela localidade. A morte prematura do Dr. Fernando Castanheira Henriques, de Pinheiro de Ázere, membro da Direção dos Bombeiros de Santa Comba provoca, em nosso entender, o desaparecimento do projeto dos Bombeiros de Pinheiro. No mesmo ano aquela secção deixou de funcionar com a autonomia que dispunha até essa data e a bomba braçal nº1 é devolvida ao quartel de Santa Comba. Os bombeiros deixaram de ser uma prioridade do Centro Social de Pinheiro de Ázere.


Comandante Mário Ribeiro de Azevedo

Em agosto, a Direção presidida por José Alves Branquinho vai traçar como objetivos continuar com a campanha de inscrição de sócios, iniciativa iniciada pela Direção anterior, a compra de um Jeep tanque e proceder a obras de beneficiação da sede. É neste mês que entra em funcionamento um pequeno autotanque, chamada moto bombinha, que se torna eficaz no combate aos incêndios em matas e pinhais. A sua elaboração deve-se ao bombeiro António Matos Filipe, exímio no trabalho de serralharia. A 22 de setembro são iniciadas as obras na sede a cargo do empreiteiro António Estrela. Foi deliberado restaurar todo o mobiliário da sala da sede bem como as mesas de jogos de ping-pong e bilhar.

Em 20 de novembro tomou posse como comandante, o adjunto de comando Mário Ribeiro de Azevedo. O Sr. Mário de Azevedo já anteriormente, na década de 60, tinha assumido interinamente o cargo de comandante por impossibilidade momentânea do Capitão Gouveia. Foi uma cerimónia em que as capacidades de comando do Sr. Mário foram enaltecidas, quer pelo Presidente da Direção José Alves Branquinho quer pelo Dr. João Alves, Deputado da Nação.

No mesmo mês é decidida a formação de um corpo auxiliar feminino. A formação do Corpo Auxiliar Feminino foi dada pelo Enfermeiro José Manuel Mota nomeadamente o Curso de Primeiros Socorros. A instrução de ordem unida era dada em conjunto com o Corpo Ativo pelo competente José Oliveira Branquinho, mais conhecido por Zé Terra, umas vezes no campo de futebol do antigo colégio Academus, outras no recinto frente à adega Cooperativa.

Curiosamente no mesmo ano foi criado o Corpo Auxiliar Feminino dos Bombeiros de Montemor o Novo. As nossas “bombeiras”, acompanhavam as grávidas a Coimbra, em situações de parto. Noutras situações apoiavam os bombeiros nos incêndios levando-lhes comida e por vezes leite. Foram muito bem aceites pelos bombeiros, o que não é de estranhar pois nalguns casos tinham sido colegas de escola noutros eram familiares.

Escola de 1972

Em 7 de maio, perante um júri constituído pelo Tenente Joaquim Gomes, comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu, Mário Ribeiro de Azevedo e José Coelho Pinto, chefe de secção dos Bombeiros Municipais de Viseu, fizeram provas para bombeiros de 3ª classe José Manuel da Veiga Ferreira, Elísio Manuel Morais Branquinho, AntónioJosé Marques Cordeiro, José Amaro Simões, João Manuel Varela Cordeiro, João Manuel dos Santos Pereira, Jorge Varela Cordeiro, Joaquim de Oliveira Branquinho e António José Rufino Neves de Figueiredo. Em julho do mesmo ano com Mário Ribeiro de Azevedo a presidir ao júri, Jorge do Carmo, Chefe dos Bombeiros Voluntários de Tondela e Arnaldo Ferraz, subchefe dos Bombeiros de Tondela, passaram a Bombeiros de 2ª Classe, José de Matos Nunes, António João de Oliveira Nunes, Daniel Cordeiro de Sousa, José Tavares Batista, Alfredo Gomes dos Santos, António de Matos Filipe, José de Oliveira Branquinho, José Gomes Pereira Ramos e Luís Gomes Cordeiro.

Em 27 de junho de 1972 no quartel dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, as candidatas ao Corpo Auxiliar Feminino prestaram provas depois de alguns meses de aturada instrução, tendo sido todas aprovadas. As candidatas foram Ana Maria Alves Oliveira, Cidalina Ferreira Morais Branquinho, Dália Maria Alves Mateus, Ivone Alves de Oliveira, Laurentina Alves Mateus, Lígia Prata Alves, Maria Dolores Prata Almeida, Maria Ivone Nunes dos Santos, Maria Matilde Dias Mota da Costa, Maria Odete Prata Coelho, Maria Olinda Dias Matos Branquinho e Maria Teresa Nunes dos Santos.

José Alves Branquinho, Mário Ribeiro de Azevedo, António Batista, Enfermeiro José Manuel Mota e o Corpo Auxiliar Feminino após o exame na Mealhada.

A 8 de setembro de 1972 António José Marques Cordeiro foi nomeado ajudante de comando. No mês referido e após participação da Associação no XX Congresso dos Bombeiros Portugueses em Viseu, um grupo de bombeiros ficou entusiasmado com algumas fanfarras que participaram neste encontro e logo propuseram ao comandante Mário de Azevedo a ideia de se fazer uma fanfarra. Em novembro, a direção de José Alves Branquinho acolheu a ideia, chamando a atenção para que não se façam muitos gastos porque os cofres de Associação estavam com pouco dinheiro. A primeira saída da fanfarra foi logo a 3 de dezembro.

Foi adquirido um jeep Land Rover, à firma João Gaspar, do Porto, por duzentos e seis mil escudos, sendo carroçada pela firma Garagem Soares de Vila Nova de Famalicão, por 63 518$00.


Land Rover chega ao limite do concelho seguido da ambulância Citroen DS.

A aquisição deste jeep só foi possível após uma subscrição pública, relatada no Jornal Defesa da Beira em que podemos constatar a bondade de todos os habitantes do concelho, tamanha é a lista de donativos. A Direção dá plenos poderes ao seu presidente, José Alves Branquinho para proceder à sua legalização. O Jeep destinou-se ao combate a incêndios em todo o terreno e ao transporte de pessoal e material sapador da corporação. Tinha ainda um pequeno tanque de cerca de 200 litros. Foi benzido pelo padre Franklim Coimbra no dia dez de dezembro sendo a madrinha Maria Teresa Moura Alves. No dia 3 de dezembro, na apresentação pública do Land Rover, desfila pela primeira vez a Fanfarra e o Corpo Ativo Feminino.

A primeira Fanfarra eraconstituída por António Matos Filipe, bombo; José Manuel Veiga Ferreira, Daniel Cordeiro de Sousa, timbalões; António Rufino Neves


Chegada do Jeep Land Rover

Figueiredo, Elísio Manuel Morais Branquinho, caixas; José Rodrigues da Costa, da Filarmónica, mestre dos clarins, José Matos Nunes, João Manuel Santos Pereira, José Manuel Nunes dos Santos e João Manuel Oliveira Branquinho, eram os cinco clarins.

No dia dez decorreu o Cortejo de Oferendas para os bombeiros. Muitas foram as surpresas com o desfile do novo jeep, de duas bombas braçais puxadas pelos bombeiros e por uma infinidade de carros transportando bens para os Soldados da Paz. Segundo a imprensa local terá rendido mais de trezentos contos. Vieram viaturas de todo o concelho transportando géneros que foram oferecidos aos bombeiros. Mais uma vez o concelho de Santa Comba Dão respondeu ao apelo dos seus Soldados da Paz. Assistiu ao cortejo o Sr. Inspetor da Zona Norte.

Corpo Auxiliar Feminino


Cortejo de Oferendas de 1972

Inspetor da Zona Norte Coronel Magalhães, Mário de Azevedo e José Alves Branquinho.|

Cortejo de Oferendas de 1972

No dia 15 de dezembro de 1972 foi deliberado exarar na ata um voto de profundo agradecimento a todas as pessoas que comparticiparam no cortejo de oferendas do dia dez, que tinha como objetivo a angariação de fundos para o pagamento das obras efetuadas na sede: substituição de toda a caixilharia das janelas, portas e o arranjo do telhado.

Em 1 de abril de 1973, perante o júri constituído pelo Tenente Joaquim Gomes, Comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu, Mário de Azevedo e António José Marques Cordeiro, Ajudante de Comando dos Bombeiros de Santa Comba, fizeram exame para bombeiros de 3ª Classe, Fernando Correia, Fernando José Nunes de Oliveira, José Manuel de Matos Filipe, Pedro Luís Cordeiro de Sousa, António Manuel Branquinho de Matos, José Manuel de Matos Lourenço e António Tavares Batista. No dia 15 do mesmo mês com júri presidido por Mário de Azevedo, Arnaldo Ferraz, subchefe dos Bombeiros de Tondela e António José Cordeiro, fizeram exame para bombeiros de 1ª Classe, Afonso Augusto de Oliveira, José de Oliveira Branquinho, António de Matos Filipe e Daniel Cordeiro de Sousa. Esta sucessão de escolas e promoções revelam que os objetivos do Comandante Mário de Azevedo são a criação de uma estrutura de comando competente, eficaz e autossuficiente, com o surgimento posterior dos Subchefes e dos Chefes que vão garantir a instrução das novas escolas. Essa visão está patente também na frequência da instrução e nos cursos de socorrismo a todo o corpo ativo.


Instrução dada pelo enfermeiro José Manuel Mota

Na reunião da Direção de 29 de setembro, estão presentes como tesoureiro António Manuel Morais dos Santos e como vogal António Sérgio Agostinho Correia Pinto, estando ausente Adilson de Almeida. O presidente apresentou o orçamento ordinário para o ano de 1974, tendo este sido aprovado. Em outubro foi admitido como contínuo João Soares Corveira e como auxiliar da sala da Associação Lizete da Costa Lima.

No dia 20 de outubro, perante um júri presidido por Floriano Lourenço da Silva, dos Bombeiros Municipais de Viseu e delegado do Inspetor de Incêndios da Zona Norte, Mário Ribeiro de Azevedo e António José Cordeiro passaram a bombeiros de 3ª Classe, Óscar Manuel Figueiredo Calisto, José Manuel Nunes dos Santos, António Coelho, José Francisco Nunes Simões, João Manuel Oliveira Branquinho, Albino Neves Dias de Figueiredo, António Manuel Fonseca de Almeida, Joaquim Prata Coelho e José Manuel de Oliveira Santos.

Escola de 1973

A 12 de janeiro de 1974 mantém-se a mesa da assembleia geral reforçada com o 2º secretário, Hélder de Matos Maurício. Toma posse a Direção presidida por José Alves Branquinho; António da Rocha e Carmo, Vice-presidente; João Henrique da Costa Lima, Secretário; José César Correia Pinto, Tesoureiro; João Eduardo Cruz e Fernando Marques Soares, vogais. Para o Conselho Fiscal é eleito presidente Aires Marques dos Santos; vice- presidente, José de Oliveira Benedito e relator, José Maurício Gouveia.

No dia 18 do mesmo mês a Direção faz a distribuição de poderes e nota-se um aspeto que é o facto de tanto José Alves Branquinho como António da Rocha e Carmo terem o pelouro da presidência. Tal ocorrência deve-se ao facto do Presidente José Alves Branquinho se encontrar doente. Durante este ano foram adquiridos para as viaturas, dois rádios da marca GE, bem como toda a central rádio. Este material foi adquirido por uma comissão constituída por Mário Ribeiro de Azevedo, Carlos Ribeiro e Francisco Regadas tendo este oferecido os dois rádios para as viaturas, a ambulância Citroen e o Jeep Land Rover.

No dia sete de julho, com júri presidido por Mário Ribeiro de Azevedo como delegado do Sr. Inspetor da Zona Norte, António José Cordeiro, segundo comandante e Adelino Coimbra Augusto, ajudante de comando dos Bombeiros Voluntários de Tondela, passaram a bombeiros de 2ª Classe João Manuel dos Santos Pereira, Elísio Manuel Morais Branquinho, Pedro Luís Cordeiro de Sousa, José Manuel Matos Filipe, João Manuel Varela Cordeiro, José Amaro Simões, António Ramos Benedito e Jorge Varela Cordeiro. A 5 de outubro, com júri presidido por Francisco de Sousa Abreu, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal, Mário de Azevedo e António José Cordeiro, entraram mais 15 Bombeiros: António Manuel Alves Ferreira Batista, José Francisco Caramelo Graça, António Lopes Ferreira Louro, Celestino Ferreira Durães, Hélder Francisco Branquinho de Matos, Joaquim Fernandes Pais da Costa, David Marcelino Alves Ferreira, Francisco Manuel Dias Matos Branquinho, José Luís da Silva Dinis, José Ferreira de Sousa, Fernando Manuel de Oliveira Morais, Celestino dos Santos Lima, António Gomes Cordeiro e António Miguel dos Santos Pais. Devido à idade o Bombeiro Valdemar Mota não pôde fazer o curso, tendo sido autorizado a fazer parte do corpo auxiliar como maqueiro. Foram instrutores neste curso, os Bombeiros António de Matos Filipe e José de Oliveira Branquinho, ambos de 1ª classe.

Em sessão extraordinária da Direção, realizada em novembro e por sugestão do Comandante do corpo ativo, Mário Ribeiro de Azevedo, são propostos os bombeiros que merecem ser publicamente homenageados. O Vice presidente da Direção começou por fazer um rasgado elogio ao Comandante e à sua dedicação aos Bombeiros, cerca de 30 anos, e propõe a atribuição de três medalhas; medalha de ouro pelo serviço ativo e efetivo há mais de 25 anos; medalha de prata pelo bom nome e prestígio desta Associação e medalha de cobre pela dedicação exemplar que sempre demonstrou. Ao bombeiro de 1ª classe, Daniel Cordeiro de Sousa, medalha de ouro pelo salvamento de uma vida com o risco da própria vida e a medalha de cobre pelo serviço ativo e efetivo há mais de cinco anos; ao bombeiro de 1ª classe Afonso Augusto de Oliveira, medalhas de ouro, prata e cobre pelos mais de 20 anos de serviço ativo e assíduo; ao bombeiro de 1ª classe Francisco Gomes dos Santos, medalhas de ouro, prata e cobre pelos mais de 28 anos de serviço assíduo e ativo; ao bombeiro de 1ª classe José de Oliveira Branquinho, medalhas de ouro, prata e cobre pela sua dedicação extrema à corporação; ao bombeiro de 1ª classe, António de Matos Filipe, medalhas de ouro, prata e cobre pela sua extrema dedicação aos bombeiros, excecionais qualidades como instrutor disciplinador e devido à sua especialização profissional, colocada ao serviço dos Bombeiros bem como o aperfeiçoamento da “moto bombinha”, de grande utilidade na extinção de fogos nas matas.


Ao bombeiro de 2ª classe José de Matos Nunes, foram atribuídas medalhas de prata e cobre por ter 12 anos de serviço efetivo e assiduidade; ao bombeiro de 2ª classe José Cândido de Figueiredo, medalhas de prata e cobre por ter 17 anos de serviço efetivo e assiduidade. Aos bombeiros de 2ª classe António Ramos Benedito, José Tavares Batista, António José Gomes Batista e Jorge Manuel Cordeiro de Oliveira foi proposta a atribuição de medalha de cobre por terem mais de 5 anos de serviço efetivo e assíduo. Assim, esta proposta do Vice-presidente foi aprovada por unanimidade e deliberado comunicar à Liga dos Bombeiros Portugueses, ao Inspetor na Zona Norte e ao comandante do corpo ativo para conhecimento dos homenageados. A cerimónia de atribuição das condecorações teve lugar no dia 15 de Agosto de 1976.

Foto de Corpos Sociais e Corpo Ativo na festa de Natal de 1975.

Foi deliberado dar o “bodo de Natal” aos Bombeiros, retirado da Caixa de Auxílio, bem como o pagamento por tempo utilizado em serviços. Foi deliberado ainda oficiar ao Senhor Presidente da Assembleia Geral que a partir de 31 de dezembro a direção se encontraria demissionária, alguns membros por motivo de grande saturação, pelos muitos anos como corpos gerentes e outros por motivos profissionais.

No dia 21 de fevereiro de 1976, prestaram provas para subchefes os bombeiros de 1ª Classe José de Oliveira Branquinho, António de Matos Filipe e Daniel Cordeiro de Sousa.

No mesmo mês, realizou-se a Assembleia Geral, sob a presidência do cidadão Victor José Soares de Castro, secretariado por Hélder Maurício de Matos Gouveia. Procedeu-se à eleição dos corpos gerentes para o triénio 1976/1978. Para Presidente da Assembleia Geral foi eleito o Dr. João António Fernandes Viegas e Costa, para Vice presidente Victor José Soares de Castro e como secretários João Henrique da Costa Lima e Hélder Maurício de Matos Gouveia. Para Presidente da direção foi eleito, o Dr. António Maria Oliveira de Matos; Vice-presidente, Fernando de Matos Durães; 1º Secretário, Modesto Alves Vieira; 2º Secretário, António Carlos Sousa Diniz; Tesoureiro, Fernando Marques Soares; António Matos Filipe e Elísio Manuel Morais Branquinho, foram eleitos como Vogais. Para o Conselho Fiscal foram eleitos: Presidente, José de Oliveira Benedito, Vice-presidente, José César Correia Pinto e para Secretário relator, João Eduardo Cruz.

A nova direção vai colocar como objetivo a construção do novo quartel sede tendo o Sr. Presidente justificado a necessidade pela exiguidade das instalações. A garagem apenas permitia a arrumação das quatro viaturas existentes. A arrumação também não era a melhor porque para sair o Jeep Land Rover tinha de se tirar a ambulância, o que reduzia a operacionalidade e eficácia do corpo de bombeiros. Também a localização do quartel era problemática pois encontrava-se na zona mais movimentado da vila. A falta de dormitórios era também um problema porque impedia a manutenção de pessoal com caráter de permanência. O quartel não dispunha de uma parada e de uma casa escola dificultando a formação do corpo ativo. Dá-se então o início da tarefa de angariar verba para a construção do novo quartel. O Sr. Presidente propôs que o rendimento das festas do ano de 1976 no valor de 147.493$50, fosse afetado a esse fim. Nestas Festas da Vila, foi elaborada uma pequena brochura, pelo Presidente da Direção, com alguns elementos sobre a História dos Bombeiros Voluntários, e distribuído um exemplar no primeiro dia da festa. As Festas da Vila, de características religiosas e pagãs (festividades populares), habitualmente conhecidas também por Festas dos Bombeiros, ou Festas Grandes da Vila porque coincidiam com o dia da padroeira Nossa Senhora da Assunção, ainda que tendo longa tradição (pelo menos desde os anos 20) praticamente não se realizaram na década de 60 com exceção do ano de 1969. Assim, a Direção decidiu retomar a tradição, incluindo nas festas o pilar religioso e a inclusão de uma procissão noturna de 14 para 15 de agosto. Quando passava no viaduto a procissão parava e assistia-se a um espetáculo pirotécnico. Para além de motivações religiosas, culturais e de diversão tinham a realização das festas como objetivo, a angariação de fundos para a construção do quartel.

Não foi tarefa fácil, pois, já não se realizando há 7 anos, implicou que tivesse de ser feito tudo de novo: gambiarras; madeirame para os palcos, (foi feita uma “campanha do pinheiro” para este efeito); empréstimo de vedações, mesas, etc. De realçar a colaboração da firma Branquinho & Castro que aos fins-de-semana cedeu o material para o corte e transporte dos pinheiros, bem como o corte da madeira na fábrica de serração. Inicialmente, de entrada paga, foram depois tornadas de entrada livre com a concessão pela Câmara Municipal de um subsídio que era a contrapartida do pagamento das entradas dos munícipes. Até ao final dos anos 80 as festas foram sempre num crescendo abrilhantando as Festas da Vila de Santa Comba artistas como José Cid, Marco Paulo, Tonicha, Duo Ouro Negro, Segundo Galarza, Fernando Mendes, Rodrigo, José Malhôa, Carlos do Carmo, Roberto Leal, Jorge Fernando, Trio Odemira, Lenita Gentil, Cidália Moreira, Cândida Branca Flor e Rosa do Canto.

A exiguidade de viaturas para combate a incêndios e avançada idade das mesmas, impunha a necessidade da aquisição de novos meios. No entanto, face às dificuldades financeiras, numa altura em que ainda não havia subsídios do Estado para o efeito, a Direção decidiu pedir ao Exército algumas viaturas que, finda a Guerra Colonial estavam para ser desativadas.

Comandante Victor de Jesus

Entretanto a 31 de janeiro de 1977 a direção deliberou aceitar o pedido de demissão do comandante Mário Ribeiro de Azevedo e para sua substituição falar com o Sr. António José Marques Cordeiro, que desempenhava as funções de adjunto de Comando, e no caso da resposta deste ser negativa falar com o Sr. Victor de Jesus. A Direção decide então pedir ao Sr. Inspetor da Zona Norte, que o comandante demissionário Mário Azevedo passe ao Quadro Honorário, que lhe seja concedido um louvor público e propor ao governo, por intermédio da Câmara Municipal, a concessão da Ordem da Benemerência. Decidiu propor ainda à Assembleia Geral a sua proclamação como sócio benemérito. Mário Ribeiro de Azevedo foi um comandante que criou um verdadeiro espírito de grupo no Corpo de Bombeiros. A instrução era fundamental para a formação do Corpo Ativo. Homem voluntarioso, condutor nas horas difíceis, fundador da Fanfarra por proposta de um grupo de bombeiros que tinha participado no Congresso da Cidade de Viseu. Fundador do Corpo Auxiliar Feminino. Incentivador da formação de primeiros socorros e emergência pré hospitalar, na qual teve grande importância o Enfermeiro José Manuel Mota da Costa.

Foi ainda deliberado aceitar, na referida reunião, a demissão do Vice-presidente, Sr. Fernando Matos Durães em virtude de se ausentar para o Zaire.

No dia 14 do mês de maio tomou posse o novo comandante Victor de Jesus.

A direção, apesar de não ter o numerário suficiente, decidiu adquirir à Firma Lemos e Irmão, Lda., uma nova viatura para todo o terreno, um Jeep de marca Portaro, modelo 240, a gasóleo.


Fanfarra em 1977

Em 7 de maio de 1978 prestaram provas para bombeiros de 1º Classe, Elísio Manuel Morais Branquinho, José Manuel Matos Filipe, José Manuel Varela Cordeiro, José Tavares Batista, Jorge Varela Cordeiro e Jorge Cordeiro de Oliveira.

Na Assembleia Geral de agosto o Dr. Manuel Rodrigues Coimbra, Dr. Taborda, propôs que se marcasse nova Assembleia tendo em conta que o ponto dois da ordem de trabalhos, “aquisição de um terreno para a construção de um novo quartel para a Associação”, devia ser discutido por um número alargado de sócios, devido à sua importância. Na assembleia de seis de setembro foram propostos os terrenos da Várzea, Santo Estevão e o terreno das Aveleiras, ao lado da antiga Sacor.

No dia 23 de dezembro passaram a bombeiros de 3ª Classe, Manuel António Marques Pereira, Aires Branquinho de Matos, Henrique Rodrigues Ferreira da Costa, Carlos Alberto Oliveira Viegas, José Bonifácio de Jesus Morais, António Luís Rodrigues Tomaz Mota, Joaquim de Lemos Rodrigues de Sousa, Francisco Orlando Nunes dos Santos, Fernando Manuel Antunes Marques, João Manuel Oliveira Morais, Carlos Manuel Soares e Victor José Antunes Marques.

 

O NOVO QUARTEL DA VÁRZEA

Na Assembleia de 6 de abril de 1979 foram eleitos os corpos gerentes para o triénio seguinte. Para Presidente da Assembleia Geral foi eleito o Dr. João Viegas e Costa; para Vice- presidente Abel Coelho de Matos e para secretários Mário Ribeiro de Azevedo e Nelson das Neves Figueira. Para a Direção foi eleito Presidente, António da Rocha e Carmo, Vice- presidente, Francisco Jorge Ferreira Regadas; 1º secretário João Henrique da Costa Lima; 2º secretário, Modesto Alves Vieira; para tesoureiro, Rui Manuel Prata dos Santos e para vogais Hélder Maurício e Adão Marques da Costa. Para Presidente do Conselho Fiscal foi eleito o Dr. António Maria de Oliveira Matos, Vice- presidente, Carlos Alberto da Silva Ribeiro e como relator José Marques da Cruz.

Em baixo: Francisco Regadas, Rocha e Carmo, Modesto Vieira e Rui Santos.
Em cima: João Lima, Adão Costa e Hélder Maurício.

Em 11 de abril entrou ao serviço da corporação uma nova ambulância, a Citroen CX 2200, adquirida à firma Autosertório de Viseu, pela anterior Direção presidida pelo Dr. António Maria Matos. Na altura o Presidente da Direção e o secretário Modesto Vieira ficaram como garante, junto da Caixa Geral de Depósitos, de um empréstimo que foi necessário para a aquisição da viatura. Deslocaram-se a Lisboa no mesmo dia para a levantar, o condutor e bombeiro Elísio Branquinho, o membro da Direção Hélder Maurício, o adjunto de comando António de Matos Filipe e o bombeiro Manuel António.

Comandante Mário Emanuel Herrmann Pais de Sousa

A 18 de maio de 1979 tomou posse o comandante Mário Emanuel Herrmann Pais de Sousa.

Em 20 de maio reuniu a Direção presidida por António da Rocha e Carmo. Deliberou

adquirir, em Poiares, um depósito de 4000 litros por 27 000$00, para adaptar a um Chassis Mercedes. Foi ainda decidido enviar a relação de material ao Sr. Inspetor da Zona Norte; aumentar o seguro da ambulância de 450 para 800 contos, solicitando-se o auxílio da Câmara Municipal. Resolveu proceder a uma homenagem póstuma a José Alves Branquinho pelos serviços prestados a esta Associação como Presidente da Direção. Para tal foi decidido colocar a sua fotografia no salão nobre. No mesmo mês o Presidente da Direção informou que o Presidente da Câmara Municipal solicitou à Direção de Equipamento Urbano e Rural de Viseu a verba de 7 mil contos para ser incluído no plano de obras do novo quartel. Pelo Conselho Nacional de Incêndios é concedido um subsídio de 180 contos para a aquisição de um Grupo Eletrogéneo com bomba de profundidade. O equipamento foi fornecido pela firma Escol, do Porto.

Foi aceite a proposta do comandante para nomeação do bombeiro Manuel António Marques Pereira para 2º comandante, que tomou posse a 22 de dezembro e para adjunto do comando António de Matos Filipe, que tomou posse em 8 de junho de 1979.

Em seis de junho a Fanfarra participa na inauguração do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo. Numa das fotografias da época podemos ver os membros da fanfarrae os elementos do Corpo Auxiliar Feminino, Graça Figueiredo, Helena Abreu, Manuela Figueiredo e Filomena Costa.

Entretanto, os Senhores Júlio Ferreira, de Casal Maria, António Augusto Marques, do Vimieiro e Manuel Pais, de Vale de Pinheiro, entregaram nesta Associação 160 contos para a construção do novo quartel. Estes Santacombadenses, residentes no Brasil, foram nomeados sócios beneméritos. Procedeu-se a obras de reparação na sede, arranjo do autotanque cedido pelo exército, do Portaro e de todas as restantes viaturas. O Sr. Comandante contactou a General Eletric para proceder à retificação dos rádios de forma a evitar as interferências.

A pedido da Filarmónica Santacombadense, a direção deliberou entregar aquela instituição a bandeira e uma fotografia da antiga Filarmónica 1º de Maio que estavam expostas no gabinete da direção.

Em agosto foi registado um subsídio da Câmara Municipal no valor de 75 contos. Os herdeiros de José Cordeiro e Maria Rosa, de S. Miguel, fizeram uma doação aos Bombeiros de um prédio rústico e outro urbano, situados naquela localidade.São delegados no Presidente plenos poderes para a legalização de uma viatura cedida pelo exército. Em setembro foi decidido instalar um motor na viatura Bedford. Foi decidido aindaaceitar três viaturas cedidas pelo Ministério do Exército.

Em outubro são atribuídas condecorações a vários elementos do corpo ativo: medalhas de ouro de 3ª classe ao adjunto de comando António de Matos Filipe por assiduidade e medalha de Ouro por Serviços distintos. Ao bombeiro de 1ª classe José Cândido dos Santos Figueiredo foi atribuída a medalha de ouro, por serviço distintos. Foram ainda atribuídas, medalha de cobre de 3ª classe a António José Batista, Óscar Manuel Figueiredo Calisto, José Manuel Nunes dos Santos, António Coelho, José Francisco Nunes Simões e José Manuel Oliveira Santos, por assiduidade. Por ocasião do 64º aniversário, a Câmara Municipal de Santa Comba Dão e a Assembleia Municipal deram um louvor ao corpo ativo dos Bombeiros Voluntários.

Em novembro de 1980é feita aquisição de uma nova ambulância, Mercedes TD 240, AU-26-40, na importância de mil contos, à firma Auto Garage, Lda., da cidade de Viseu.

Mercedes TD 240

Foi deliberado dar posse ao segundo comandante Manuel António Marques Pereira, no dia 22 de dezembro, cargo que vai assumir até 25 de abril de 2008. Um dos muitos episódios que vão marcar a ação do 2º comandante Manuel António foi a identificação, através do código, do material altamente inflamável, acetato de vinil, transportado por um autotanque que se despistou no entroncamento do Rojão Grande, local de inúmeros acidentes com elevados índices de mortalidade. Este ato, que lhe valeu reconhecimento superior, pode ter poupado algumas vidas aos bombeiros que se encontravam no local de operações.

Neste mesmo mês é recebido um subsídio da Câmara Municipal no valor de 500 contos e a Comissão de Festas da Vila entrega um cheque no valor de 245 contos. Foi aprovado pela Direção um voto de agradecimento ao presidente da Câmara Municipal, Sr. Lauro Gonçalves e propõem-no à Assembleia Geral, para sócio honorário. Em janeiro de 1980 foi contratado como motorista permanente, do Serviço Nacional de Ambulâncias, o Sr. José Cândido de Figueiredo, Bombeiro de 1ª classe, devido ao seu serviço nesta corporação e aos seus conhecimentos de mecânica. Passará a ter um vencimento de 11 000$00 mensais. Em fevereiro, a Direção deliberou que o motorista e escriturário Elísio Manuel Morais Branquinho, passe a ter um vencimento de 11 000$00 mensais. Foi decidido ainda adquirir 180 metros de mangueira, tipo Plastiband-soter, 45 m/m e 180 metros de 60m/m, 9 junções de 45m/m, e 4 pares de 60 m/m.

Em maio, foi decidido que os terrenos do Engenheiro João Amaral e do Dr. Coelho Lopes serão destinados ao quartel dos bombeiros. O Sr. Comandante tomou a seu cargo contactar o arquiteto Francisco Chicó, de Lisboa, para elaboração do projeto.

Na Assembleia de 19 de junho a proposta da Direção para sócio honorário do Sr. Lauro de Figueiredo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal, foi aprovada por unanimidade.

Em junho o Conselho Coordenador do Serviço Nacional de Incêndios fixa em 92 o limite máximo de bombeiros submetidos à obrigatoriedade de seguro.

Em agosto o Sr. Comandante informou que havia sido recebido pelo Sr. Diretor Geral dos Serviços do Equipamento Urbano juntamente com o Sr. Presidente da Câmara Municipal Engenheiro José Júlio dos Santos. Também esteve na Inspeção de Incêndios da Zona Norte onde deixou um exemplar do anteprojeto do novo quartel dos bombeiros a fim de serem dados pareceres. O Sr. Presidente da Direção informou ter feito diligências em Viseu junto da Direção e do Plano Urbanístico. Segundo informações existem já inscritas no Orçamento Geral do Estado de 1981, verbas no valor de cem mil contos para a construção do novo quartel. É de salientar a importância que o Comandante Engenheiro Mário Pais de Sousa tem em todo o desenvolvimento do processo para a construção do quartel, juntamente com o Presidente da Direção António da Rocha e Carmo. Como se pode constatar pela intensidade de atividades descritas, a Direção de Rocha e Carmo aliada ao corpo ativo liderado por Mário Pais de Sousa, estão totalmente focalizados na construção do quartel, não descurando o apetrechamento da Associação com as viaturas necessárias, umas adaptadas, outras mais modernas, para responder a novos desafios, como é o transporte rodoviário de cargas inflamáveis pela via IP3 recentemente construída.

No dia 20 de julho passaram a bombeiros de 2ª Classe José Francisco da Graça, António Manuel Alves Batista, José Manuel Nunes dos Santos, Hélder Francisco Branquinho de Matos, José Francisco Nunes Simões, José Manuel Oliveira Santos, José Luís da Silva Dinis, António Gomes Cordeiro, Celestino dos Santos Lima, Fernando Manuel Morais, Joaquim Fernandes Pais da Costa, António Coelho e António Miguel dos Santos Pais. Em 15 de dezembro fez prova para Chefe, Daniel Cordeiro de Sousa. No dia 16 fizeram provas para subchefe os bombeiros Elísio Manuel Morais Branquinho e João Manuel Varela Cordeiro.

Em novembro foram adquiridos dois tacógrafos para as ambulâncias por iniciativa do Sr. Comandante. No início de 1981 a Direção deliberou nomear Modesto Alves Vieira para representante desta Associação junto da Federação onde irá ter o cargo de tesoureiro substituto. Entretanto a Direção teve conhecimento que no dia 8 de abril, por Despacho do Sr. Secretário das Obras Públicas, foi aprovado o projeto definitivo para a construção do Quartel cujo orçamento atingiu a cifra de 25 mil e 400 contos. Aguardava-se apenas o quantitativo a participar pelo estado.

O Comandante informou a Direção que após vários contactos, propôs a aquisição de uma viatura com as seguintes características: carro de nevoeiro para uma primeira intervenção, com agulheta de alta pressão, bomba acoplada, 3 lugares na cabine, orçando entre 1200 e 1300 contos, marca Peugeot, com 1600 Kg de carga, 1000 litros de água, 80 litros de espuma, 30 Kg de alta pressão na bobine e um extintor rebocável de pó químico, no conjunto.

No dia 9 de julho prestaram provas para bombeiros de 1ª Classe, António Ramos Benedito, Francisco José Nunes de Oliveira, João Ferreira da Costa, José Manuel Nunes dos Santos, José Francisco Nunes Simões, António Manuel Alves Ferreira Batista, Hélder Francisco Branquinho de Matos, Celestino dos Santos Lima e Joaquim Fernandes Pais da Costa. O júri foi constituído pelo comandante, Engenheiro Mário Pais de Sousa, pelo 2º comandante, Manuel António Pereira e pelo ajudante de comando, António Matos Filipe, dos Voluntários de Santa Comba.

A Direção deliberou em 11 de setembro de 1981 pôr a concurso, a construção do Quartel, com a base de licitação de 25.646.214$00 e no mesmo mês a Câmara Municipal adquiriu o terreno para a construção do quartel ao Sr. Embaixador Dr. Coelho Lopes situado na Várzea. Foi decidido exarar um voto de louvor à comissão de propaganda, e principalmente a César Fernando de Lima Branquinho pela dedicação e espírito de sacrifício na angariação de fundos, que só à sua conta angariou 81.157$00. A ata do concurso de empreitada da construção do novo quartel dos Bombeiros Voluntários foi realizada no dia 27 de outubro. Na mesa do júri para além dos membros da direção estavam presentes o Diretor de Equipamento de Viseu, o representante do Estado Engenheiro Carlos Pimentel, o presidente da Câmara Municipal Engenheiro José Júlio Gonçalves dos Santos e os autores do projeto Arquitetos Henrique Chicó e João Pedro Conceição e Silva. Após os procedimentos legais foram abertas as

doze propostas que seguiram para as entidades competentes para avaliação técnica dos termos legais.

Na Assembleia de 5 de março de 1982 foram reconduzidos os corpos gerentes anteriores com a exceção dos secretários da Assembleia geral que passaram a ser Fernando de Matos Conde e Dulcídio Henriques Lopes Ribeiro,

No mesmo mês o empreiteiro Atílio dos Santos Nunes, que ganhou o concurso para a construção do novo quartel, pediu um adiantamento de 5.000.000$00, para a aquisição de materiais, cujos preços são flutuantes. A Direção decidiu solicitar superiormente à Direção de Equipamento do Viseu autorização para proceder ao pedido do empreiteiro.

Como é evidente, a Associação tinha de desenvolver atividades para angariar verbas e assim realizar os seus objetivos. A organização das festas da Vila era uma dessas atividades e em 1981 deram um lucro de 1.330.242$70.

O orçamento ordinário para o ano de 1982 foi apresentado sendo o valor da receita de 31.324.000$00. Neste valor está incluída a comparticipação do estado de 80% do valor da construção do novo quartel, 23.200.000$00. A Câmara Municipal deliberou pagar o encargo correspondente a 20% dos dois autos de medição processados pela Direção de Equipamentos de Viseu, na importância de 1.117.000$00.

No dia 15 de maio de 1982 passaram a fazer parte da associação duas novas viaturas, um pronto-socorro UMM de 1ª intervenção e uma viatura tanque JMC, com capacidade para 6.000 litros de água. Esta última viatura foi adaptada com o trabalho dos bombeiros destacando-se o ajudante de comando António Filipe, José Cândido de Figueiredo, os civis José Luís Oliveira Viegas e Pedro Melo Carvalho. Este grupo de homens, no seu tempo livre, fez a adaptação de várias viaturas cedidas pelo exército, nas oficinas do Sr. Regadas, no Bairro da Estação. Já anteriormente os bombeiros tinham adaptado chassis a depósitos e construídos autotanques como o Ford Canadá e os dois Mercedes.

ATP1 (Mercedes 710)

ATP2 (Mercedes 710)

No dia seis de junho entraram para o quadro como bombeiros de 3ª Classe, Alberto Manuel Viegas Batista, António Manuel Martins Portugal Regadas, Jaime Pereira Gonçalves, José Manuel Rodrigues Ferreira, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, Isidro Prata Ferreira, César Fernando Lima Branquinho, António José Coelho Pais, José Carlos Neves Fernandes, Joaquim Manuel Almeida Abranches Félix, Manuel João Miranda Rodrigues Coimbra, João Manuel da Costa Onofre, António Pedro Morais de Abreu, António José Mateus de Matos, Horácio Coelho Pais, João Onofre Leite da Silva, João Ferraz Severino e José dos Santos Costa, perante o júri constituído pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Mortágua, comandante Mário Emanuel Pais de Sousa e Manuel António Pereira.

Escola de 1982

Em outubro de 1982, o Sr. Eliseu António Dias, da Póvoa dos Mosqueiros foi considerado sócio benemérito, pela doação do veículo automóvel ligeiro, Wolkswagen 32 – VW Passat – GLD. Para além das doações individuais é registado em ata que a partir desta altura os Bombeiros passam a ter um subsídio permanente da Câmara Municipal no valor de 90.000$00.

Na assembleia de 30 de abril de 1983, o presidente António da Rocha e Carmo propôs como sócio honorário o Sr. Eliseu António Dias, da Póvoa dos Mosqueiros, pela oferta de uma viatura de comando. As contas de gerência referentes a 1982 foram aprovadas com um saldo positivo no valor de 841 533$80.

Os donativos vão-se sucedendo e António Borges de Matos, de Pinheiro de Ázere, ofereceu 1000 contos. A direção deliberou propor na Assembleia Geral o Sr. Borges de Matos para sócio Benemérito e colocar uma foto do referido sócio no salão nobre. Da Comissão de Angariação de Fundos de Elizabeth, Estados Unidos da América, foi recebida a verba de 367.428$60. António Lopes Ribeiro e o seu irmão Dulcídio Henriques Lopes Ribeiro ofereceram um motor para o móvel 8, Bedford da Corporação, cedido pelo exército. Em Setembro a direção decide enviar um ofício ao governo no sentido de processar o mesmo governo para que sejam enviadas a esta Associação os fundos aprovados para a construção do novo quartel. Foi adiado o cortejo de oferendas, previsto para esta fase de angariação de fundos, devido ao mau ano agrícola e à descapitalização da população. Foram cedidas à corporação pelo Exército Português e levantadas no depósito Geral de Material de Guerra, duas viaturas Mercedes e um Ford Canadá, bem como peças sobresselentes. Entretanto foram desbloqueadas as verbas para o prosseguimento das obras do quartel que estavam paradas. Em janeiro de 84, os representantes da Comissão de Festas de 1983, Sérgio Pereira de Andrade, António Agostinho de Castro Cunha e Elísio Manuel Morais Branquinho entregaram o produto das festas no valor de 863.234$20.

É aprovado um voto de pesar pela morte do padre Franklin Coimbra pela sua atividade pastoral nesta freguesia durante 26 anos, impulsionador da construção do Colégio Academus e do Centro Paroquial.

Foram pagos mil contos ao empreiteiro Atílio dos Santos Nunes, em função de auto de medição. O empreiteiro do quartel pede a revisão de preços e dos prazos de entrega da obra devido a uma série de fatores. Devido ao tesoureiro declarar “considerar-se tecnicamente impreparado para proceder em conformidade”, foi deliberado contactar um advogado para dar um parecer sobre o processo.

Na assembleia de abril de 1984, presidida pelo Dr. João António Fernandes Viegas e Costa foi posta a votação a conta de gerência que apresentava um saldo positivo de 4 760 055$90. Nesta assembleia é discutido um assunto pertinente. Por um lado o Presidente da Direção António da Rocha e Carmo coloca a possibilidade de venda do antigo quartel do Largo do Balcão de forma a fazer face às despesas com a construção do novo e ao atraso da comparticipação do estado, estando em falta a Associação relativamente ao empreiteiro; por outro lado o presidente da Assembleia, Dr. António Viegas e Costa questiona ”dado o seu passado histórico, será impossível o acabamento do novo quartel sem o sacrifício da velha sede?”. Na votação os sócios deram autorização à Direção para a possível venda do imóvel, facto que nunca vem a acontecer e que vai ser resolvido mais tarde através de um protocolo de reconstrução e utilização entre a Associação e a Câmara Municipal. Foi ainda aprovado por unanimidade a proclamação de sócio benemérito o Sr. António Borges de Matos, de Pinheiro de Ázere, com colocação de fotografia no Salão Nobre. Nesta Assembleia o comandante Engenheiro Mário Emanuel Pais de Sousa, chama a atenção para o equipamento de combate aos incêndios desgastado, tendo as viaturas no ano findo percorrido mais de dez mil quilómetros. A recuperação de viaturas atinge preços elevadíssimos, segundo as palavras do comandante.

A Direção reúne em setembro com o Empreiteiro Atílio dos Santos Nunes para discussão do metro cúbico do betão, visto que havia uma diferença entre a proposta do construtor e o preço calculado pela Direção de Equipamento de Viseu. Em março de 1985 são aprovadas alterações à planta inicial do quartel, particularmente o corpo B. É apresentado pelo empreiteiro, um orçamento de artigos e trabalhos não previstos.

É decidido adquirir à firma Salvador Caetano, IMVT-SARL, com sede em Vila Nova de Gaia, uma ambulância Marca Toyota, modelo Hiace, (VLH 51V), a gasóleo pelo preço de 1 360 670$90. É ainda decidido importar da República Federal Alemã, à firma AlbertZiegler uma viatura de combate a incêndios Ziegler TLF 8/18, por 5 144 940$00, composta por chassis marca Daimler Benz, tipo Unimog 1300 com bomba Ziegler montada na traseira, F/P 8/2, com cilindrada de 5675, cor vermelha, a gasóleo.

Na assembleia de junho de 1985 são reconduzidos os corpos gerentes para o triénio seguinte e são aprovadas as contas do ano anterior. A receita é de 23 097 088$70 sendo a despesa de 18 453 983$70, apresentando as contas um saldo positivo de 4 643 105$00. As contas são aprovadas por unanimidade após explicação detalhada do presidente da Direção, Rocha e Carmo. São números elevados, para a época, justificando-se aqui a sua referência. Números geridos por uma Direção coesa e competente, composta por elementos das mais diversas forças políticas e presidida por um homem que procurava sempre os consensos. Por outro lado, como ele refere numa entrevista ao semanário Defesa da Beira, “Não levamos as coisas a gume de espada nem corremos atrás de foguetes”. Ainda nesse mês é recebido um subsídio de 1 000 contos, da Inspeção Regional de Bombeiros, para aquisição de equipamento.

A reunião da Direção de 13 de novembro é presidida pelo Sr. Francisco Regadas, em virtude de o Presidente se encontrar internado no hospital em Viseu. Nesta reunião o empreiteiro, Sr. Atílio dos Santos Nunes, comunica que abandona a obra do quartel por falta de pagamento. A Direção reconhece a razão do empreiteiro e decide iniciar negociações para se encontrar a melhor solução para resolver o problema, não assumindo qualquer responsabilidade no assunto, tendo em conta que tal facto se deve a revisão de preços e ao prolongamento da obra. Decidiu entregar o processo ao advogado Canto Moniz, de Viseu, para resolver a situação. A Direção não aceitou um novo pedido do empreiteiro para a prorrogação de prazo de entrega da obra, por o empreiteiro não ter feito os trabalhos pedidos aquando da última prorrogação. Foi deliberado por unanimidade pagar ao bombeiro José Manuel de Matos Filipe, 8 000$00 mensais por exercer as funções de maqueiro noturno.

Na reunião de janeiro de 1986, presidida pelo presidente Sr. Rocha e Carmo é tomado conhecimento que sua Ex.ª o Secretário de Estado prorrogou o prazo de conclusão da obra do quartel por mais 197 dias, bem como o novo orçamento que atinge 57 000 000$00. Nestas reuniões da Direção estão presentes, o Comandante, Eng. Mário Emanuel Pais de Sousa o segundo comandante Professor Manuel António e o Adjunto do Corpo Ativo, Sr. António de Matos Filipe. O despacho do Sr. Secretário de Estado, surpreendeu todos os presentes, decidindo a Direção aguardar uma explicação do advogado. O Sr. Comandante do Corpo Ativo fez uma exposição sobre o funcionamento dos serviços da Associação e da necessidade de se proceder à sua reorganização. O assunto ficou para ser resolvido numa próxima reunião.

Em sessão ordinária de 18 de janeiro foi aprovado o orçamento para o ano de 1986, com a receita e a despesa a importarem 37 153 000$00. Quanto ao pessoal em serviço permanente foi decidido que o quarteleiro passaria a ser João Manuel Onofre Leite da Silva, o motorista, João Corveira Frias de Carvalho e como escriturário Elísio Manuel Morais Branquinho. Pelo segundo comandante Manuel António Marques Pereira foi comunicado que a reunião da Federação de Bombeiros de Viseu “será realizada no concelho de Santa Comba Dão, no dia 1 de março”.

No ano de 1986 a Direção decidiu não realizar as Festas da Vila.

No dia 30 de janeiro passaram a bombeiros de 2ª Classe, Aires Branquinho de Matos, Henrique Rodrigues da Costa, José Bonifácio de Jesus Morais, António Luís Rodrigues Mota, Joaquim Lemos Rodrigues de Sousa, Fernando Manuel Antunes Marques, e João Oliveira Morais, perante o júri constituído pelo comandante Mário Emanuel Pais de Sousa, o segundo comandante Manuel António Pereira e o ajudante de comando António Matos Filipe.

Em 13 de março fez prova para Chefe, Elísio Manuel Morais Branquinho. Foi promovido a subchefe António Manuel Alves Ferreira Batista.

No dia 6 de abril a ambulância Toyota sofreu um acidente quando regressava das comemorações do Centenário dos Bombeiros Voluntários em Viseu, ficando ferido o ajudante de comando António de Matos Filipe. No mesmo mês entrou ao serviço o autotanque Unimog, cujo carroçamento custou 1756 contos. Em maio, o tesoureiro da Direção informou a doação de 500 contos da Câmara Municipal para fazer face às despesas de arranjo do carro de comando e da ambulância sinistrada, esta última com custos no valor de 480 contos. A Câmara Municipal disponibilizou-se ainda, conforme as condições financeiras, do suporte com o encargo de instalação da baixada da energia elétrica para o novo quartel.

Na reunião de 26 de junho, a Direção decidiu solicitar ao Sr. David Pereira de Oliveira, a elaboração de uma medalha comemorativa de inauguração do Quartel. As obras do quartel estavam praticamente concluídas tendo a Associação uma dívida para com o Sr. Atílio dos Santos Nunes no valor de alguns milhares de contos. Decidiu a Associação emitir uma declaração de dívida no valor de 10 000 contos. De salientar que da comparticipação do estado, 80% do custo total, estava em falta um valor superior ao da referida declaração de dívida.

No ano de 1986 a Associação fez-se representar no Congresso Nacional de Bombeiros, em Cascais, pela fanfarra do Corpo Ativo, sendo o transporte e alimentação dos elementos participantes da responsabilidade da Câmara Municipal.


Brazão em bronze da autoria do escultor David de Oliveira.

Adquiriu-se à firma Araújo e Guedes, Lda. de Vila Nova de Gaia um baixo-relevo em forma de águia com as medidas de 1.30 metros por 1 metro para colocar na fachada do quartel. O gesso deste símbolo foi elaborado pelo Sr. David Pereira de Oliveira para o quartel de Vila Nova de Poiares. Solicitada a colaboração do Sr. David, este alterou o escudo da vila e a firma de Vila Nova de Gaia fez o bronze. Mais tarde os Bombeiros Voluntários de Mortágua irão utilizar o mesmo molde, após as alterações específicas, para o seu quartel.

A sete de dezembro passaram a bombeiros de 3ª classe, perante um júri nomeado pelo. Inspetor Regional de Bombeiros do Centro constituído pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, Adelino Coimbra Augusto, pelo comandante Mário Pais de Sousa e pelo 2º comandante Manuel António Pereira, Fernando Filipe dos Santos, José Manuel Gomes Marques dos Santos, João Manuel Correia Marques dos Santos, Francisco Manuel Mateus de Matos, Carlos Alberto Mateus Durães, Luís Carlos Leitão Almeida Santos e Delfim Manuel Amaral Correia.

Vista aérea do novo quartel

Em março de 1987 a Direção decidiu, caso o empreiteiro o permitisse, reunir no novo quartel todas as viaturas da Associação, por se encontrarem espalhadas por vários locais da vila e se aproximar uma nova época de incêndios. Nesta sequência a Direção decidiu nomear como quarteleiro com direito a residir na casa de habitação do quartel o chefe Elísio Manuel Branquinho tendo este, como contrapartida, estar disponível para qualquer serviço de apoio à Direção e ao Comando do Corpo Ativo. Em março de 1996 passou a exercer as funções de quarteleiro, com direito à residência, João Paulo da Mota Pais.

Na sessão de 1 de abril de 1987, o Comandante Engenheiro Mário Emanuel Pais de Sousa, pediu a demissão do cargo por não ter tempo para acompanhar o corpo ativo como desejaria, devido ao seu local de trabalho em Aveiro e deslocações ao estrangeiro. A Direção aceitou o pedido, contrariada, mas compreendendo a situação. Pediu ao Sr. Comandante que se mantivesse no cargo até à próxima Assembleia. Em 21 de maio a Direção decidiu propor para comandante do corpo ativo, o tesoureiro da Associação, Rui Manuel Prata dos Santos que aceitou o cargo, sendo proposto à Inspeção Regional de Bombeiros. Tomou posse no dia 17 de junho.

Comandante Rui Santos

Na assembleia geral, que decorreu em maio de 1988, o presidente Rocha e Carmo comunica o pedido de demissão do comandante, Engenheiro Mário Emanuel Pais de Sousa e propôs um voto de louvor por tudo quanto ele fez em prol da Associação e iria propor à Liga dos Bombeiros Portugueses a medalha de ouro de Serviços Distintos. Propôs ainda que fosse aclamado como Comandante Honorário da Associação com direito a fotografia no quartel sede. Todas as propostas foram aprovadas de pé com salva de palmas.

Entretanto a Câmara Municipal contratou um mecânico para estar a tempo inteiro no Quartel. Montou-se uma oficina auto com o material necessário. Adquiriram-se fardas de trabalho para todos os bombeiros à Firma Pereiramar, Lda., de Proença-a-Nova. Foi decidido ainda comprar farda de mescla para todos os bombeiros. Para fazer face a estas despesas o Sr. Comandante propôs que se fizessem duas operações de STOP, forma habitual de os automobilistas, a troco de um autocolante, darem uma contribuição monetária. Em setembro foi decidido adquirir um auto socorro médio, chassis marca Nissan, a que foi adaptado o material de desencarceramento, à Firma Pavidão, de Viseu, comparticipado em cerca de 80%, pela Inspeção Regional de Bombeiros e Centro.

Em setembro de 1988, em reunião da Direção, através do comandante do Corpo Ativo decidiu-se propor à Liga dos Bombeiros Portugueses louvar publicamente todos os seus elementos e condecorá-los segundo os Estatutos em vigor. Medalha de Ouro de 2ª Classe atribuída ao Comandante Honorário Mário Emanuel Hermann Pais de Sousa e ao Ajudante de Comando António de Matos Filipe. Medalha de Prata de 2ª Classe; Segundo Comandante, Manuel António Marques Pereira; Chefe, Elísio Manuel Morais Branquinho e ao bombeiro de 1ª classe do Quadro Honorário, Afonso Augusto de Oliveira. Medalha de Ouro de 3ª Classe, por serviço efetivo de 15 anos, bom comportamento e dedicação: Manuel António Marques Pereira, Elísio Manuel Morais Branquinho, José Tavares Baptista, Jorge Manuel Cordeiro de Oliveira, José Manuel Matos Filipe; João Ferreira da Costa, Delfim Pais e Matos e António José Gomes Batista. Medalha de Prata de 3ª Classe, pela assiduidade, bom comportamento ededicação: Manuel António Marques Pereira, Elísio Manuel Morais Branquinho, António Manuel Alves Ferreira Batista, José Tavares Batista, Jorge Manuel Cordeiro de Oliveira, José Manuel Matos Filipe, João Ferreira da Costa, Delfim Pais de Matos, José Manuel Nunes dos Santos, José Francisco Nunes Simões, Hélder Francisco Branquinho de Matos, António Gomes Cordeiro, Celestino dos Santos Lima, Joaquim Fernandes Pais da Costa, José Luís da Silva Dinis, Fernando Manuel Oliveira Morais, António Miguel Santos Pais, António José Gomes Batista,

António Lopes Ferreira Louro, Francisco Manuel Dias Matos Branquinho, Valdemar Mota da Costa e José Manuel Dias Mota da Costa. Medalhas de Cobre de 3ª Classe, por assiduidade, bom comportamento e dedicação: Rui Manuel Prata dos Santos, Manuel António Marques Pereira, António Manuel Alves Ferreira Batista, João Ferreira da Costa, Hélder Francisco Branquinho de Matos, António Gomes Cordeiro, Celestino dos Santos Lima, Joaquim Fernandes Pais da Costa, José Luís da Silva Dinis, Fernando Manuel Oliveira Morais, António Miguel Santos Pais, Aires Branquinho de Matos, Henrique Rodrigues Ferreira da Costa, José Bonifácio Jesus Morais, António Luís Rodrigues Tomaz Mota, António Lopes Ferreira Louro, Francisco Manuel Dias Matos Branquinho, Joaquim Lemos Rodrigues Sousa, Fernando Manuel Antunes Marques, João Oliveira Morais, Alberto Manuel Viegas Batista, Jaime Pereira Gonçalves, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, Isidro Prata Ferreira, César Fernando Lima Branquinho, António José Coelho, Joaquim Manuel Abranches Félix, Manuel João Miranda Dias Coimbra, João Manuel Costa Onofre, António Pedro Morais de Abreu, António José Mateus de Matos, Horácio Coelho Pais, João Manuel Onofre Leite da Silva, José dos Santos Costa, Valdemar Mota da Costa, José Manuel Dias Mota da Costa, Fernando Manuel Almeida Gonçalves, José Gomes Calisto, David Soares Corveira, Fernando Gonçalves Rodrigues, António Carlos Sousa Dinis, Francisco Jorge Ferreira Regadas, João Corveira Frias de Carvalho, António Joaquim Oliveira Pegado.

Medalha de Ouro de 2ª Classe, à Câmara Municipal de Santa Comba Dão pelo apoio financeiro que tem dado à Associação, cerca de 8000 contos.

Medalha de Prata de 2º Classe, ao Sr. António Borges e Matos pelo apoio dado à Associação de 1700 contos.

Em outubro foi aceite a proposta da Empresa Auto Sueco de Coimbra para o fornecimento de uma ambulância Volvo no valor de 3 850 contos. Esta viatura foi oferecida pela Câmara Municipal.

Finalmente e após a marcação de várias datas sucessivamente adiadas, o novo quartel sede, foi inaugurado no dia 8 de dezembro e lavrado um auto de inauguração. A inauguração foi amplamente divulgada na imprensa local, regional e nacional. Do conjunto das várias cerimónias realizadas, destaque para a missa dita pelo Bispo Coadjutor de Viseu, D. António Monteiro. A sessão solene foi presidida pelo Secretário Adjunto do Ministério da Administração Interna, Dr. José Branquinho de Oliveira Lobo. Presentes ainda o Governador Civil de Viseu, João Pedro de Barros, o representante da Federação de Bombeiros do distrito, o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Dr. Américo Borges, um representante do Serviço Nacional de Bombeiros e o Presidente da Câmara Municipal, Engenheiro Daniel dos Santos. O ponto alto das cerimónias foi o desfile das vinte corporações de Bombeiros Voluntários presentes perante a tribuna de honra erguida em frente à porta principal do novo quartel onde se encontravam todas as individualidades convidadas e a população de Santa Comba Dão que ocorreu com muita afluência.

Discurso do Sr. Secretário de Estado Dr. José Branquinho Lobo

Guarda de Honra ao Sr. Secretário de Estado

Assistentes na Sagrada Eucaristia.

Discurso do Presidente Rocha e Carmo

Para perpetuar o acontecimento foi encomendado o fornecimento de 300 medalhas comemorativas ao Sr. David de Oliveira, no valor de 155 contos. Foi pagaoutra fatura no valor de 42 contos à foto Ribeiro pela reportagem fotográfica. Estas fotografias encontram-se num álbum oferecido pelo referido fotógrafo.

O bar da antiga sede é mantido a funcionar pelo Sr. Jorge David da Silva até ao dia 30 de Junho, sendo o prazo irrevogável.

Na Assembleia de 26 de fevereiro de 1988 são reeleitos os mesmos corpos gerentes com uma ligeira alteração na direção, Rui Manuel Prata dos Santos deixa de ser tesoureiro e passa a vogal. Nas reuniões da Direção o cargo de tesoureiro passa a ser desempenhado pelo Sr. Modesto Alves Vieira.

Medalha Comemorativa da inauguração do quartel da autoria de David de Oliveira.

É adquirido material médico para as ambulâncias e um posto móvel de comunicações. Em 11 de junho de 1988, a viatura WG Passat esteve envolvida num acidente de viação, na Avenida da República, em Lisboa e do qual saiu ferido o Sr. Comandante.

A Inspeção Regional de Bombeiros do Centro subsidiou a entrega de uma viatura para o Comando Operacional no valor de cerca de 3700 contos. Essa viatura embora pertença da Inspeção Regional do Centro ficou registada em nome desta Associação, que suportará as

despesas inerentes ao seu funcionamento, sendo o combustível pago pelos serviços da Inspeção.

Na Assembleia de 29 de novembro de 1988 foram propostos e lidos pelo presidente da Assembleia Geral Dr. João António Fernandes Viegas e Costa os novos estatutos que foram aprovados por todos os sócios presentes.

Os novos estatutos de 1988.

Da relação do pessoal do corpo ativo enviada à Inspeção Regional de Bombeiros do Centro surge o Dr. António Pegado, médico, como ajudante de comando. Do quadro auxiliar faziam parte Valdemar Mota da Costa, maqueiro, José Manuel Mota da Costa, enfermeiro, Fernando Manuel Almeida Gonçalves, motorista, José Gomes Calisto e David Soares Corveira como maqueiros. Como motoristas Fernando Gonçalves Rodrigues, António Carlos Sousa Diniz, Francisco Jorge Regadas, João Frias de Carvalho, Manuel António Evangelista, Pedro Melo de Carvalho e António José Marques Corveira. No quadro honorário constavam o comandante Mário Ribeiro de Azevedo e o bombeiro de 1ª, Afonso Augusto de Oliveira.

O novo quartel com as viaturas.

No ano de 1989 foi deliberado adquirir um rádio telefone, marca Dancall, à firma Ferreira & Neto, Lda., no valor de 142 000$00. A Direção delega poderes no seu presidente para aceitar a doação dos Srs. Manuel do Patrocínio e esposa de seis prédios rústicos, nos limites de S. Miguel. A escritura foi apresentada à Direção no dia 17 de outubro. É adquirido um fogão para aquecimento da camarata e bar dos bombeiros, à firma Chama, de Mortágua, no valor de 152 850$00. A comissão de festas entregou um saldo positivo de 1 596 297$00, referente às Festas da Vila. Da Direção Geral do Património do Estado foi cedida a viatura Peugeot, FU-14-79, antiga viatura do INEM.

Nesta altura a Associação tinha seis funcionários: três motoristas, Henrique Rodrigues da Costa, António Luís Rodrigues Mota e João Onofre Leite da Silva; um maqueiro, José dos Santos Costa; uma empregada de limpeza, Maria Irene Batista e uma escriturária, Maria Luiza dos Santos de Jesus. Foi decidido em Janeiro de 1990, aumentar o vencimento dos funcionários devido ao aumento do custo de vida.

A sessão da direção de 10 de abril foi presidida pelo Vice presidente Sr. Francisco Regadas, devido a doença do Presidente Rocha e Carmo que veio a falecer a 14 de julho. A Direção decidiu prestar-lhe uma homenagem póstuma “pela forma plausível como serviu com muito aprumo, carinho e dedicação o exercício do seu cargo nos últimos quatro mandatos mas também pelos valiosos serviços que havia prestado como Secretário e Vice presidente da Direção”. A primeira referência ao Sr. António da Rocha e Carmo nas atas da Associação remonta ao ano de 1950, ano em que é eleito Secretário da Direção.

Em outubro foram preparadas as bodas de diamante da Associação que decorreram no dia 6 de novembro de 1990. Uma cerimónia simples: missa por todos os membros falecidos, o descerrar da fotografia do Sr. Rocha e Carmo na sede, com a presença dos familiares, e jantar interno de convívio. Foram ainda condecorados vários elementos do Corpo Ativo: Grau Ouro, Subchefe António Manuel Alves Ferreira Batista, José Manuel Nunes dos Santos, José Francisco Nunes Simões, Hélder Francisco Branquinho de Matos, António Gomes Cordeiro, Joaquim Fernandes Pais da Costa, José Luís da Silva Dinis, Fernando Manuel de Oliveira Morais, António Miguel dos Santos Pais, António Lopes Ferreira Louro e Valdemar Mota da Costa. Grau Prata: Comandante Rui Manuel Prata dos Santos, Aires Branquinho de Matos, Henrique Rodrigues Ferreira da Costa, José Bonifácio Jesus Morais, António Luís Rodrigues Mota, Joaquim Lemos Rodrigues de Sousa, João de Oliveira Morais, Carlos Manuel Soares, David Soares Corveira, Fernando Gonçalves Rodrigues, António Carlos Sousa Dinis e Francisco Jorge Ferreira Regadas. Grau Cobre: Fernando Filipe dos Santos, José Manuel Gomes Marques dos Santos, João Manuel Correia de Almeida, Francisco Manuel Mateus de Matos, Carlos Alberto Ferrão Durães, Luís Carlos Leitão Almeida Santos, Manuel António Gomes Evangelista, Pedro Melo de Carvalho e António José Marques Curveira.

NOVOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI: A MODERNIZAÇÃO

Na Assembleia de 28 de dezembro de 1990 são eleitos os corpos gerentes para o triénio seguinte mas da ata não constam os respetivos nomes. Nesta reunião é proposto pelo sócio Carlos Alberto Rodrigues Costa um voto de pesar pelo falecimento do Sr. António da Rocha e Carmo, tendo em conta que esta era a primeira assembleia após tal perda para a Associação. Esta ata foi redigida após intervenção do sócio Joaquim Almeida Félix que alerta para o artigo 36, nº 8, que regula a elaboração e votação da ata no final da Assembleia.

Na ata da Assembleia de 27 de março de 1991 depreende-se que na Assembleia anterior teria sido eleito o Dr. João António Viegas e Costa para presidente da Mesa, o Sr. Abel Coelho de Matos, para Vice-presidente, e para secretário o Sr. Dulcídio Lopes Ribeiro que se mantêm do mandato anterior. Como segundo secretário foi eleito Carlos Alberto Rodrigues Costa. Nesta Assembleia, tal como na anterior, não compareceu o presidente, sendo substituído pelo Sr. Abel de Matos. Tomou lugar na Mesa, como presidente da Direção o Sr. Professor Sérgio Manuel Morais da Costa. Pela consulta do livro de Auto de Posse dos Corpos Gerentes ficamos a saber os Corpos gerentes eleitos na Assembleia Geral de 28 de dezembro de 1990. Assim para além dos referidos anteriormente, foram eleitos para a Direção: Presidente, Professor Sérgio Manuel Morais da Costa; Vice-presidente, Francisco Jorge Ferreira Regadas; secretário, Hélder Maurício de Matos Gouveia; 2º secretário, Jorge Manuel Andrade Ferreira; tesoureiro, Modesto Alves Vieira; vogais e suplentes, Rui Manuel Prata dos Santos, Adão Marques da Costa, Serafim Paulo Santos Pires, Afonso Gomes Ferreira Viegas e Ana Maria Ferreira Antunes Ribeiro. Para o Conselho Fiscal, Presidente, Dr. António Maria de Oliveira Matos; Vice-presidente, Carlos Alberto da Silva Ribeiro; secretário relator, José Marques Duarte Cruz, e como suplentes Fernando dos Santos Magueta, e Ana Maria Alves de Oliveira Prata Ferreira.

Neste mesmo ano, em 1991, foi aprovado o novo Regulamento Interno do Corpo de Bombeiros pelo Serviço Nacional de Bombeiros.

No rés-do-chão do antigo quartel decorreu uma exposição fotográfica promovida pelo grupo Arcadas; em julho o mesmo espaço foi arrendado aos CTT, para que esta empresa procedesse a obras no seu edifício. Entretanto foi contratado um novo motorista, João de Oliveira Morais para substituir Henrique Rodrigues da Costa que se tinha demitido. A 30 de setembro é encerrado o bar da antiga sede e marcada a data de 5 de outubro para abertura do espaço social do novo quartel. A exploração do bar social passa a ser feita pelo bombeiro Alberto Viegas Batista.

Depois de consultadas duas firmas, a direção deliberou adquirir a ambulância Peugeot, modelo 505 BQRD pela quantia de 3 662 680$00. A Câmara Municipal contribuiu com um subsídio de 2 milhões de escudos. A exemplo dos anos anteriores foi feita a Festa “ Natal do Bombeiro” obrigando-se a Direção a adquirir brinquedos para os filhos dos bombeiros e contactar as empresas que normalmente faziam donativos.

No dia dois de março de 1992 entraram para o quadro como bombeiros de 3ª Classe, José Manuel Gomes Branquinho, Alberto Manuel Sousa Dinis, Luís Miguel Gonçalves, José Manuel Filipe Curveira, António João Campos Gomes, António Carlos Sousa Dinis, João Paulo Mota Pais, António José Onofre e João Augusto Branquinho de Matos. As provas foram prestadas perante um júri constituído por Joaquim Gaspar Barbosa, comandante dos Bombeiros Voluntários de Mortágua, pelo comandante Rui Santos e pelo 2º comandante Manuel António Pereira.

A 2 de abril, ainda não tinham sido liquidadas todas as obras que o empreiteiro Sr. Atílio dos Santos Nunes alegava e comprovava ter feito na construção do novo quartel, que ainda não tinha sido entregue e, através do seu advogado comunicava que não abdicava da dívida de 14 milhões de escudos. Estes números eram contrariados pela Direção e foi decidido que esta Associação iria fazer a sua contraproposta no valor de 12 milhões de escudos e fosse negociada a sua forma de liquidação. Em maio deste ano, o Presidente da Direção, Professor Sérgio Morais da Costa, juntamente com o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Orlando

Carvalho Mendes, reuniram com o Sr. Atílio dos Santos Nunes e acordaram que se pagasse 12 milhões e 500 mil escudos para saldar a dívida da Associação. A Câmara Municipal adiantou 9 milhões de escudos ficando o restante a cargo da Associação. Terminava desta forma a grande odisseia que foi a construção do novo quartel em que estiveram envolvidos quatro presidentes da Câmara Municipal, Lauro de Figueiredo Gonçalves, Engenheiro José Júlio dos Santos, Engenheiro Daniel Pedro dos Santos e o Dr. Orlando Mendes. Depois de encerradas as negociações o Sr. Atílio fez um donativo no valor de 500 mil escudos, reconhecendo a Direção tal generosidade.

A Direção, entretanto, não descurou o apetrechamento do Corpo Ativo de material e novos veículos para o combate a sinistros cada vez mais intensos devido ao abandono dos campos e à falta de limpeza da floresta.

A Associação recebeu um subsídio de 3 milhões de escudos para a aquisição de um pronto-socorro tipo PSH. Tendo em conta a necessidade deste tipo de veículo, a Direção pediu sete propostas a sete firmas diferentes.

Para fazer face às despesas correntes a Direção organizou um peditório anual e outras atividades. É de salientar que as Festas da Vila neste ano não foram organizadas pelos Bombeiros. Neste ano foi organizada uma campanha de angariação de fundos junto da Comunidade Portuguesa nos Estados Unidos da América. Destaca-se como grande impulsionador da iniciativa o Sr. Orlando, que reuniu a Comunidade dos Santacombadenses residentes em Newark.Realizou uma grande festa na qual estiveram presentes o Presidente da Direção, Professor Sérgio Costa e o Comandante Rui Santos.

Rui Santos, o Cônsul Português e o Presidente Sérgio Costa.
Na segunda foto o Presidente da Direção agradece ao Sr. Orlando.

Comunidade Portuguesa nos EUA, de Newark.

É ainda acordado com a Associação Arcadas a realização de eventos culturais, estatutariamente previstos, que renderam 211 600 escudos.

Em janeiro de 1993, a Direção tomou conhecimento, através do DEGAT, que a sua proposta de recuperação da sede antiga não tinha sido contemplada com qualquer subsídio e é encorajada a recandidatar-se neste novo ano. Relativamente à tabela de preços para prestação de serviços pelo Corpo de Bombeiros, alvo de atualizações anuais pela Direção, é decidido que esta Associação se passará a reger pela tabela em vigor a nível regional. Ficaram isentos os serviços prestados em jogos de futebol.

No dia 25 de janeiro houve uma sessão extraordinária da Direção com um ponto único: Aquisição de terreno para a instalação da pista do heliporto que servirá a Zona Operacional dos concelhos de Santa Comba Dão, Mortágua, Carregal do Sal e Tondela. Com autorização do Sr. Inspetor da zona, ficaram, o Sr. Comandante Rui Santos e a Direção, incumbidos de realizar as tarefas necessárias para aquisição de uns terrenos, situados no Pereiro, além da Ribeira, sendo a maior parcela adquirida por 3 milhões de escudos, a D. Maria Zélia Soares de Castro Branquinho, outra parcela propriedade de João Mendonça Gouveia da Costa Soares de Loureiro por 600 mil escudos e uma terceira parcela, propriedade do Sr. Francisco Mendonça Branquinho Gouveia que cedeu a mesma a título gratuito dado o fim altruísta a que se destinava. A proprietária D. Zélia Branquinho ofertou à Associação 2 milhões e 200 mil escudos e o Sr. João Mendonça Gouveia ofertou 200 mil escudos. A todos a Direção agradeceu a generosidade.

Em 18 de março de 1993 foi aprovada pela Direção a conta de gerência do ano de 1992, que apresentou um saldo disponível de 10 348 037 milhões de escudos, sendo a receita de 50 018 952 milhões de escudos e a despesa de 39 670 915 milhões de escudos. Excecionalmente, apresentámos os valores do orçamento deste ano apenas pela razão de ser aquele que envolve um número mais elevado de verbas. Naturalmente, todos os anos as contas de gerência eram aprovadas.

Em julho deste ano foi adquirida uma motobomba para o veículo GMC, à firma Jacinto Marques, por 750 mil escudos. À GMC foram adaptados outros elementos retirados da Camioneta Magirus.

A Inauguração da Helipista, (Heliporto), foi no dia 10 de julho. Não será demais realçar o papel que desempenhou o corpo ativo na construção desta importante infraestrutura. Os materiais foram oferecidos pela Câmara Municipale o Heliporto nasceu do trabalho dos bombeiros feito durante os fins-de-semana. As infra estruturas elétricas e canalizações de água foram feitas por técnicos camarários.

Cerimónia de bênção do Heliporto, pelo padre Ricardo.

Convite para inauguração do Heliporto.

Cerimónia de inauguração do Heliporto

A Comissão das Festas dos Bombeiros do ano de 1993 entregou à Direção a quantia de 793 557 escudos.
A 30 de dezembro tomaram posse os Corpos Sociais eleitos para o triénio 1994/1996 sendo a Assembleia Geral constituída pelo Presidente, Dr. João António Fernandes Viegas e Costa; Vice-presidente, Abel Coelho de Sousa Matos; 1º secretário, Dulcídio Henriques Lopes Ribeiro e 2º secretário Carlos Alberto Rodrigues Costa. Para a Direção tomaram posse como Presidente, Rui Manuel Prata dos Santos; Vice-presidente, Isidro Prata Ferreira; 1º secretário, Armindo Gonçalves Augusto; 2º secretário,Eng.º António de Carvalho Fernandes; tesoureiro, João Alberto de Carvalho Martins e como vogais, Albino Simões Pinto e João da Silva e Figueiredo. Como suplentes foram eleitos Ana Maria de Oliveira Prata Ferreira, Serafim Paulo dos Santos Ferreira Pires e Fernando dos Santos Magueta. Para o Conselho Fiscal tomou posse o Presidente Dr. António Maria de Oliveira Matos; Vice-presidente, Carlos Alberto da Silva Ribeiro; secretário. José Marques Duarte Cruz e como suplentes João Henrique da Costa Lima e Afonso Gomes Ferreira Viegas.

O Serviço Nacional de Bombeiros, em reunião realizada na Mealhada, informou o Sr. Comandante e Presidente da Direção, que foi atribuída a esta Associação uma viatura Pronto- socorro médio auto tanque, Mercedes Benz, no valor de 19 milhões, 603 mil e 500 escudos, pagando o SNB, 15 milhões de escudos e suportando a Associação a restante verba. A Direção aprovou por unanimidade a aquisição da viatura.

A 10 de janeiro de 1994 reuniu a nova Direção que definiu um plano para angariação de fundos através de um peditório concelhio, operação auto-stop e da organização atempada das festas da Vila. Ao mesmo tempo antevê-se uma reestruturação de todo o equipamento e parque de viaturas. Desde logo o carroçamento da Magirus 210, por Luís Alberto Martins de Figueiredo, de Cacia, Aveiro, no valor de 2 milhões 165 mil escudos. Decidiu ainda a venda para sucata da ambulância Citroen GH-88-12 a Violante & Filhos Lda., de Viseu. Foi adquirida uma viatura marca ISUZU, cor vermelha e carroçaria em madeira no valor de 3 milhões 550 mil escudos, para apoio de combustíveis a viaturas e helicópteros, a Joaquim Gaspar, de Mortágua. Procedeu à venda de viaturas abatidas para sucata: uma GMC; uma carrinha Volkswagen a andar; uma carrinha Volkswagen a peças; um Unimog a peças; um Bedford M8; um Ford Canadá, uma carrinha Citroen de matrícula luxemburguesa e a carroçaria de uma Magirus. Todo o material referido foi vendido por 230 mil escudos.

No âmbito do INEM, o enfermeiro da Associação, José Manuel Mota participou num curso de formação de formadores/ enfermeiros de Técnicas de Emergência Médica que decorreu em Lisboa. A finalidade era dotar a Escola Nacional de Bombeiros de técnicoscapazes para formar os bombeiros no Distrito de Viseu e Coimbra.

Foram adquiridos 6 casacos NOMEX III, de origem espanhola, com bandas refletoras pelo preço unitário de 57 645$00, à Firma Perfipresa.

Em fevereiro de 1995, o Comandante informou a Direção que depois de reunião do comando e chefias se mostrou necessário o aumento do quadro do corpo ativo de três para quatro secções, dado o avolumar dos serviços quer na sinistralidade quer nos fogos rurais e urbanos. A Direção concordou e decidiu solicitar superiormente o dito quadro. Neste ano, as festas deram um lucro de 2 950 000$00.

Na Assembleia Geral de 31 de março, a uma questão colocada pelo sócio Victor Correia Pinto, mais tarde reforçada pelo Presidente Dr. João Viegas e Costa, o Presidente da Câmara.

Municipal, Dr. Orlando Mendes, declarou que tinha todo o interesse nas obras de requalificação do Antigo Quartel, as quais iria propor ao Programa Comunitário, Lider II.

Participantes nas Cerimónias do 25 de Abril de 1995.

Na reunião de 20 de dezembro, o Comandante Rui Santos comunicou que em Santa Comba iria ficar estacionado um helicóptero, uma equipa constituída por um médico e um enfermeiro e ainda uma viatura de emergência médica para funcionarem entre os dias 22 de dezembro e 2 de janeiro. Esta medida era necessária devido ao número de acidentes, consequência do aumento de tráfego no IP3 na época natalícia e final de ano.

Em março de 1996, para aumentar a capacidade do Heliporto, foi deliberado adquirir parcelas de terreno ao Sr. José Mota da Costa, por 599 mil escudos, ao Sr. António João Batista por 1 milhão e 90 mil escudos e aos herdeiros de Luís Pastor, uma parcela no valor de 552 mil e 500 escudos.

Em maio deste ano a Direção decidiu dar um louvor ao motorista Fernando Gonçalves Rodrigues por motivo de ao longo dos anos ter servido esta Associação exemplarmente. Em junho foi adjudicada a obra de ampliação do Heliporto à Firma Benjamim Pais e António Martins Lda., por 6 455 500$00 tendo a sua inauguração ocorrido em 19 de setembro.

No dia 10 de janeiro de 1997, tomaram posse os Órgãos Sociais para o triénio 1997/1999, eleitos na Assembleia de 27 de dezembro de 1996. Para Presidente da Mesa Dr. António Fernandes Viegas e Costa; Vice-presidente, Abel Coelho de Sousa de Matos; 1º secretário, Dulcídio Henriques Lopes Ribeiro e 2º secretário Carlos Alberto Rodrigues Costa. Para a Direção tomaram posse o Presidente Rui Manuel Prata dos Santos; o Vice-presidente, Isidro Prata Ferreira; o 1º secretário, Armindo Gonçalves Augusto; o 2º secretário, Eng.º António Carvalho Fernandes; o tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins, os vogais, Albino Simões Pinto e João da Silva e Figueiredo e os suplentes Ana Maria Alves de Oliveira Prata Ferreira, Serafim Paulo dos Santos Ferreira Pires e Fernando dos Santos Magueta. Para o Conselho Fiscal tomaram posse o Presidente, Dr. António Maria de Oliveira Matos; Vice- presidente, Carlos Alberto da Silva Ribeiro, secretário José Marques Duarte Cruz e como suplentes João Henrique da Costa Lima e Afonso Gomes Ferreira Viegas.

No mesmo mês foi decidido pela Direção ceder à firma Joaquim Gaspar Lda., para desmanchar em peças, por 80 mil escudos, um jeep a Gasóleo, oferecido a esta Associação pelo exército. Como era hábito nas Direções presididas pelo Sr. Rui Santos, os funcionários tiveram um prémio de produtividade de 50 mil escudos.

Em fevereiro, a Direção decidiu não organizar as festas da vila, que se realizavam na parada do quartel, devido ao facto de os meios aéreos terem de ficar estacionados no Heliporto durante a época de incêndios. No mesmo local, na época de incêndios, funcionava um restaurante numa Berliet Tramagal adaptada para esse fim e cedida ao Serviço Nacional de Bombeiros. Este restaurante dava apoio às colunas de autotanques de outras corporações de Bombeiros, que se deslocavam da zona de Lisboa.

Para colmatar a falta de receitas pela não organização das Festas da Vila, a Câmara Municipal, em parceria com a ADICES, contratou um artista de renome para atuar no Estádio Dr. Estevão de Faria. A Associação ficaria com a exploração dos bares e as entradas.

Em março o Presidente da Direção informou ter sido abordado pelo Presidente da Câmara Municipal e pelo Coordenador do Desporto Escolar Concelhio que solicitaram a utilização do Ginásio para a implementação do Desporto Escolar no 1º Ciclo. Os alunos das escolas do 1º ciclo de Santa Comba já tinham utilizado o ginásio mas descurado na sua limpeza. O Presidente da Câmara, Dr. Orlando Mendes, propôs então que se contratasse uma senhora de Pinheiro de Ázere para proceder à limpeza do ginásio. A Direção deliberou ceder o ginásio às escolas pelo prazo de um ano e contratar a referida funcionária, cujo vencimento seria suportado pela Câmara Municipal. O ginásio, desde a inauguração do quartel tinha servido para nele funcionar um Clube de Karaté, no tempo da Direção do Sr. Professor Sérgio Costa, também subsidiado pela Câmara Municipal. Esse clube ainda funcionou com a Direção do Presidente Rui Santos.

Os finalistas da Escola Secundária utilizaram o espaço para fazer um baile mas as Direções da Associação eram muito criteriosas na utilização daquele espaço não permitindo a sua degradação pelo que estes eventos deixaram de aí ter lugar.

Em junho, não descurando a instrução do corpo ativo de forma a permitir a instalação de uma futura Base Permanente de Helicópteros, o Comando indicou um grupo de bombeiros para frequentar um Curso de j. p. s./ Comando helitransportado, que decorreu na base da Lousã e que dotou o corpo de bombeiros de conhecimentos para uma primeira intervenção no incêndio, colocando-os por via aérea no terreno.

Elísio Branquinho, José Costa, João Morais, Pedro Abreu, Alberto Batista,
(em baixo), Joaquim Sousa, Hélder Matos, João Leite, José Corveira, Aires Branquinho.

Em setembro foi adjudicado à empresa Frisomat a construção de um hangar para proteção do helicóptero, pelo preço de 888 mil escudos.

Em março de 1998 entraram para o quadro ativo como bombeiros de 3ª classe, Alfredo Manuel Oliveira Morais, Paulo Jorge Cordeiro Filipe, Pedro Miguel Costa Tavares Batista, Alexandre Filipe Costa Prata dos Santos, Luís João Prata Branquinho, Vítor Alexandre Martins Leitão, Pedro Miguel Pereira Gonçalves, Paulo João Marques de Oliveira, Luís Manuel Matos Branquinho, João António dos Santos Nunes, António Manuel Sousa Cordeiro e Rafael Tavares dos Santos Lima. Estes bombeiros receberam as insígnias na Assembleia Geral, no dia 31, na presença do Sr. Inspetor de Bombeiros do Centro, Engenheiro José Pedro Godinho Oliveira Lopes.

Na reunião de Direção, no mesmo mês, o Sr. Presidente da Direção, Rui Santos, apresentou dois protocolos para apreciação: Protocolo de funcionamento da Base Permanente de Helicópteros de Santa Comba Dão e o Protocolo para a utilização da viatura Unidade de Comando e transmissões. Ambos os protocolos foram ratificados pelos restantes membros da Direção. O Presidente informou ainda que da Inspeção Superior de Bombeiros foram efetivados contratos de trabalho de seis meses, renováveis, a cinco recuperadores salvadores e dois operadores de telecomunicações. A Direção ratificou os contratos assinados pelo Presidente. Estas três novas valências vêm dar uma nova e importante centralidade aos Bombeiros de Santa Comba Dão aumentando o seu raio de ação.

O Pólo Ecológico foi criado em 1998, quando decorria a Exposição Mundial, Expo 98. Cresceu com um apoio da ADICES e também com a sua acreditação. Entre o verde da relva, os chorões e a água, surgem algumas gaiolas onde estão várias espécies de animais, num cenário diferente dentro de um quartel de Bombeiros. Cangurus, cabras anãs, gamos, avestruzes, póneis, gansos, esquilos, pássaros exóticos, pombas, porcos da India, gansos, cisnes e muitos mais animais compõem aquele espaço que recebe diariamente dezenas de visitantes, na sua maioria crianças oriundas das várias escolas dos distritos de Viseu e Coimbra.

O tratamento de animais feridos também já aconteceu, com as pessoas a trazerem os animais, como foi o caso de um grifo, águias, um mocho entre outros que depois de tratados pelo veterinário e informado o Sepna, foram recolhidos e devolvidos à natureza por serem animais em extinção ou por não poderem estar no espaço. A alimentação dos animais foi assegurada pelos supermercados “Feirão” e “Intermarché” que disponibilizaram as frutas e hortaliças que não podiam ser comercializados, bem como pessoas anónimas que doaram os alimentos provenientes das suas hortas. A alimentação diferenciada para alguns animais é suportada pelos Bombeiros e por algumas empresas da região.

Em abril foi adquirida a viatura de material de desencarceramento à Firma Jacinto Marques de Oliveira, Lda. pelo valor de 13 milhões e 200 mil escudos, acrescido de IVA. Em junho foi comprado à Firma Joaquim Gaspar, Lda., um chassi para a Unidade de Logística e Alimentação pelo valor de 4 milhões e 500 mil escudos de acordo com a decisão do Inspetor Superior Dr. António Nunes. A Direção do Serviço Nacional de Bombeiros deliberou transferir a verba necessária. Foi ainda decidido adquirir uma viatura de Auto Comando, marca Mitsubishi Pagero 2.8 GL, sem ABS pelo montante de 4 milhões 480 mil escudos, fornecida pela firma Comércio de Automóveis Lda.

Durante este ano, no decurso da Expo 98, equipas de bombeiros fizeram prevenção aos principais itinerários que passam no concelho devido ao aumento de tráfego e fluxo de visitantes.

Equipa de Prevenção na Operação Expo 98 (IP3 e IC12)

Em outubro em reunião da Direção foi discutido um pedido do Sr. Presidente da Câmara Municipal, em face do acordo de geminação com a Namacha, localidade Moçambicana, para a cedência da Peugeot J7 e do Land Rover. A decisão da Direção foi favorável ficando o transporte a cargo da Câmara Municipal. Nesta mesma reunião foi deliberado contratar António Pedro Morais de Abreu como motorista de ligeiros.

Em novembro decidiu-se adquirir uma viatura médica de emergência, Rover 200 SDI Docklands pelo valor de 2 386 718$00, mais IVA, à Rover Portugal. Esta viatura foi equipada com uma ponte rotativa e um rádio. Este carro tinha como função apoiar a ambulância e atuar no pré hospitalar para o qual estavam preparados os tripulantes de ambulância que já tinham alguma preparação do INEM e pessoal médico do Centro de Saúde. Foi dos primeiros locais do país onde foi aplicada a atuação do pré hospitalar. O carro médico ficou dotado de um monitor desfibriladorLifepak 12, e aquisição de um DAE (Desfibrilador Automático Externo). Foi o primeiro Corpo de Bombeiros do país a dispor desse equipamento dando origem ao primeiro caso de sucesso em Portugal por desfibrilação automática externa, num acidente.

Escola de 1999.


Foi alargado o Quadro de Especialistas dos bombeiros com a inclusão de mais uma médica, a Dr.ª Ana Paula Gonçalves de Matos Durães Tomás.

Em seis de fevereiro teve lugar uma Assembleia Geral Extraordinária devido à renúncia dos respetivos membros da mesa. Estatutariamente deveria proceder-se a um ato eleitoral mas não surgiram candidaturas. Foi então decidido que deveria ser cooptado entre os sócios presentes, alguém com experiência na condução de reuniões, dedicação à coletividade e espírito de isenção. A escolha recaiu no sócio 1157, Manuel Augusto Cordeiro Costa, que passou a assumir as funções de Presidente da Assembleia Geral, até ao ato eletivo seguinte.

Em março de 1999 foi aprovada a conta de gerência do ano anterior que pela primeira vez ultrapassa os 100 milhões de escudos. Assim as contas apresentaram um saldo positivo, a transitar, no valor de 12 436 263$20, sendo a receita de 133 milhões 438 mil 438 escudos e 70 centavos; a despesa foi de 121 milhões 2 mil 175 escudos e 50 centavos. Os valores atingidos pelo orçamento anual merecem alguma apreciação. Utilizando o Relatório da Gerência do ano de 1999, nota-se um valor das receitas correntes no valor de 67 milhões 975 mil 102 escudos. Destes, cerca de 50 milhões de escudos, foram comparticipações do Serviço Nacional de Bombeiros, (receitas do Totobola, Grupo de Apoio Permanente, Grupo Especial de Intervenção, Grupo de Primeira Intervenção, Base Permanente e vencimentos de Recuperadores Salvadores e Operador de Rádio). As receitas restantes, 2 milhões de quotizações; cerca de 3,7 milhões da Câmara Municipal para a comparticipação de vários eventos; cerca de 7,7 milhões do serviço prestado pelas ambulâncias; cerca de 3,5 milhões do produto das jornadas e donativos. Acrescia 14,5 milhões de receitas de capital e 12,4 milhões transitado do ano anterior, correspondendo a um total de receitas no valor de cerca de 95 milhões de escudos. Da parte das despesas, cerca de 29 milhões foram para a remuneração de pessoal e 10 milhões para compensação a bombeiros por tempo perdido (GAP, Grupo de Primeira Intervenção e Grupos de Intervenção Permanente). Trabalho extraordinário, 1,268 milhão de escudos; Segurança Social, 5,5 milhões; aquisição de vestuário e fardamentos e alimentação de bombeiros em serviço, 2,4 milhões; transporte e comunicações, 4,6 milhões; combustíveis e lubrificantes, 4,3 milhões; seguros de viaturas, 1 milhão; reparação e conservação de material e viaturas, 1,5 milhão; encargos de instalações, 2 milhões e outras despesas menores. Quanto a despesas de capital, aparelhos, máquinas e equipamento, 6,8 milhões; aquisição de viaturas e material, 4,7 milhões; produtos adquiridos ao SNB, para a Unidade de Logística Alimentar, 4 milhões; mobiliário e equipamentos, 3 milhões; pintura da placa do heliporto e candeeiros, 1,5 milhão e instalação de serviços no quartel, 1,3 milhão de escudos. No final temos uma despesa a rondar os 92 milhões de escudos. Como se pode ver, o Serviço Nacional de Bombeiros foi, particularmente neste ano, sempre que havia aquisição de viaturas, e durante a manutenção da Base do Helicóptero, do INEM e dos recuperadores salvadores, a grande fonte de receitas. Mas eram também os serviços onde se fazia a maior parte da despesa, mormente as remunerações de pessoal especializado.

Em maio tiveram lugar em Santa Comba Dão as Primeiras Jornadas de Emergência pré hospitalares e evacuações secundárias organizadas pelos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão. O quadro de especialistas dos BV apresentou o tema “Uma emergência do pré hospitalar, no Interior”. Nesta altura a formação do Corpo Ativo na intervenção pré hospitalar era uma prioridade da Associação e do seu Quadro de Especialistas.

No ano de 1999 a Associação Humanitária dos Bombeiros de Santa Comba Dão envolve-se em missões humanitárias: na Turquia, com a participação do Dr. César Branquinho

e do Enfermeiro José Manuel Mota, pertencentes ao Quadro de Especialistas; em Timor Lorossae, com a participação dos bombeiros António Abreu, João Morais e Alberto Batista eemMoçambique através do Recuperador Pedro Silva.

Terramoto na Turquia

João Morais oferece a medalha dos BV de Santa Comba Dão a Xanana Gusmão.

Ainda neste ano um helicóptero Puma, da Força Aérea, utilizou o heliporto de Santa Comba, utilizado como escala pelo Primeiro-ministro António Guterres, que se deslocou à inauguração do aterro sanitário do Borralhal.


Primeiro-ministro António Guterres, Governador Civil de Viseu Luís Inês Vaz e Comandante Rui Santos.

Para o triénio 2000/2002 são eleitos para a Assembleia Geral, Manuel Augusto Cordeiro Costa, Presidente; Feliciano Ferreira de Sousa Lima, Vice-presidente; Elói Martins Ribeiro, 1º secretário e Sérgio Adelmo Prata Ferreira. O Conselho Fiscal mantém o Dr. António Maria Matos a Presidente, José Marques Duarte Cruz a Vice-presidente e João Henrique da Costa Lima, a secretário. Para a Direção, foi eleito Presidente, Rui Manuel Prata dos Santos, cargo que acumula com o de Comandante do Corpo Ativo; Vice-presidente, Engenheiro António Carvalho Fernandes; 1º secretário, Albino Simões Pinto; tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins e Fernando dos Santos Magueta, António Gomes Cordeiro e Afonso Gomes Viegas, como vogais.

Em fevereiro do ano 2000 foi adquirida a Auto Maca de Socorro, (ambulância) à firma Emergência 2000, pelo valor de 7 872 305$00.

A situação de inoperacionalidade do antigo quartel sede do Largo do Balcão levou a Direção a ratificar um protocolo, que data de 8 de março, entre a Associação e a Câmara Municipal para a sua recuperação. Assim, a Câmara Municipal, representada pelo seu Presidente, Dr. Orlando Mendes, obriga-se à efetivação da totalidade das obras projetadas, ao equipamento do rés-do-chão e 1º andar, um anfiteatro de 88 lugares e um Centro Multimédia, respetivamente. Obriga-se ainda aos encargos de água, eletricidade, aquecimento e telefones. O segundo Outorgante, representado pelo Sr. Presidente da Direção, Rui Santos, obriga-se a ceder ao Município a utilização em exclusivo do 1º andar, Centro Multimédia, e a ceder sempre que necessário o anfiteatro. Realizava-se desta forma o sonho alimentado pelo Dr. Viegas e Costa em não alienar a antiga sede, marco histórico da Associação.

Antigo Quartel, novo Auditório

Nesta mesma reunião foi decidida a reestruturação dos Quadros de Pessoal. Os funcionários tinham contratos individuais e a Direção decidiu adotar o Sistema Retributivo da Administração Pública – Administração Local. Todos os funcionários foram colocados no escalão 3. Foram abrangidos por esta medida os motoristas António Luís Rodrigues Tomás Mota, João Carlos Rodrigues de Jesus, João Manuel Onofre Leite da Silva, João de Oliveira Morais, Joaquim de Lemos Rodrigues de Sousa e António Pedro Morais de Abreu, motorista de ligeiros. José dos Santos Costa é reclassificado como telefonista, Maria Luísa Jesus foi reclassificada em assistente administrativa, Ana Paula Macedo Sousa foi posicionada como auxiliar dos serviços gerais.

Em junho é feita a aquisição da viatura, todo o terreno, pesada, para combate a fogos florestais à Firma Mosilma, de Sacavém, marca MAN tipo 17232 FAK 4×4, pelo montante de 4 900 000$00, acrescido de IVA.

Entretanto a Base Permanente de Helicópteros era reforçada com uma Auto Maca, adquirida à Iveco Portuguesa, de entre as que foram a concurso pelo Serviço Nacional de Bombeiros. A auto maca Iveco, modelo 35513 V/P custou 7 milhões 631 mil escudos.

O Quadro de Especialistas da Corporação participou, como palestrante, nas sétimas Jornadas de Emergência, em Algueirão, Mem Martins. Foi o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela Associação na área da saúde, onde interveio com o tema” Modelos Inovadores em Pré Hospitalar – Viatura rápida em Santa Comba Dão”. A aposta na Base Permanente de Helicópteros, no INEM e numa equipa de saúde da corporação competente e dinâmica começava a dar resultados, formada pelos médicos Dr. António Pegado, a Dr.ª Ana Paula Durães, o Dr. César Branquinho, e ainda os enfermeiros José Manuel Mota, Manuel Cruz e Mónica Alves. Com a viatura de apoio médico e a formação dos elementos da Equipa Médica, os Bombeiros de Santa Comba estavam preparados para responder 24 horas por dia na prestação de Emergência pré hospitalar tanto na doença súbita como em acidentes.

O helicóptero sedeado no Heliporto de Santa Comba esteve envolvido em várias missões inter-hospitalares e de salvamento das quais se destacam uma busca noturna na Figueira da Foz; o levantamento da extensão do derrame do cargueiro chinês “Coral Bulker” ao largo de Viana do Castelo; o salvamento dos tripulantes do arrastão “Às de Leirosa” que se estava a afundar ao largo da costa de Esposende tendo retirado cinco pescadores, sendo os

restantes resgatados por um helicóptero espanhol. Esta última missão mereceu a apreciação da Inspeção Superior de Bombeiros.

O Dr. César Branquinho e o Enfermeiro José Manuel Mota receberam um louvor do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil em 14 de setembro pelo papel desempenhado na Ação Humanitária na Turquia.

Em 19 de novembro, foram agraciados com a medalha de cobre, por coragem e abnegação os Chefes Dr. César Fernando Lima Branquinho, o Enfermeiro José Manuel Dias Mota da Costa e os bombeiros Alberto Viegas Batista, António Pedro Morais de Abreu, João de Oliveira Morais e Pedro Silva. Este reconhecimento foi devido ao trabalho desenvolvido pelos elementos referidos nas missões humanitárias de 1999. Neste mês de abril o Enfermeiro José Manuel Mota e o Dr. António Pegado participaram nas sétimas jornadas Nacionais de Emergência de Algueirão Mem Martins com o tema “ Modelos Inovadores em Pré Hospitalar”.


Elementos que participaram nas ações humanitárias e o Comandante Rui Santos.

Durante este ano procedeu-se a obras de remodelação e equipamento do Bar Social, pela firma Bafel. Estas obras permitiam dotar o bar de outras condições, tendo em conta que o responsável Alberto Batista, por razões particulares, iria deixar essa função. Após a efetuação das obras a Direção abriu um concurso para a concessão de exploração do bar que foi dado ao proponente Sr. António de Sousa Braga e esposa, que se comprometeram a pagar uma mensalidade de 60 mil escudos.

Em abril o INEM procedeu à troca da sua automaca tendo sido benzida pelo reverendo padre Ricardo.

Em 5 de maio decorreu o I encontro de Fanfarras em Santa Comba Dão organizado pela Associação. Participaram as fanfarras de Abrantes, Amadora, Caldas da Raínha, Carregal do Sal, Celorico da Beira, Lagares da Beira, Nelas, Penacova, São Romão, Seia, Tábua e a de Santa Comba Dão, totalizando cerca de 600 executantes.

O carroçamento, do Pronto-socorro florestal MAN no chassis adquirido, foi entregue à firma Jacinto Marques de Oliveira, Lda., de Esmoriz, pelo preço de 5 milhões e duzentos mil escudos. Para as obras e aquisição da viatura, foi pedido um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos sendo a Direção solidária com o Presidente e Tesoureiro na contratação do empréstimo.

No mês de agosto a Direção tomou um parecer favorável à nomeação do seu presidente e comandante da Corpo Ativo, Rui Santos, para comandante do Sector Operacional do Distrito de Viseu, oficiando nesse sentido o Sr. Inspetor de Bombeiros distrital que tinha feito a proposta.

Em setembro, no dia 12, a Direção deliberou por unanimidade, exceção do presidente por se encontrar ausente no momento da votação, reconduzir o Comandante do Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Rui Manuel Prata dos Santos. Da mesma forma e com os mesmos preceitos foi reconduzido o 2º Comandante Manuel António Marques Pereira e o Adjunto de comando António Manuel Alves Ferreira Batista. Estas deliberações foram enviadas para homologação ao Sr. Inspetor Distrital. Nesta mesma reunião a Direção decidiu louvar publicamente o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. Orlando Fernandes de Carvalho Mendes, propondo a atribuição da Medalha de Serviços Distintos, mercê do seu empenho ao serviço dos Bombeiros, nos anos em que esteve à frente do destino da Autarquia. Os serviços para a Associação foram muitos e traduziram-se, ainda na Direção do Professor Sérgio Morais da Costa, na atribuição de um subsídio de nove mil contos para o pagamento final das obras de construção do quartel; o destacamento de dois motoristas para o Serviço de Emergência e mais tarde o pagamento de mais dois funcionários para o mesmo serviço; mudança do heliporto para a margem direita da ribeira; ampliação do heliporto; construção de infra estruturas elétricas e hangar de helicópteros, segundo projeto aprovado pala ANA (Aeroportos e Navegação Aérea); dádiva de todos os materiais necessários ao arranjo dos jardins exteriores, incluindo um mini Zoológico, que ainda hoje delicia as crianças das escolas que visitam os Bombeiros Voluntários; inclusão no Plano Diretor Municipal das servidões aeronáuticas ao heliporto; subsídio para a aquisição da viatura rápida de Emergência Médica; subsídio para o equipamento total, em termos de instrumentos, da fanfarra; subsídio para a cabina dupla do pronto Socorro Florestal e seu total carroçamento; reconstrução e remodelação do antigo quartel cujos trabalhos se elevaram ao montante de cem mil contos.

No ano de 2001, a 16 de janeiro, concluíram as provas de exame para bombeiros de 1ª Classe, Aires Branquinho de Matos, Joaquim Lemos Rodrigues de Sousa, João Oliveira Morais, António Luís Rodrigues Tomás Mota, Fernando Manuel de Oliveira Morais e Fernando Manuel Antunes Marques. No mesmo dia passaram a bombeiros de 2ª Classe, Alberto Manuel Viegas Batista, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, João Manuel Onofre Leite da Silva, António Pedro Morais de Abreu, José Manuel Gomes Branquinho, António Carlos Sousa Dinis, Pedro Miguel Costa Tavares Batista, Luís João Prata Branquinho e João António dos Santos Nunes.

Este ano de 2001 ficou marcado pelo acidente de um autocarro no nó do Vimieiro do qual resultaram 14 mortos e vários feridos graves e ligeiros. Os Bombeiros atuaram com rapidez e eficácia, mas pouco se pode fazer quando o cenário é brutal. Todas as ambulâncias, serviços do INEM e material de desencarceramento foram rapidamente utilizados.

No mês de outubro, o comandante decidiu propor ao Sr. Inspetor Distrital de Bombeiros a equiparação a adjuntos de comando, o Quadro de Saúde constituído pelos Chefes de Equipa Médica, Dr. António Pegado, a Dr.ª. Ana Paula Durães Tomás e o Dr. César Fernando Lima Branquinho; Chefes de Equipa, os enfermeiros José Manuel Dias Mota da Costa, Manuel António Duarte Cruz e Mónica Isabel Lopes Alves, tendo a Direção tomado conhecimento.

De 1 a 4 de novembro realizaram-se as oitavas Jornadas Nacionais de Emergência organizadas pelos Voluntários do Algueirão, Mem Martins, nas quais participaram os elementos do Quadro de Especialistas dos BV de Santa Comba. O trabalho apresentado foi, ”

Abordagem de Multivítimas em situação de catástrofe. Do local do acidente ao bloco operatório.” Foi defendida pelo Dr. Victor Almeida, Dr. António Pegado, Dr.ª Alexandra Guedes, Dr.ª Ana Albuquerque e o enfermeiro Rui Tinoco. Na apresentação de temas livres foi ainda apresentado outro trabalho da autoria do Dr. Victor Almeida e do Enfermeiro José Carlos Nelas que abordou de uma forma simples o 1º ano de serviço noturno do helicóptero de emergência médica mais conhecido por Hotel 2. Este trabalho revelava-se de extrema importância tendo em conta que apresentava uma iniciativa pioneira, com ótimos resultados em termos de eficácia.

Em fevereiro de 2002 foi atribuído um subsídio pelo Serviço Nacional de Bombeiros, no valor de 72 425 euros e 45 cêntimos, como comparticipação para a aquisição de um Pronto Socorro Florestal, a carroçar por Jacinto Marques de Oliveira, de Esmoriz. Após os contactos do Presidente da Direção o veículo, MAN 10225 LEAK EURO, 3, é adquirido pelo preço de 92 mil e 300 euros, mais IVA.

Neste ano o Quadro de Especialistas e auxiliares era composto por 4 médicos, 4 enfermeiros, 2 motoristas de ligeiros, 4 motoristas de pesados, 4 maqueiros, 3 operadores de Central, 8 cadetes, 20 aspirantes e 4 músicos.

A 13 de março a conta de gerência foi aprovada e enviada para parecer ao Conselho Fiscal, para aprovação da Assembleia Geral. Nesta reunião da Direção, decidiram solicitar propostas com vista à contração de um empréstimo para o pagamento dos 20% para a construção da cabine dupla do PSF 04, (ZE), no valor de 22 460 euros. O empréstimo foi feito pela Caixa Geral de Depósitos por ter apresentado a melhor proposta. Os membros da Direçãocorresponsabilizaram-se como fiadores do empréstimo.

As três ambulâncias Mercedes que haviam sido fornecidas pela firma Ferreira e Filhos Lda, do Cartaxo, serão reparadas naquela empresa, de forma faseada. Foi decidido proceder à reparação da Auto-Maca Socorro Iveco, que tinha sofrido um acidente e tornava-se urgente a sua reparação. A Direção decidiu ainda notificar o concessionário do bar para proceder ao pagamento das rendas em atraso, dando um prazo de 15 dias para o efeito.

Em maio, no dia 20, foram promovidos a Bombeiro de 3ª classe, João António Durães Tomás, João Alexandre Nunes Soares, Luís Filipe Lima Pinto, José Manuel do Carmo Borges e Nuno Rodrigo Almeida Gomes da Cruz.

Foi adquirido um barco de socorro, à Firma Zarco Barcoeste Portugal por 13 mil e 400 euros e uma moto de água à Firma Mosac-comércio e importação de veículos, Lda, por 11 581,68 euros. O barco foi subsidiado na totalidade pelo SNB e a Moto de água foi oferecida pela Dierre Ibérica e Helisul. Foi transformada para efeitos de legalização a viatura Unimog VFCI-04 matrícula ZE-53-15.

Veículo de Intervenção Médica usado na intervenção pré hospitalar.


UNIMOG VFCI – 04

As três novas viaturas foram benzidas pelo Sr. Padre Ricardo no dia 14 de junho. Ao nível de reforço dos recursos humanos foi decidido a abertura de uma nova escola de aspirantes. Foram também adquiridos casacos de abafo vermelhos para todo o corpo ativo.

Em julho, o Serviço Helitransporte Noturno, celebrou o 2º aniversário, contabilizando duzentas missões e mais de mil horas de voo. Nasceu de um acordo entre o Serviço Nacional de Bombeiros (SNB) e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com vista a rentabilizar os diversos recursos humanos e materiais existentes na base de helicópteros da nossa cidade e proporcionar melhores cuidados de saúde aos cidadãos. No mesmo mês o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna visitou a Base Permanente de Helicópteros. Em outubro foi a vez de o Secretário de Estado da Saúde Carlos Martins fazer uma visita surpresa à Base Permanente de Helicópteros de Santa Comba.

A 28 de outubro foi aprovado um novo regulamento Interno pela Direção e enviado para aprovação do Serviço Nacional de Bombeiros.

Na Assembleia Geral de 21 de dezembro de 2002, foram eleitos os órgãos sociais para o triénio 2003/2005. Foi eleito Presidente da Mesa Geral, Manuel Augusto Cordeiro Costa, Vice-presidente, Feliciano Ferreira Sousa Lima, 1º secretário Elói Martins Ribeiro e 2º secretário Sérgio Adelmo Prata Ferreira. Para a Direção foi eleito Presidente Rui Manuel Prata dos Santos, Vice-presidente, António Carvalho Fernandes, 1º secretário João José Cerveira Amaral Coelho Lopes, 2º secretário Albino Simões Pinto, tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins e para vogais João Silva Figueiredo e Afonso Gomes Ferreira Viegas. Para suplentes foram eleitos Serafim Paulo Ferreira Pires e António Gomes Cordeiro. Para o Conselho Fiscal foi eleito Presidente o Dr. António Maria Oliveira Matos, Vice-presidente, José Marques Duarte Cruz, secretário João Henriques Costa Lima e como suplentes José Curveira Durães e Joaquim Ferreira Dinis.

Em janeiro de 2003 teve lugar uma rescisão amigável entre a Direção e o concessionário do Bar-social-restaurante. A Direção aceitou a proposta do concessionário em pagar a dívida com as benfeitorias feitas, nomeadamente a aquisição de um frigorífico, arca congeladora, máquina de lavar louça e um grelhador.

No mesmo ano o bar social estava portanto sem funcionar. Por essa razão a Direção decidiu abrir um concurso externo para a sua exploração e a elaboração de um caderno de encargos. Houve uma proposta, findo o prazo estabelecido e o seu proponente foi Aníbal Constantino Eichman e esposa Maria Isabel Ferreira Eichman. Entre a Direção e os proponentes foi elaborado um contrato de exploração.

Entretanto fizeram provas para subchefe, a 27 de janeiro, em Cabanas de Viriato, os bombeiros de 1ª Classe José de Oliveira Morais, Aires Branquinho de Matos e Joaquim Lemos Rodrigues de Sousa. Estes novos elementos do corpo de comando iniciaram de imediato a instrução à nova escola.

Em 24 de fevereiro o Enfermeiro José Manuel Mota integrou a equipa de ajuda humanitária enviada pelo Serviço Nacional de Bombeiros a Marrocos junto à fronteira com a Argélia pelo facto de ali ter ocorrido um sismo de grandes proporções. Membro do Quadro de Saúde da Associação, foi integrado nesta operação, na equipa dos Sapadores Bombeiros de Lisboa.

No ano de 2003, foram promovidos a subchefe, João de Oliveira Morais, a bombeiros de 1ª classe, Pedro Miguel Costa Tavares Batista, João António dos Santos Nunes, Alberto Manuel Viegas Batista, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, António Carlos Sousa Dinis,

António Pedro Morais de Abreu e João Manuel Onofre Leite da Silva, a bombeiros de 2ª classe, José Bonifácio Jesus Morais, Carlos Rodrigo Guerra Dinis, André Dinis Mota da Costa, Pedro Miguel Pereira Gonçalves, Jorge Augusto Antunes Batista, Patrícia Dinis Mota da Costa, Alexandre Costa Prata dos Santos, Luís Manuel Alves Matos Branquinho, Simão Manuel da Costa, Henrique Jorge Oliveira Nunes, Pedro Miguel Lopes Louro, a bombeiros de 3ª classe, Sérgio Alberto Gomes Cordeiro, Carla Cristina Jesus Coelho Pereira Figueiredo, Luís António de Jesus Coelho Figueiredo, António João Cordeiro de Matos,

Os quatro pumas dos polícias/bombeiros alemães.

Ao longo do ano realizaram-se várias atividades, sorteios, espetáculos de fados, um espetáculo com Fernando Rocha, para angariar verbas para a recuperação do M2, o velhinho Bedford. Tratou-se de uma iniciativa do Corpo Ativo e em boa hora o fizeram.

Foi adquirida à Santa Casa da Misericórdia uma carrinha Mitsubishi no montante de nove mil euros.

Foi decidido ampliar os balneários masculinos e a construção dos balneários femininos.

Os materiais foram fornecidos pela Câmara Municipal.

Em outubro de 2003 a Direção ofereceu a ambulância Peugeot aos Bombeiros Voluntários de Mortágua que tinha sido abatida ao serviço.

Aniversário dos bombeiros e inauguração da recuperação do M2 Bedford.

No dia de aniversário da Associação, foi agraciado com a medalha de Grau Ouro, Serviços Distintos, o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. Orlando Fernandes de Carvalho Mendes. Foram ainda agraciados os membros da Direção, com o Grau Prata, assiduidade, o Vice-presidente, António Carvalho Fernandes, o 2º Secretário, Albino Simões Pinto; o Tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins; o Vogal, João da Silva Figueiredo. Com a medalha de Grau Cobre, assiduidade, o Vice-presidente, António Carvalho Fernandes; o 2º Secretário, Albino Simões Pinto; o Tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins e o Vogal, João da Silva Figueiredo. Foram agraciados os membros do Quadro Ativo, com a medalha de Grau Ouro, o Comandante Rui Manuel Prata dos Santos, assiduidade 15 e 20 anos; o 2º Comandante, Manuel António Marques Pereira, assiduidade 20 anos, dedicação 25 anos; o Adjunto de Comando, António Manuel Alves Ferreira Batista, assiduidade 20 anos e dedicação 25 anos; equiparados a Adjunto de Comando, o Enfermeiro José Manuel Dias Mota da Costa, assiduidade 15 e 20 anos, dedicação 25 anos; Dr. António Joaquim Oliveira Pegado, assiduidade 15 e 20 anos; Dr. César Fernando Lima Branquinho, assiduidade 15 e 20 anos; o Chefe, Elísio Manuel Morais Branquinho, assiduidade 20 anos, dedicação 25 anos; os Subchefes, Aires Branquinho de Matos, assiduidade 15 e 20 anos, 25 anos por dedicação; João de Oliveira Morais, assiduidade 15 e 20 anos, dedicação 25 anos; Joaquim de Lemos Rodrigues de Sousa, assiduidade 15 e 20 anos, dedicação 25 anos; os bombeiros de 1ª Classe Alberto Manuel Viegas Batista, assiduidade 15, 20 e 25 anos; António Carlos Sousa Dinis, assiduidade 15 e 20

No dia do aniversário foram agraciados com as medalhas Grau Ouro o Presidente da Direção, Rui Manuel Prata dos Santos, assiduidade e dedicação 15, 20, 25 anos. Com a medalha de Grau Cobre os equiparados a Adjunto de Comando, Enfermeira Mónica Isabel Lopes Alves e o Enfermeiro Manuel António Alves Duarte Cruz; os bombeiros de 2ª Classe João Alexandre Nunes Soares e João António Durães Tomás.

No ano de 2005 foram promovidos a bombeiros de 2ª classe, João Henrique Ricardo dos Santos, Luís Miguel Costa Pais, Alexandre Costa Prata dos Santos e para bombeiros de 3ª classe, José dos Santos Costa, António José Mateus de Matos, António José Coelho Pais, Jaime Pereira Gonçalves e Luís Carlos Leitão Almeida Santos.

No dia 25 de abril a Câmara Municipal ofereceu uma autoescadaMagirus que foi apresentada à população após as cerimónias de comemoração desta data. Mais uma vez e como vem sendo hábito, os Bombeiros Voluntários participaram na guarda de honra ao hastear da bandeira, com o posterior desfile da fanfarra e do Corpo Ativo. No mês seguinte mais uma viatura entrou no parque dos bombeiros, um Auto tanque, Mercedes, com tanque inox com capacidade de 12 mil litros.

Auto Escada Magirus

Auto Tanque Mercedes

Agosto de 2005 foi um mês terrível na ocorrência de incêndios florestais. Portugal foi ajudado com meios aéreos vindos da Alemanha, Holanda, França, Itália e Espanha. No Centro de Meios Aéreos de Santa Comba ficaram estacionados quatro Pumas Bombardeiros alemães, SA 330, com autonomia de combustível de 90 minutos e um balde com capacidade de 1600 litros de água. Estes meios aéreos foram coordenados pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Rui Santos. O alemão Thomas Helbig mostrou-se admirado com a violência dos incêndios em Portugal, particularmente o incêndio que combateu em Miranda do Corvo. Normalmente, segundo as suas palavras, os alemães estão habituados a combater incêndios nos bosques dos Alpes Alemães, mas são incêndios de combustão lenta, nada que se compare ao que se passou em 2005 e no ano de 2003 nas florestas portuguesas. Se os alemães aprenderam a lidar com situações novas os portugueses aprenderam, espera-se com frutos para o futuro, a disciplina e a forma profissional como atuavam as equipas de polícias/bombeiros alemães. Os trinta elementos do Grupo de Aviação da Polícia Federal Alemã eram constituídos por doze pilotos e dezoito elementos ligados à logística.

Equipa de polícias//bombeiros alemães, em agosto de 2005.

No dia 6 de novembro de 2005 foram agraciados com a medalha Grau Ouro, o Comandante Rui Manuel Prata dos Santos, 25 anos, dedicação; os bombeiros de 1ª Classe António Carlos de Sousa Dinis, assiduidade, 25 anos; Pedro Miguel Tavares Batista, assiduidade, 15 anos, Luís João Prata Branquinho, assiduidade, 15 anos. O bombeiro de 2ª Classe José Manuel Gomes Branquinho, assiduidade, 15 anos. Os bombeiros de 3ª Classe, José Manuel Filipe Corveira, António José Carvalho Onofre, António João Campos Gomes, João Augusto Branquinho de Matos, José Carlos de Sousa Martins, assiduidade, 15 anos. Grau Prata, assiduidade, o bombeiro de 2ª Classe, Luís Miguel Costa Pais e Jorge Augusto Antunes Batista; Grau Cobre, assiduidade, o bombeiro de 3ª Classe, Miguel António Nunes Saiago; Quadro de Honra, o bombeiro Alexandre Filipe Morais Santos com a medalha Grau Prata.

A 28 de dezembro de 2005 foram eleitos os órgãos sociais, em Assembleia Geral, tendo sido eleito Presidente da Mesa Geral, Manuel Augusto Cordeiro Costa; Vice-presidente, Feliciano Ferreira Sousa Lima; 1º secretário Elói Martins Ribeiro e 2º secretário Sérgio Adelmo Prata Ferreira. Para a Direção foi eleito Presidente Rui Manuel Prata dos Santos; Vice- presidente, António Carvalho Fernandes; 1º secretário, Albino Simões Pinto; 2º secretário, João Silva Figueiredo; tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins e para vogais Fernando dos Santos Magueta e Afonso Gomes Ferreira Viegas. Para suplentes foram eleitos João Carlos Figueiredo Coelho, Eng. José Alexandre Canotilho Lage e António Gomes Cordeiro. Para o Conselho Fiscal foi eleito Presidente o Dr. António Maria Oliveira Matos; Vice-presidente, José Marques Duarte Cruz; secretário, João Henriques Costa Lima e como suplentes Luís António Leal Tavares e José Corveira Durães.

No ano de 2006 foram promovidos a Chefe, Joaquim Lemos Rodrigues Sousa, Aires Branquinho de Matos e João Oliveira Morais. Para Subchefe foram promovidos António Carlos Sousa Dinis, Alberto Manuel Viegas Batista, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, Luís João Prata Branquinho, António Pedro Morais de Abreu, Pedro Miguel Costa Tavares Batista e João António dos Santos Nunes. Para bombeiros de 1ª classe, Fernando Manuel Antunes Marques, Patrícia Dinis Mota da Costa, Pedro Miguel Lopes Louro, António Manuel da Costa Nunes Saiago, João Manuel Onofre Leite da Silva, Simão Manuel da Costa, André Dinis Mota da Costa, Jorge Augusto Antunes Batista, Victor Alexandre Martins Leitão, Manuel Luís Leitão Morais,

Luís José Viegas Gonçalves, João António Durães Tomás, Luís Filipe Lima Pinto, Hélder Francisco Branquinho de Matos, Carlos Rodrigo Guerra Dinis e João Alexandre Nunes Soares. Para bombeiros de 2ª classe João Artur Ferraz Gouveia, Ricardo Manuel Henriques dos Santos, Manuel António da Costa Nunes Saiago, César José Duarte dos Santos e António João Cordeiro de Matos. Para bombeiros de 3ª classe, Alexandre José Passos dos Santos, Tiago Miguel Viegas dos Santos, Bruno Filipe Duarte Meireles, Alexandra Isabel Martins Ferreira, João Manuel da Costa Soares, Joana Patrícia Oliveira Severino, Carla Sofia Ferreira Martins,

No dia 6 de novembro foram agraciados com a medalha Grau Ouro, por dedicação, os Subchefes, Alberto Manuel Viegas Batista, António Pedro Morais de Abreu e Hélder Manuel Batista Mota da Costa; os especialistas, Dr. António de Oliveira Pegado e o Dr. César Fernando Lima Branquinho. Grau Prata, o Subchefe João António dos Santos Nunes, os bombeiros de 1ª Classe, Manuel Luís Leitão Morais, Simão Manuel da Costa e Victor Alexandre Martins Leitão; os bombeiros de 2ª classe Paulo João Marques de Oliveira, Pedro Miguel Pereira Gonçalves; os bombeiros de 3ª Classe, Alfredo de Oliveira Morais e António Manuel Sousa Cordeiro. Grau Cobre, o Vogal da Direção, Fernando dos Santos Magueta; o bombeiro de 1ª Classe Luís Filipe Lima Pinto; os bombeiros de 2ª Classe, Nuno Rodrigo Almeida Gomes da Cruz e João Artur Ferraz Gouveia; os bombeiros de 3ª Classe, José Manuel Carmo Borges, Joaquim José Moura Rodrigues de Matos, Sérgio Alberto Gomes Cordeiro, Maria João Mota da Silva, Rui Pedro Morais Costa dos Santos, João Manuel da Costa Soares e Ana Paula Gonçalves Oliveira Batista.

A 25 de abril de 2007, passaram ao Quadro de Honra, o Segundo Comandante Manuel António Marques Pereira e o Adjunto António Manuel Alves Ferreira Batista.

O Segundo Comandante foi bombeiro ativo durante 32 anos. Foi condecorado por serviços distintos devido à sua perspicácia, em teatro de operações, quando identificou o conteúdo de um veículo de transportes perigosos sinistrado no entroncamento do Rojão Grande.

Em 24 de agosto o Presidente da Direção Rui Santos enviou um ofício ao Presidente da Assembleia Geral onde dá conta que por publicação do Decreto-lei 241/2007 de 21 de junho o Presidente da Direção não pode ser Comandante do Corpo ativo simultaneamente pelo que se disponibilizou para continuar como Comandante e propõe o Engenheiro António Fernandes para presidente da Direção. Esta situação está conforme os Estatutos pelo que o Presidente da Assembleia Geral Manuel Augusto Cordeiro Costa, em resposta de 26 de agosto, aceitou as propostas apresentadas pelo Comandante Rui Santos.

Em setembro de dois mil e sete, foi decidido celebrar contrato de trabalho, por um período de duração de um ano, com o bombeiro, Rui Pedro Leitão Morais, como motorista de ligeiros da Associação, para substituição do funcionário, João António dos Santos Nunes, que entretanto tinha pedido rescisão de contrato.

A Direção achou por bem legalizar os terrenos onde se encontra atualmente o heliporto, por compra aos herdeiros de Maria Zélia da Conceição Soares de Castro Branquinho, pelos seguintes valores: artigo 1731, € 93,00; artigo 1732, € 85,00; artigo 1734, € 190,00; artigo 1735, € 215,00. Foram conferidos plenos poderes ao Vice-Presidente da Direção, António de Carvalho Fernandes, para representar a Associação em todos os atos e repartições para o efeito e assinar todos os documentos e contratos. A Direção tomou conhecimento da listagem dos bombeiros desta Associação que prestaram provas de seleção e formação de acesso à Força Especial de Bombeiros.

Em outubro a Direção juntamente com o Comando debruçou-se sobre os preparativos a levar a cabo para a comemoração do 92º aniversário da Associação, tendo ficado decidido que seria celebrada uma missa, seguida de jantar convívio, como era hábito fazer-se anualmente. Foi também decidido conjuntamente pela Direção e Comando, iniciar o peditório anual. A Associação foi convidada para estar presente no dia três de novembro em Lisboa para o agradecimento público do encerramento da época de fogos florestais, tendo ficado decidido que a Associação se faria representar pelo seu Presidente. Foi também dado a conhecer uma convocatória para uma reunião da Federação, no dia dez de novembro, em Tabuaço. No dia dezoito deste mesmo mês foi discutido em reunião da Câmara Municipal a criação de uma taxa a suportar pelos munícipes, que serviria para comparticipar na parcela que o Município teria de ceder para a criação e pagamento das Equipas de Intervenção Permanente, conforme protocolo feito entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses. A Câmara ficou de incorporar essa taxa no orçamento do ano de 2008.

Em novembro mandou-se reparar a ambulância marca Mercedes-Benz, de matrícula 20-32-PJ, pelo valor de 7.829,85 euros, conforme orçamento solicitado à Finiclass 2002, e também a ambulância marca Mercedes-Benz, matrícula 62-72-GV, pelo valor de 7.923,27 euros, conforme orçamento pedido também à Finiclass 2002. Estes dois orçamentos foram os mais vantajosos em termos de preços e qualidade. Foram iniciados os preparativos para realizar a tradicional ceia de Natal no dia quinze de dezembro, ficando o Presidente da Direção e Comandante, de reunir com o grupo de Bombeiros que normalmente toma a seu encargo a organização da referida ceia, para ultimarem os últimos pormenores.

Na reunião de Câmara Municipal de 10 de dezembro é analisado um pedido de subsídio feito pela Comissão de Construção do Monumento ao Bombeiro. Aquela Comissão solicitou um subsídio à Câmara Municipal devido aos custos avultados, cerca de 60 mil euros, em que importaria o monumento selecionado pelo júri constituído pela referida Comissão. A Vereação decidiu aguardar pela verba conseguida pela Comissão e suportar a que estivesse em falta para atingir o valor orçamentado para a construção do Monumento ao Bombeiro. Esta comissão foi constituída após a iniciativa de António Morais, conhecido por “Tónio Manjerico”, que não chegou a ver a obra final. Também o Sr. Carlos Ribeiro, fotógrafo de profissão e aguerrido defensor da causa dos soldados da paz, membro assíduo dos órgãos sociais, se mostrou um forte impulsionador da iniciativa. Foram feitos peditórios por todas as freguesias do concelho mas a verba para custear o projeto aprovado pelo júri e pela comissão nunca foi atingida. Após vários contactos e desencontros entre a Comissão Promotora e a Câmara Municipal, o Presidente da Câmara Municipal, Eng.º. João Pais Lourenço, tomou a seu cargo a responsabilidade de erigir o Monumento, sendo o projeto elaborado pelos Serviços Técnicos da Câmara Municipal, com a coordenação do Arquiteto Gamito. Os mesmos serviços construíram o Monumento em homenagem aos Bombeiros na rotunda em frente do quartel. A verba conseguida pela Comissão promotora comparticipou na obra, suportando as custas com os materiais necessários sendo parte da mão-de-obra e estaleiro entregues a um empreiteiro local conforme acordo estabelecido entre a Comissão e a Câmara Municipal. Este monumento gerou alguma polémica, como é normal em todos os monumentos, mas não envolveu na sua construção, como é natural, qualquer estrutura diretiva da Associação. O Monumento aos Bombeiros é uma homenagem da comunidade ao trabalho abnegado e altruísta do Corpo de Bombeiros.

Em janeiro de 2008, a Direção decidiu celebrar contrato de trabalho, por um período de duração de três meses, com Sérgio Miguel Duarte de Oliveira e Pedro Miguel Pereira Gonçalves, como motoristas de ligeiros e pesados respetivamente, concretizando uma necessidade premente para tornar mais eficaz a capacidade de resposta da corporação. Foram ainda solicitadas propostas para aquisição de uma viatura para transporte de doentes, para a qual já havia sido feito o peditório do ano de 2007.

Em fevereiro foi dado cumprimento ao contrato de concessão do bar social, informando por escrito e nos termos legais, o arrendatário, Aníbal Constantino Reis Eichman e esposa Maria Isabel Morais Ferreira Eichman, que o mesmo cessava no prazo previsto no contrato, ou seja em 1 de abril de 2008.

O Presidente da Direção, propôs uma condecoração para o Comandante, Rui Manuel Prata dos Santos, pelos serviços prestados durante os últimos anos em que esteve no exercício das funções de Presidente da Direção.

Em março foram presentes à Direção três propostas para o fornecimento de oxigénio medicinal: da firma Air Liquide, da firma Linde e da firma Gasin. Após a sua análise adjudicou.se o referido fornecimento à firma Gasin pelo valor e condições da proposta, por ser a mais vantajosa em todos os aspetos. Foram apresentadas três propostas para aquisição da viatura de transporte de doentes: da firma Futurvida, da firma Emergência 2000 e da firma Renault (só chassi). Analisadas que foram as três propostas, decidiu-se adjudicar a sua aquisição à firma Futurvida, por ser a mais vantajosa para a Associação. Foi também apresentada à Direção um orçamento para a reparação da Toyota Hiace, matrícula 84-88-JG, da firma Joaquim Gaspar, Lda, pelo valor de 3.273,26 euros, tendo a Direção concedido plenos poderes ao Presidente para renegociar o referido orçamento ou encontrar uma solução mais vantajosa, já que considerou o mesmo demasiado elevado. O Presidente da Associação ficou ainda responsável pela celebração de um protocolo entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil, (ANPC), e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, para a contratação do bombeiro desta Associação, Joaquim José Moura Rodrigues de Matos, que integra a 2ª Companhia da Força Especial de Bombeiros. A Direção decidiu adjudicar a reparação dos portões do Hangar à firma Movadel, Lda., pelo valor de 1.725,00 euros e aprovou a Conta de Gerência referente ao ano de 2007 por unanimidade. No dia 31, em Assembleia Geral, o Presidente da Mesa informou que em 13 de agosto de 2007 tinha sido publicada a Lei 32/2007, sobre o Regime Jurídico das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários, onde se define que “aos titulares de Órgãos Sociais não é permitido o desempenho simultâneo de mais de um cargo na mesma Associação”. Apesar de a mesma lei permitir o prazo de dois anos para a adaptação dos Estatutos, o Presidente da Direção formalizou a sua saída como tal assumindo apenas a função de Comandante efetivada a 1 de setembro de 2007. De acordo com os Estatutos da Associação assumiu a presidência da Direção o Vice-presidente Engenheiro António Fernandes.

No mês de abril foram concedidos plenos poderes ao Presidente da Direção, António de Carvalho Fernandes e ao Tesoureiro, João Alberto de Figueiredo Martins, para negociar um empréstimo no valor de 40.000,00 euros e representar a Associação em todos os atos inerentes ao mesmo.

No dia 25 de abril de 2008 foram agraciados com a medalha Grau Ouro, Serviços distintos, o 2º Comandante, Manuel António Marques Pereira e o Adjunto de Comando, António Manuel Alves Ferreira Batista.

Foi adquirida uma tábua de massagens cardíacas pela proposta inicialmente apresentada e aceite pela Direção. Por proposta do Comandante, decidiu-se ratificar a constituição da Equipa de Intervenção Permanente, concedendo poderes ao Presidente da Direção para rubricar os respetivos contratos. De acordo com a proposta do Comandante, presente na reunião, a Direção nomeou por unanimidade e ao abrigo do Artigo 32º, alíneas b) e c) do Decreto-Lei 241/2007 de 21 de Junho, para os cargos de Segundo Comandante e Adjunto de Comando, respetivamente, os Subchefes, Hélder Manuel Batista Mota da Costa e António Pedro Morais Abreu. A Direção por unanimidade para os efeitos da alínea d), do mencionado Artigo 32º, decidiu submeter esta nomeação à homologação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, com o pedido de que os referidos elementos possam desde aquele momento exercer as suas funções, apesar de ainda não serem detentores dos cursos básicos de Comando, disponibilizando-se para a sua frequência e logo que convocados para tal. É consignado na referida deliberação que a proposta do Comandante, se dá como reproduzida na íntegra, ficando assinada por todos os membros da Direção. Na referida reunião foi aprovada uma minuta, para a deliberação ter efeitos imediatos.

A 11 de junho terminou a escola de formação fazendo exame para bombeiros de 3ªclasse, passando a fazer parte do corpo ativo, Rui Filipe Nunes Branquinho, Lúcia Teresa Ferreira Dias, António Marques da Costa, Hélder Francisco Benedito Graça, Marisa Joana Gomes Pereira Ramos, Márcio Fernandes Benedito, Joaquim Manuel de Oliveira Matos, Rodrigo Manuel Campos Simões, Cristina Isabel Cordeiro Tomás, Marco Paulo Gaspar Ramos de Abreu, Sérgio Miguel Duarte Oliveira, Sabrina Alves Lopes, Sandra Isabel Marques dos Santos, Flávio André da Costa Coelho, José Pedro Sousa da Costa, Nuno André Cordeiro de Sousa, Filipe José Ferreira Lopes e Bruno José Gomes Esteves.

No mesmo mês foi dado a conhecer pelo Presidente da Direção aos restantes elementos o orçamento pedido à firma Bafel, para as obras a executar no bar da Associação, tendo-se chegado à conclusão, que o mesmo era excessivamente elevado e como tal incomportável. Face a este facto, a Direção ficou a aguardar por uma candidatura a fundos comunitários e integrar estas obras numa reestruturação mais ampla a levar a cabo no quartel, sendo o Senhor Aníbal Constantino Reis Eichman e sua esposa D. Maria Isabel Morais Ferreira Eichman, informados da deliberação tomada pela Direção, sendo-lhes proposto um novo contrato nos mesmos moldes do anterior e pelo período de um ano.

No mês de julho foi estabelecido o valor ao km a cobrar a particulares passando a ser de 0,47 euros, a partir de 1 de agosto de 2008.

Em setembro foram avaliadas quatro propostas para o fornecimento de fatos Nomex, adquiridos com a receita angariada aquando da realização do último cicloturismo. Para além de duas provas de cicloturismo, o comando e o corpo ativo angariaram verbas organizando uma quermesse nas festas da cidade e uma feira da ladra. A Associação Cultural do Chamadouro também colaborou realizando um baile cuja receita reverteu para os Bombeiros Voluntários. Após a verificação por parte do Comando que todas as propostas estavam de acordo com as especificações europeias em vigor, foram concedidos poderes ao Presidente da Associação para negociar com as referidas firmas. Após vários contactos, alguns deles falhados em virtude das exigências por parte dos fornecedores, decidiu adjudicar o fornecimento de sessenta e cinco fatos completos e mais vinte e três calças à firma Vianas, pelo valor total de 38.630,00 euros, acrescido de IVA, por ser a mais vantajosa para a Associação. Por unanimidade, foi ainda adjudicada a cobertura do restante espaço por detrás da casa escola, à

firma Abiadvance, firma essa que já estava a cobrir parte do espaço por adjudicação da Câmara Municipal, pelo valor de 16.800,00 euros, acrescido de IVA, tendo a Associação entregue ao construtor no ato da adjudicação um cheque no valor de 5.000,00 euros.

A 22 de dezembro 2008, em Assembleia Geral, foram eleitos os órgãos sociais para o triénio 2009/2011. Para Presidente da Mesa da Assembleia foi eleito Manuel Augusto Cordeiro Costa; Vice-presidente, Feliciano Ferreira de Sousa Lima; 1º Secretário, Elói Martins Ribeiro e 2º Secretário, Sérgio Adelmo Prata Ferreira. Para a Direção foi eleito Presidente, António de Carvalho Fernandes; Vice-presidente, Albino Simões Pinto; tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins; 1º secretário, Fernando dos Santos Magueta; 2º secretário, João Carlos Alves Figueiredo Coelho e como vogais Afonso Gomes Ferreira Viegas e João Henriques Marques Corveira. Como suplentes foram eleitos o Eng. José Alexandre Canotilho Lage, António Gomes Cordeiro e João Pedro Antunes Almeida Costa. O Conselho Fiscal ficou constituído pelo Dr. António Maria Oliveira Matos, a Presidente; José Marques Duarte Cruz, a Vice-presidente e João Henriques da Costa Lima.a secretário. Para suplentes foram eleitos Luís António Leal Tavares e José Corveira Durães.

Em dezembro o Presidente da Direção apresentou o Orçamento Ordinário para o ano económico de dois mil e nove, o qual tanto nas receitas como nas despesas indicava a importância de 1.041.500.00 euros. A Direção aprovou, por unanimidade, o referido orçamento.

Em relação à cobertura da parada, junto da casa escola, adjudicada à firma Abiadvance, conforme o estabelecido a 25 de setembro de 2008, após várias tentativas feitas pelo Presidente da Direção no sentido de que as obras fossem iniciadas, as mesmas tornaram- se infrutíferas, visto que o gerente da firma nunca se encontrava nem atendia o telemóvel. Ficou o Presidente de fazer mais um esforço para o contactar e tentar resolver a situação.

A 9 de setembro de 2009 reuniu a Assembleia Geral com um ponto na ordem de trabalhos referente à revisão e aprovação dos Estatutos da Associação de forma a serem adequados às normas introduzidas pelo Decreto-lei nº. 32/2007.

Durante o ano de 2010 o Presidente da Direção manteve conversações com o Presidente da Câmara, relativamente aos subsídios a atribuir à Associação e o andamento do projeto de remodelação do quartel. Em setembro a Direção decidiu não continuar com as referidas conversações atendendo à situação financeira da Câmara. No entanto ficou lavrado em ata a promessa feita pelo Presidente da Câmara da comparticipação em metade do valor da obra do hangar a construir para o helicóptero do INEM, aquando da visita do Secretário de Estado da Saúde precisamente para tratar da permanência, ou não, do mesmo em Santa Comba Dão.

Entretanto o Corpo Ativo e a Fanfarra fizeram a Guarda de Honra ao Presidente da República Professor Cavaco Silva quando este se deslocou a Santa Comba para visitar o Pólo Educativo Norte, em 18 de outubro.

Guarda de Honra ao Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.

No dia 6 de novembro de 2010 foram agraciados com a medalha Grau Ouro, o Presidente da Direção, António Carvalho Fernandes, o Vice presidente da Direção, Albino Simões Pinto, o Tesoureiro da Direção, João Alberto Figueiredo Martins, os Subchefes, Pedro Miguel Costa Tavares Batista, Luís João Prata Branquinho, assiduidade 20 anos; o bombeiro de Classe, Jorge Augusto Antunes Batista; o bombeiro de Classe, José Manuel Filipe Corveira; assiduidade 20 anos, o bombeiro SN de 3ª Classe, João Rodrigues de Jesus. Com a medalha Grau Prata, o Secretário da Direção, Fernando dos Santos Magueta, os bombeiros de Classe, João Alexandre Nunes Soares, João António Durães Tomás, André Dinis Mota da Costa, António Manuel da Costa Nunes Saiago, Luís José Viegas Gonçalves, Patrícia Dinis Mota da Costa, Pedro Miguel Lopes Louro; os bombeiros de Classe, a Oficial Bombeira, Ana Paula Gonçalves Durães Tomás, Luís Miguel Costa Pais, Manuel António Alves Duarte Cruz. Com a medalha Grau Cobre, o Vogal da Direção, Afonso Gomes Viegas; os bombeiros de Classe, César José Duarte dos Santos, António João Cordeiro de Matos, Ricardo Manuel Henriques dos Santos, por assiduidade; os bombeiros de Classe Alexandra Isabel Martins Ferreira, Alexandre José Passos dos Santos, Carla Sofia Ferreira Martins, Bruno Filipe Duarte Meireles, Rui Pedro Leitão Morais, Tiago Miguel Viegas Santos, Cláudio Miguel Pardeval Zuzarte, Joana Patrícia Oliveira Severino, por assiduidade.

Em outubro de 2010, foram apresentados à Direção três orçamentos para a construção do hangar para o helicóptero do INEM. A adjudicação da referida obra ficou a cargo da firma Jacinto Marques de Oliveira, pelo valor de 48.500,00 euros, entendendo a Direção ser a mais vantajosa e a mais credível. Foi necessário, no entanto proceder a um empréstimo de 60.000,00 euros, junto da Caixa Geral de Depósitos, para o qual foram dados plenos poderes ao Presidente da Direção, Eng.º António Fernandes.

Em dezembro foi feita uma análise do andamento das obras da cobertura da área posterior à casa escola e face a uma possível alteração foi decidido manter o projeto.

A Direção abordou o problema do alojamento dos animais que constituem o mini zoo da Associação, já que se encontraavam numa situação um pouco degradante ficando de encontrar uma solução.

A publicação do despacho 19264/2010, veio alterar o funcionamento do SGTD (Sistema de Gestão do Transporte de Doentes), provocando implicações no funcionamento da Associação. Esta questão tem a ver com o facto de os doentes não urgentes terem de pagar o transporte em ambulâncias dos Bombeiros. O Presidente da Direção deu a conhecer as conclusões de uma reunião entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e os Presidentes das Federações do Continente, realizada em Pombal no dia oito de janeiro de 2011, ficando a aguardar a resposta da reunião com o Secretário de Estado marcada para o dia doze de janeiro.

Da análise feita à situação financeira da Associação, foi detetado que a conta corrente entre a Associação e a Câmara Municipal, tinha um débito de cerca de 51.000 euros, verba que tinha implicações diretas na gestão da Associação, já que esta contou sempre com a colaboração da Autarquia desde a sua fundação. Essa verba, não foi anulada ou revogada por qualquer das partes envolvidas. Os débitos de particulares à Associação, a partir de Julho de 2010 também eram um problema de difícil resolução tendo ficado decidido telefonar a todos os devedores e posteriormente, caso não pagassem, entregar a sua resolução a um advogado. Foi necessário proceder à elaboração de um contrato de empréstimo de 60.000 euros, por parte da Caixa Geral de Depósitos, por todos os elementos da Direção, cumprindo assim uma vontade expressa do tesoureiro da Associação, João Martins. Apesar das dificuldades de tesouraria foi mandatado o Presidente da Associação para negociar o chassis Mercedes Benz 1619, matrícula 76-11-HL, já que houve uma abordagem para a sua compra por parte do Eng.º Jacinto. Foi ainda decidido pagar 300 euros mensais à Santa Casa da Misericórdia, a partir do mês de fevereiro, pelo aluguer por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil de uma casa para os Recuperadores, mais a água, eletricidade e gás, mediante a apresentação de recibos por parte da Santa Casa. Toda esta verba foi transferida pela Associação Nacional de Proteção Civil para a Associação, por solicitação do Vice-Presidente, Dr. Gamito Carrilho. A situação financeira não melhorou, bem como a carência de ambulâncias para fazer face aos serviços marcados o que impedia a Associação de prestar um bom serviço aos utentes. Para colmatar a falta de pessoal foi renovado o contrato do motorista de ligeiros, Sérgio Miguel Duarte de Oliveira.

Em março o Presidente apresentou a conta de gerência, referente ao ano de 2010, que exposta aos Associados durante o prazo previsto nos estatutos, não sofreu qualquer reclamação. A Direção depois de minuciosamente a ter examinado, aprovou-a por unanimidade, sendo a receita total de 512.472,08 euros, uma despesa total de 463.889,09 euros, sendo o saldo que transitou para o ano de 2011, de 48.582,99 euros. O Presidente da Direção alertou para a situação financeira em que se encontrava a Associação e na inevitabilidade de se tomarem medidas a curto prazo. Após várias hipóteses equacionadas para tentar reduzir as despesas de funcionamento da Associação foram decididas de entre outras, as seguintes: reduzir ao mínimo a iluminação do heliporto e restante área do quartel; sensibilizar os mecânicos da EMA, para que não efetuassem manutenção à noite; reduzir a utilização dos aparelhos de ar condicionado e as emissões de televisão na sala de bombeiro, tendo sido mesmo equacionado suspender o contrato da TV Cabo; solicitar aos responsáveis da EMA uma reunião, para tratar do protocolo de utilização da base. Foi ainda feito o ponto da situação das conversações entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Ministério da Saúde, relativamente ao Regulamento Geral do Transporte de Doentes não urgentes em ambulância e à comparticipação do Estado.

Continuavam no entanto as dificuldades em fazer face às despesas de funcionamento da Instituição. Perante este cenário, foram equacionadas várias hipóteses para reduzir ainda mais as despesas, tendo a Direção chegado à conclusão que já não havia muita margem de manobra para tal. Perante tal facto, foi deliberado por unanimidade, solicitar uma reunião com o Presidente da Câmara Municipal, para em conjunto resolver a situação gravosa em que a Associação se encontrava. O Presidente da Direção manteve-se informado sobre o acordo entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Ministério da Saúde, relativamente ao Regulamento Geral do Transporte de Doentes não urgentes em ambulâncias, salientando o mesmo, que o acordo final traduziu uma atitude de justiça para com os Bombeiros.

Em junho de 2011 foi feita uma análise mais aprofundada às conclusões da reunião com o Presidente da Câmara Municipal acerca do financiamento da Associação. Face às dificuldades financeiras que a autarquia atravessava, foi considerado pela Direção assumir o vencimento a três funcionários, que no fundo é o repor da deliberação assumida pelo executivo anterior. Ficou também decidido, que a dívida da Câmara Municipal à Associação seria paga posteriormente de acordo com a disponibilidade de tesouraria da autarquia. Estas dificuldades não impediram de em setembro ter sido abordado o próximo ato eleitoral a realizar no mês de dezembro, para o triénio 2012/2014 e equacionada a possibilidade de recandidatura dos corpos gerentes em funções.

No mês de outubro a Direção reconduziu, Rui Manuel Prata dos Santos, como comandante do corpo de Bombeiros da Associação. Foi ainda alterado o preço por quilómetro no transporte de doentes particulares para 60 cêntimos com efeito a partir de 1 de janeiro de 2012. Os sócios com as quotas em dia, passaram a ter um desconto anual no transporte em ambulâncias, apenas até ao limite máximo de 5 vezes a sua quota anual.

Em novembro foi presente pelo Presidente o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2012, que após a sua discussão e análise, foi aprovado por unanimidade.

Na Assembleia Geral de 27 de dezembro, foram eleitos os órgãos sociais para o triénio 2012/2014. Para Presidente da Assembleia Geral foi eleito o Dr. João Duarte Boto Martins; Vice-presidente, Feliciano Ferreira de Sousa Lima; 1º secretário, Elói Martins Ribeiro e 2º secretário, Sérgio Prata Ferreira. Para a Direção foi eleito Presidente António de Carvalho Fernandes; Vice presidente Albino Simões Pinto; tesoureiro, João Alberto Figueiredo Martins; 1º secretário, Fernando dos Santos Magueta; 2º secretário João Carlos Alves Figueiredo Coelho e como vogais o Professor João Pedro Alves Almeida Costa e João Henriques Marques Corveira. Para Presidente do Conselho Fiscal foi eleito o Dr. António Maria Oliveira Matos; Vice-presidente, José Marques Duarte Cruz; secretário, João Henriques da Costa Lima e como suplentes Luís António Leal Tavares e José Corveira Durães.

Em janeiro de 2012 por proposta do Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o Governo concedeu ao comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Rui Manuel Prata dos Santos, através do Ministério da Administração Interna, a Medalha de Mérito de Proteção e Socorro, no grau Prata e distintivo Branco, por ter demonstrado ao longo de 14 anos em que desempenhou as funções de comandante da Base de Helicópteros em Serviço Permanente de Santa Comba Dão “extraordinário exemplo de dedicação, brio e competência contribuindo de forma notável para o cumprimento das missões de proteção e socorro, ao garantir a operacionalidade da mesma, 24 horas por dia, 365 dias por ano”. Foram realizadas mais de 3500 horas de voo a partir daquela base repartidas por missões no âmbito de combate aos incêndios florestais, busca e salvamento, evacuações aeromédicas e

transporte de órgãos, entre outras. A Base de Helicópteros em Serviço Permanente está instalada desde abril de 1998.

Rui Santos, Comandante da Base de Helicópteros de Santa Comba Dão.

Em reunião Camarária de 24 de janeiro presidida pelo Engenheiro João Pais Lourenço a vereação votou por unanimidade um louvor ao Comandante Rui Prata dos Santos no seguimento da condecoração referida anteriormente.

Em fevereiro do mesmo ano, foi dado um voto de louvor e reconhecimento ao comandante do Corpo de Bombeiros desta Associação, Comandante Rui Santos, pela condecoração de que foi alvo por despacho de Sua Ex.ª o Ministro da Administração Interna. A medalha de mérito de proteção e socorro, com que foi agraciado, visa atribuir reconhecimento público a pessoas que de uma forma abnegada e decisiva contribuem para o êxito das referidas operações, ajudando a minimizar os custos materiais e o sofrimento dos que são afetados por acidentes graves e catástrofes.

No mês de março, a conta de gerência, referente ao ano de 2011, apresentava uma receita total de 501.870,56 euros, uma despesa total de 490.796,59 euros, sendo o saldo que transitou para o ano de 2012 de 11.073,97 euros.

Em maio a Associação passou momentos graves de liquidez, face aos compromissos assumidos o que levou ao pagamento faseado aos elementos da Equipa de Intervenção Permanente no mês anterior.A Câmara Municipal assumiu compromissos, mormente a manutenção de funcionários camarários que exerciam funções na Associação, particularmente motoristas que deixaram de exercer funções nos Bombeiros Voluntários. Toda esta situação advém da grave situação económica do Município e que deixou de ter capacidades para apoiar os Bombeiros Voluntários como por certo seria sua vontade. De salientar que desde a década de 20 do século XX, tanto as Comissões Administrativas do Concelho como mais tarde as Vereações Municipais, sempre apoiaram, na medida das suas posses, o funcionamento da Associação dos Bombeiros Voluntários. No final da década de 40 do século XX, legislação do Governo de António Salazar proíbe o apoio monetário a qualquer tipo de Associativismo levando os Corpos de Bombeiros a realizarem as chamadas Festas dos Bombeiros. Porém, a situação no século XXI tomou outras proporções devido à legislação que coloca o Presidente da Câmara Municipal no topo da hierarquia local da Proteção Civil, da qual os Bombeiros são parte essencial.

De salientar que o Corpo Ativo nunca deixou de estar presente nas procissões da Semana Santa, levando os andores principais. Sempre estiveram presentes, envergando a farda de gala nas comemorações do 25 de Abril. Nunca deixaram de festejar o seu aniversário e realizar a festa de Natal para toda a família dos Bombeiros Voluntários. Para esta festa natalícia comparticipou o Sócio Benemérito, Joaquim Ferreira Lourenço, industrial de pastelaria, natural de Pesseguido, Couto do Mosteiro, que ofereceu, durante vários anos a todos os bombeiros um bolo-rei, bem como o pão para o almoço de Natal. Joaquim Ferreira Lourenço comparticipou ainda na aquisição de uma viatura.

Monumento aos Bombeiros de Santa Comba Dão, inaugurado em 2013.

Em março de 2013, o Presidente da Direção apresentou a conta de gerência, referente ao ano de 2012 com uma receita total de 401.166,80 euros, uma despesa total de 380.019,39 euros, sendo o saldo que transitou para o ano de 2013 de 21.147,41 euros. Se repararmos houve uma receita inferior de cerca de 100 mil euros, relativamente ao ano económico de 2011.

A 12 de novembro de 2013 a Câmara Municipal, presidida pelo Dr. Leonel José Antunes Gouveia, aprovou uma moção de apoio, reconhecimento, felicitação e agradecimento pela abnegação e trabalho das mulheres e dos homens da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão.

No Verão de 2013, na região centro do país ocorreram violentos incêndios florestais. A serra do Caramulo ardeu levando consigo a vida de quatro bombeiros, dois de Carregal do Sal, um do Estoril e outro de Alcabideche. As equipas dos bombeiros de Santa Comba estavam próximas das zonas fatídicas. Perdeu-se uma viatura pesada DAF, matrícula 46-63-DL, propriedade da Autoridade Nacional Proteção Civil, à guarda dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba.

Nas sucessivas reuniões da Direção, foram sempre abordadas as situações mais relevantes nomeadamente o problema financeiro/económico no ano de 2013 que a Associação atravessou. Algumas iniciativas conseguiram angariar alguns, poucos, fundos mas que não podem deixar de ser louvadas. A organização da atividade “Zumbathon” organizada a favor desta Associação pela APDEF, (Associação dos Professores de Educação Física de Santa

Comba Dão), entregou um cheque com a quantia de 2.000 euros. A iniciativa “1€ para os Bombeiros”, contabilizou a quantia de 3 220,71 euros. O saldo final dos donativos do “Monumento ao Bombeiro” foi de 1 862,92 euros, quantia que a Comissão Organizadora entregou como donativo à Associação.

A permanência de uma equipa de seis Recuperadores Salvadores permitiu, só em 2013 fazer 180 missões. Existe no país outra base de recuperadores, em Loulé. Cada uma das bases tem um helicóptero Kamov. A EMA, (Empresa de Meios Aéreos), é a empresa que gere os helicópteros e tem mais cinco que são ativados na época de incêndios. A Base Permanente de Santa Comba é também um dos locais de manutenção dos referidos aparelhos. O helicóptero Kamov está equipado com dois turbo propulsores cada um com 2200 Cv. Pode transportar até cinco mil quilos de carga, transporta até treze passageiros, atinge os 260 km/h de velocidade máxima e tem uma autonomia de 800 quilómetros sem depósitos auxiliares.

Os quatro Kamov, os Helicópteros do INEM e da ANPC, estacionados no Heliporto.

Das missões efetuadas destaque para o transporte de órgãos, o último dos quais um coração do Hospital de Faro para o Hospital de Coimbra em dezembro de 2013, resgate de um caçador na Serra da Lousã que tinha caído numa escarpa, em outubro do mesmo ano, evacuação médica em Covanca, Pampilhosa da Serra de um jovem com embolia pulmonar, em 22 de março; em dezembro de 2012 o salvamento de três pescadores de um barco que se afundou e em dezembro de 2011 um jovem que caiu das cataratas do Gavião e que foi transportado para o Hospital de Abrantes.

Força Especial de Bombeiros, FEB, em 2013 da Base Permanente de Santa Comba Dão.

Em fevereiro de 2014 realizou-se um simulacro de acidente ferroviário na estação de caminho-de-ferro de Santa Comba Dão, local onde durante mais de duas horas foram postos à prova os procedimentos e capacidade de resposta de aproximadamente uma centena de operacionais, apoiados por cerca de 3 dezenas de viaturas. A iniciativa foi da REFER e do Comando Distrital de Operações de Socorro de Viseu e contou com a participação do Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. Participaram no simulacro o INEM, com a montagem de um Posto Médico Avançado, a GNR, o Centro Humanitário de Viseu da Cruz Vermelha Portuguesa, com uma equipa de enfermeiros e equipa de Apoio Psicossocial, e as Corporações de Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Mortágua, Carregal do Sal, Cabanas de Viriato, Mangualde, Nelas, Canas de Senhorim e Tondela.

Na Assembleia Geral de trinta de março de 2014 foi discutida a necessidade de obras nas instalações que servem de quartel ao Corpo Ativo. Foi ainda comunicado que o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Leonel Gouveia iria propor, em reunião de vereação, que a Câmara assumisse as dívidas dos Bombeiros Voluntários. Nesta mesma Assembleia o Comandante Rui Santos informou os presentes que iria abandonar as suas funções por atingir o limite de idade.


Auto tanque Renault

Em abril estava em funções a Equipa de Intervenção Permanente, constituída por cinco bombeiros. Desde 2009 estes elementos mantinham uma equipa, da qual tinham feito parte, em 2008, Pedro Miguel Gonçalves e José Manuel Carmo Borges. Neste mês entrou ao serviço do Corpo Ativo um autotanque de grande capacidade, marca Renault, colmatando assim a falta do autotanque, sinistrado aquando os incêndios do Caramulo em 2013.

Cláudio Zuzarte, Alexandre Santos, Rui Leitão, António João Matos e João Nunes

Os Helicópteros da Base Permanente continuaram, durante este ano, a prestar um apoio precioso no combate aos incêndios florestais, apesar de, em agosto de 2014, a área ardida de floresta em Portugal ser 90% inferior à do ano anterior. O Kamov estacionado em Santa Comba Dão retirou duas vítimas que caíram nas falésias do Cabo da Roca. Nesta operação, tentada sem sucesso por um helicóptero da Força Aérea, os recuperadores da equipa de Santa Comba retiraram ainda do fundo da falésia quatro bombeiros de Almoçageme que deram todo o apoio terrestre.

Durante o ano de 2014 a Direção procedeu à venda de sucata e à aquisição de algumas viaturas. Assim, vendeu para sucata um reboque e cisterna por 5 600 euros; adquiriu a viatura usada, de marca Chrysler e matrícula, 66 – 11 – SE, pelo preço de 6.000, para transporte de doentes; adquiriu uma viatura ABTD, (Ambulância de Transportes de Doentes), de marca Fiat com o número de quadro ZFA25000002603599, para transporte de doentes; mandou transformar a viatura ABTM, (Ambulância de transportes Múltiplos), de matrícula 20 – 32 – PJ, em viatura ABTD. Também ao nível de pessoal permanente equiparou o vencimento do funcionário da Associação, Sérgio Miguel Duarte Oliveira, ao vencimento de um condutor habilitado com a categoria de veículos pesados, por ter adquirido tais qualificações; contratou pelo período de seis meses, através do IEFP, (Instituto de Emprego e Formação Profissional), ao abrigo do programa “Estímulo 2013” a cozinheira para a BAL, (Base de Apoio Logístico).De acordo com este programa o IEFP assumirá a responsabilidade do pagamento de 60% do vencimento, sendo o restante, mais os encargos sociais obrigatórios, da responsabilidade da Associação; contratação, ao abrigo do mesmo programa, de dois funcionários bombeiros para fazer face ao acréscimo de trabalho dos atuais funcionários.Foi ainda contratada pelo período de seis meses, através do IEFP ao abrigo do programa “Emprego-Inserção” a bombeira, Carla Sofia Ferreira Martins, na área de “Outro Trabalhador de Limpeza Manual” e foi admitido para integrar os EIP,S, (Equipas de Intervenção Permanente), em substituição de Alexandre Passos, após as respetivas provas de seleção, Rui Miguel Ferreira dos Santos.

Em julho a Direção recebeu uma carta do Comandante Rui Manuel Prata dos Santos, datada de maio, que se encontrava na posse do Presidente da Direção, solicitando a sua passagem ao Quadro de Honra desta Associação por ter atingido o limite de idade para o exercício de tais funções, sendo a mesma aceite por unanimidade. Foi indicado para comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, o segundo comandante, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, sendo o respetivo processo da nomeação, enviado ao Comandante Operacional Distrital da ANPC, para efeitos de homologação da nomeação pelo Diretor Nacional de Bombeiros.

Em outubroo Comandante do Corpo Ativo,já homologado, Hélder Manuel Batista Mota da Costa, propôs a nomeação para o cargo de 2º Comandante, o Adjunto de Comando António Pedro Morais Abreu e para o cargo de Adjuntos do Comando o Subchefe Pedro Miguel da Costa Tavares Batista e o Bombeiro de 2ª Classe Rui Pedro Leitão Morais. A Direção aceitou as propostas.

O Presidente da Direção apresentou a proposta para atribuição do Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses ao Comandante, no Quadro de Honra, Rui Manuel Prata dos Santos, que foi aprovada por unanimidadepelos membros da Direção. A proposta elaborada pelo Presidente da Direção salienta que, (…) ” nestes últimos 27 anos, como Presidente da Direção e Comandante, Rui Santos entregou, com entusiasmo, tudo de si a uma causa e a uma casa tendo, com a sua vincada capacidade de liderança, encontrado as soluções para a tranquilidade na gestão de todos os seus recursos e para o necessário investimento atempado nas necessidades infraestruturais e operacionais do corpo de bombeiros, seja em fardamento ou em equipamento e em viaturas”, entre outros. Foi o principal responsável pela construção do heliporto dos Bombeiros de Santa Comba Dão e pela criação da Base Permanente de Helicópteros.Como Comandante da Base de Helicópteros de Santa Comba Dão, o Governo concedeu ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Rui Manuel Prata dos Santos, através do Ministério da Administração Interna, por proposta do Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Medalha de Mérito de Proteção e Socorro no grau Prata e distintivo Branco, por ter demonstrado, ao longo dos 14 anos em que desempenhou as funções de comandante da Base de Helicópteros em Serviço Permanente de Santa Comba Dão, “extraordinário exemplo de dedicação, brio e competência”, – conforme publicação no Diário da República de 19 de Janeiro de 2012.Foi também o responsável por funcionar nesta Associação um serviço de helitransporte de emergência médica, com funcionamento permanente, que inclui na sua tripulação um médico e um enfermeiro, embora na base de Santa Comba Dão existisse já um helicóptero da Proteção Civil que era utilizado pelo INEM quando necessário e que estava disponível no horário noturno”.

A condecoração do Comandante Rui Santos ocorreu durante as comemorações do 99º aniversário da Associação que decorreram na Casa da Cultura, com a presença do Diretor Nacional de Bombeiros Pedro Lopes; em Representação da Liga de Bombeiros, o Comandante José Requeijo; do Presidente da Federação de Bombeiros de Viseu, Rebelo Marinho e do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Leonel Antunes Gouveia.

Em 27 de dezembro realizaram-se as eleições para os Órgãos Sociais. Pela primeira vez na História da Associação apresentaram-se a escrutínio duas listas, uma propondo os três Presidentes dos órgãos em funções e outra dinamizada pelo Enfermeiro José Manuel Mota da Costa. Os sócios compareceram em grande número mostrando a força do Associativismo e prestando dessa forma a maior homenagem que os Bombeiros poderiam ter no seu centésimo aniversário.

O reconhecimento dos serviços prestados pela Associação dos Bombeiros Voluntários ao concelho e à região teve o ponto alto com a atribuição, pela Vereação da Câmara Municipal, da Medalha de Ouro da Cidade de Santa Comba Dão em reunião de Câmara do dia treze de janeiro do ano de 2015.

Os órgãos sociais eleitos no dia 27 de dezembro de 2014 tomaram posse a dezasseis de janeiro de 2015. Para a Assembleia Geral foi eleito Presidente, João Duarte Boto Martins; Vice-presidente, Feliciano Ferreira de Sousa Lima; primeiro secretário, Elói Martins Ribeiro e segundo Secretário, Sérgio Adelmo Prata Ferreira. Para Presidente da Direção, António de Carvalho Fernandes; Vice-presidente, João Henrique Corveira; Tesoureiro, João Carlos Alves Coelho; primeiro Secretário, Pedro Sérgio Duarte Cruz; segundo Secretário, Augusto de Oliveira Santos e para Vogais Alexandre Augusto Pinto e Benjamim António Marques Pereira. Para suplentes, Albino Simões Pinto e Fernando dos Santos Magueta. Para o Conselho Fiscal, Presidente, António Maria Oliveira Matos; Vice-presidente, João Alberto Figueiredo Martins e Relator, Luís António Leal Tavares.

Comandantes dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão

1918 José Joaquim de Castro

1918 Hilário Fernandes

1929 Tenente José João Cruz Pereira

1930 António Rodrigues da Costa

1932 Abel Marques

1938 António Pinto de Magalhães

1939 Artur de Figueiredo

1944 Capitão de Engenharia António Augusto Gouveia

1948 Sargento José dos Santos Abrantes

1950 Artur de Figueiredo

1953 Capitão de Engenharia António Augusto Gouveia

1963 Jorge da Rocha Miranda

1969 Alcino Paulo Viegas

1971 Mário Ribeiro de Azevedo

1977 Victor de Jesus

1979 Mário Emanuel Herrmann Pais de Sousa

1987 Rui Manuel Prata dos Santos

2014 Hélder Manuel Batista Mota da Costa Santa Comba Dão, 31 de Dezembro de 2015


Autor: Dr. José Morais Branquinho